E teve até parabéns pra mim "in advance"...
30 junho 2009
Churrasco de despedida
E teve até parabéns pra mim "in advance"...
29 junho 2009
25 junho 2009
19 junho 2009
Uma tal de dissertação
Nem tudo são flores.
Emprego, ok, mas ainda precisando concluir meu mestrado.
Quase 2 anos de pesquisa não é brincadeira. Ainda mais pra terminar assim sob pressão com o que eu mais queria esperando por mim. Mas organizei as idéias, conversei com meu orientador, vendi meu carro e tive que ficar presa em casa.
Nas últimas 3 semanas, minha cama andava assim, lotada de livros, e só tinha olhos para as mais de cem páginas da dissertação que escrevi como minha menina dos olhos.
É real...
Depois de uma verdadeira "amazing race" como escrevi no outro post, estava eu em Berna. De repente a Alemanha me parecia tão sem graça, uma lembrança de uma época bem aproveitada nos meus vinte e poucos anos. De repente a Suíça parecia tão perfeita, tão exatamente o que eu queria. Organizada, limpa, funcionando, pessoas educadas, clima agradável, calma, paz. Berna tem a 9ª melhor qualidade de vida do mundo. Ai ai...
Dia 15 de maio, estava eu lá fazendo a entrevista cara a cara. A provinha. As discussões das questões. Os esclarecimentos das regras. As cláusulas do contrato de trabalho. O diretor me perguntando "so after learning all this, are you still interested in working with us?".
Imaginem a minha resposta. Tudo bem, você não sabe das condições. Mas eu sei. E acredite, valia a pena.
28 de maio recebi o email que confirmou toda a minha expectativa de um grande sonho realizado. Eu tinha sido a selecionada para aquela vaga de emprego...
Depois de muito me beliscar pra saber se o que tinha acontecido não era um sonho, caiu a ficha de que é real. De volta ao Brasil com artigo apresentado e conferência atendida, recebi pelo correio meu contrato de trabalho detalhado, assinado e um binder com as regras e normas da empresa.
É, é mesmo real então.
Agora não tem mais jeito, tenho que ir!
Dia 15 de maio, estava eu lá fazendo a entrevista cara a cara. A provinha. As discussões das questões. Os esclarecimentos das regras. As cláusulas do contrato de trabalho. O diretor me perguntando "so after learning all this, are you still interested in working with us?".
Imaginem a minha resposta. Tudo bem, você não sabe das condições. Mas eu sei. E acredite, valia a pena.
28 de maio recebi o email que confirmou toda a minha expectativa de um grande sonho realizado. Eu tinha sido a selecionada para aquela vaga de emprego...
Depois de muito me beliscar pra saber se o que tinha acontecido não era um sonho, caiu a ficha de que é real. De volta ao Brasil com artigo apresentado e conferência atendida, recebi pelo correio meu contrato de trabalho detalhado, assinado e um binder com as regras e normas da empresa.
É, é mesmo real então.Agora não tem mais jeito, tenho que ir!
Como tudo começou
Bom, então já que já to aqui falando de ir pra Suíça, ir pra Suíça, Juca e Suíça, tá na hora de contar. Eu não vou começar de onde tudo começou senão tenho que contar a história e trajetória da minha vida inteira que me trouxe até aqui, e eu não tô com tanto tempo de sombra assim. O importante é começar em Novembro de 2008, quando eu estava adiantando a pesquisa da minha dissertação de mestrado e para atingir meus objetivos, estava na hora de começar a procurar emprego na minha área para quando eu terminasse o mestrado. A previsão de terminar o mestrado era Fevereiro de 2009.
Então comecei a procurar sobre sites de anúncios de emprego internacionais e comecei a achar alguns legais onde eu me encaixava e comecei a mandar meu currículo. Mandei pra vários. Váááários. Nossa, em uma semana eu havia mandando mais de 50 currículos e nem pesquisava mais nada do mestrado, só pensava em arrumar meu emprego. O meu foco era Alemanha, mas cheguei a me candidatar em vagas em outras cidades da Europa. A maioria das respostas era a mesma "Thank you for your application, but we have selected another candidate which the skills achieved more the requirements we were looking for." Em algumas poucas outras, um email de resposta positiva, curiosa e afim de marcar uma entrevista por telefone. E por aí foram algumas entrevistas. Curiosas, sim, porque a maioria queria saber o porque e entender porque eu queria deixar o Brasil pra ir trabalhar na Europa (...)
Cheguei a praticamente conseguir um emprego. Em Berlim. Só faltava o principal, a documentação, o resto tava tudo certo. Tempo passou, a crise econômica mundial explodiu e recebi a infeliz notícia de que as contratações naquela empresa iriam ser suspensas até a crise acalmar. E assim foi também a respostas seguintes que viria a receber. Aí já era Dezembro, Natal chegando... quer saber? Chega, vou aproveitar os feriados com minha família e depois focar a terminar esse mestrado, depois eu penso nisso.
E assim foi. O prazo pra terminar o mestrado em fevereiro foi extendido. Terminei tendo dois artigos que submeti aceitos em conferências onde eu teria que ir apresentar, então reprogramei tudo pra ir apresentar os artigos e terminar o mestrado até o meio de 2009. Continuei minha pesquisa, foquei nos preparativos pras viagens e apresentações dos artigos. Feliz da vida. Mesmo sem emprego. E fui vivendo. O tempo foi passando, comecei a pensar que talvez não devesse voltar pro mercado de trabalho e, sim, continuar na academia. Pensei em fazer doutorado, me candidatei a um na Alemanha, não passei. Confesso que no fundo mesmo eu nem queria fazer doutorado, não queria mais me matar de estudar nos próximos 4 anos, muito menos em alemão. Comecei a viver numa angustia sem saber o que deveria fazer em seguida. Mal me conseguia concentrar na pesquisa. De repente o sonho de ir pra Alemanha de novo foi se esvaecendo e eu passei a vê-lo tão distante... como se fosse um sonho sendo perdido, uma única chance que não haveria de ter de novo.
Até o dia que recebi uma candidatura de uma vaga de emprego que parecia se encaixar muito bem no meu perfil. Me candidatei, mandei meu currículo e uma carta de apresentação explicando porque e como eu era uma boa candidata para aquela vaga.
Depois da apresentação do primeiro artigo numa conferência, recebi a notícia de que tinha sido escolhida para fazer uma entrevista por telefone sobre a vaga. Em 29 de abril, 10 horas da manhã, comecei a entrevista em inglês e mais três gerentes do outro lado da linha me bombardeando de perguntas e mais perguntas. Nervosa eu tentei não parecer e após os 40 minutos, parecia até ter sido uma boa entrevista.
Segunda-feira, 4 de maio, recebi o email me informando que tinha sido selecionada para a próxima fase do processo seletivo, que seria uma prova técnica e uma entrevista cara a cara. Me pediram para esticar a viagem que faria no fim de Maio a Alemanha para apresentar meu artigo na outra conferência até lá. E eu fui.
Então comecei a procurar sobre sites de anúncios de emprego internacionais e comecei a achar alguns legais onde eu me encaixava e comecei a mandar meu currículo. Mandei pra vários. Váááários. Nossa, em uma semana eu havia mandando mais de 50 currículos e nem pesquisava mais nada do mestrado, só pensava em arrumar meu emprego. O meu foco era Alemanha, mas cheguei a me candidatar em vagas em outras cidades da Europa. A maioria das respostas era a mesma "Thank you for your application, but we have selected another candidate which the skills achieved more the requirements we were looking for." Em algumas poucas outras, um email de resposta positiva, curiosa e afim de marcar uma entrevista por telefone. E por aí foram algumas entrevistas. Curiosas, sim, porque a maioria queria saber o porque e entender porque eu queria deixar o Brasil pra ir trabalhar na Europa (...)
Cheguei a praticamente conseguir um emprego. Em Berlim. Só faltava o principal, a documentação, o resto tava tudo certo. Tempo passou, a crise econômica mundial explodiu e recebi a infeliz notícia de que as contratações naquela empresa iriam ser suspensas até a crise acalmar. E assim foi também a respostas seguintes que viria a receber. Aí já era Dezembro, Natal chegando... quer saber? Chega, vou aproveitar os feriados com minha família e depois focar a terminar esse mestrado, depois eu penso nisso.
E assim foi. O prazo pra terminar o mestrado em fevereiro foi extendido. Terminei tendo dois artigos que submeti aceitos em conferências onde eu teria que ir apresentar, então reprogramei tudo pra ir apresentar os artigos e terminar o mestrado até o meio de 2009. Continuei minha pesquisa, foquei nos preparativos pras viagens e apresentações dos artigos. Feliz da vida. Mesmo sem emprego. E fui vivendo. O tempo foi passando, comecei a pensar que talvez não devesse voltar pro mercado de trabalho e, sim, continuar na academia. Pensei em fazer doutorado, me candidatei a um na Alemanha, não passei. Confesso que no fundo mesmo eu nem queria fazer doutorado, não queria mais me matar de estudar nos próximos 4 anos, muito menos em alemão. Comecei a viver numa angustia sem saber o que deveria fazer em seguida. Mal me conseguia concentrar na pesquisa. De repente o sonho de ir pra Alemanha de novo foi se esvaecendo e eu passei a vê-lo tão distante... como se fosse um sonho sendo perdido, uma única chance que não haveria de ter de novo.
Até o dia que recebi uma candidatura de uma vaga de emprego que parecia se encaixar muito bem no meu perfil. Me candidatei, mandei meu currículo e uma carta de apresentação explicando porque e como eu era uma boa candidata para aquela vaga.
Depois da apresentação do primeiro artigo numa conferência, recebi a notícia de que tinha sido escolhida para fazer uma entrevista por telefone sobre a vaga. Em 29 de abril, 10 horas da manhã, comecei a entrevista em inglês e mais três gerentes do outro lado da linha me bombardeando de perguntas e mais perguntas. Nervosa eu tentei não parecer e após os 40 minutos, parecia até ter sido uma boa entrevista.
Segunda-feira, 4 de maio, recebi o email me informando que tinha sido selecionada para a próxima fase do processo seletivo, que seria uma prova técnica e uma entrevista cara a cara. Me pediram para esticar a viagem que faria no fim de Maio a Alemanha para apresentar meu artigo na outra conferência até lá. E eu fui.
18 junho 2009
Juca e a Suíça
Ontem eu fiquei sabendo que não vai dar pra Juca ir comigo quando eu for já agora pra Suíça, em Julho. Tudo por causa do seguinte: no Brasil, já foram constatados casos de raiva em animais e em pessoas. Na Europa, não. Com isso, o governo europeu determinou que animais que saem do Brasil com destino a Europa devem portar um certificado de saúde (CVI), emitido pelo ministério da agricultura, onde o governo brasileiro atesta que o animal foi vacinado e que seus anticorpos foram testados e ele está imune a doença, além de um microchip implantado no animal. Não basta dar vacina contra raiva, tem que fazer um exame de sangue e verificar se a vacina realmente tá fazendo efeito.
Só que o governo europeu selecionou unica e exclusivamente um instituto no Brasil inteiro capaz de realizar e verificar tal exame, o instituto Pasteur em São Paulo. Como eu não estou em São Paulo, Juca faz o exame aqui, manda pra SP, analisa e tudo mais e em torno de 20 dias o exame tá de volta com o resultado. Aí depois ainda tem que ir com o resultado desse exame no veterinário pra ele atestar a boa saúde do cão e implantar o tal microchip, pra só depois ir no ministério da agricultura no aeroporto 3 dias antes de viajar provando que o animal está saudável para entrar em solo europeu. Isso para ir como bagagem de mão, para ir como carga além de fazer isso tudo, ainda tem que contratar um despachante na Receita Federal pra cuidar da viagem dele, que é mais toda uma burocracia.
Como Juca tem 7kg, eu ia tentar fazer com que ele fosse como bagagem de mão, já que a TAM permite animais dentro da casinha (o peso todo) até 10kg como bagagem de mão. Já na TAP são só 7kg e na Lufthansa 8kg. Sendo assim, vou partir e deixar o exame rolando, para quando retornar depois dos 20 dias, já estar encaminhado para ele ir como carga e eu recebê-lo lá, vai ser o jeito, não tenho mais tempo pra esperar 20 dias aqui... Vai penar viajar longas horas preso numa caixa, mas ruim mesmo seria se ele não pudesse ir. E eu já tenho mesmo é que agradecer muito por não haver lei de quarentena na Suíça, isso é o de menos, depois da viagem, ele estará comigo novamente na nova morada.
Só que o governo europeu selecionou unica e exclusivamente um instituto no Brasil inteiro capaz de realizar e verificar tal exame, o instituto Pasteur em São Paulo. Como eu não estou em São Paulo, Juca faz o exame aqui, manda pra SP, analisa e tudo mais e em torno de 20 dias o exame tá de volta com o resultado. Aí depois ainda tem que ir com o resultado desse exame no veterinário pra ele atestar a boa saúde do cão e implantar o tal microchip, pra só depois ir no ministério da agricultura no aeroporto 3 dias antes de viajar provando que o animal está saudável para entrar em solo europeu. Isso para ir como bagagem de mão, para ir como carga além de fazer isso tudo, ainda tem que contratar um despachante na Receita Federal pra cuidar da viagem dele, que é mais toda uma burocracia.
Como Juca tem 7kg, eu ia tentar fazer com que ele fosse como bagagem de mão, já que a TAM permite animais dentro da casinha (o peso todo) até 10kg como bagagem de mão. Já na TAP são só 7kg e na Lufthansa 8kg. Sendo assim, vou partir e deixar o exame rolando, para quando retornar depois dos 20 dias, já estar encaminhado para ele ir como carga e eu recebê-lo lá, vai ser o jeito, não tenho mais tempo pra esperar 20 dias aqui... Vai penar viajar longas horas preso numa caixa, mas ruim mesmo seria se ele não pudesse ir. E eu já tenho mesmo é que agradecer muito por não haver lei de quarentena na Suíça, isso é o de menos, depois da viagem, ele estará comigo novamente na nova morada.
17 junho 2009
SQS 2009

Software Quality System Conference.
Congress Center Stadhalle.
Düsseldorf, Alemanha.
Apesar de ter me deparado com grandes nomes da área, me senti bem a vontade na apresentação, bem mais longa que a experiência anterior.... 40 minutos já dá pra explicar melhor um artigo pra uma platéia de quase 60 pessoas. Desta vez, me colocaram no track logo depois do primeiro keynote. Ansiedade a parte, tudo correu bem. Ótima conferência.
Ainda me colocaram no site!
http://www.sqs-conferences.com/de/
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