30 junho 2015

Marcel's Marcili

Como escrevi no post recente sobre o Marzili, a área é uma das mais disputadas em dias de sol. Com uma localidade super central, boa infra estrutura, bastante espaço para se esparramar na grama em dias de sol, piscina, rio passando do lado, parece mesmo ser um ótimo lugar para passar seu domingo. Com a melhor sorveteria da cidade logo do lado então, já ganhou. E se ainda tiver um restaurante aconchegante por perto para melhorar ainda mais a impressão do conjunto da obra, pronto!
Então, bingo, porque está lá o Marcel's Marcili, um pequeno e aconchegante restaurante típico suíço, descontraído agora no verão com o jardim aberto e mesas na sombra. Fomos almoçar lá num dia que o programa da piscina atrasou tanto que quando chegamos lá estávamos todos com fome, então fomos salvos pelo gongo com um restaurante logo na frente do Badi.
Eu já conhecia o restaurante desde a última vez que morei aqui, fui jantar uma vez lá no aniversário de um amigo e era fim de inverno, sentamos numa mesa do lado de dentro e comemos super bem. O ambiente é bem simples, bem relax mas ainda assim, fino e elegante. Combina perfeitamente com o jeito suíço de ser.
Marcel's Marcili tem uma boa reputação, inclusive online, e é um dos poucos lugares que não tem hora certa pra fechar, exceto no domingo, que ne, aqui na Suíça é sagrado. Sem dúvida recomendo, e acho que os suíços também!

Marcel's Marcili
http://www.marcels-marcili.ch/
Marzilistrasse 25
3005 Bern

24 junho 2015

Itália 2015

No planejamento da viagem a Romênia e Bulgária, as combinações de passagens multi-destinos tipo Zürich-Bucareste-Sofia-Zürich ou Zürich-Sofia-Bucareste-Zürich não estavam dando certo. Ou ficava tudo muito caro, ou horários horríveis, ou conexões tenebrosas. E depois que passei a viajar com Edi a tira colo, tenho que ter muito cuidado com esses "detalhes". Mas sim, inicialmente o plano da viagem com mamys era somente Romênia e Bulgária. Até chegar nesse bottleneck e ter que arrumar outra cidade para fazer conexão da Bulgária de volta pra Suíça. A opção era passar por alguma cidade ou na Grécia, ou na Turquia, ou na Itália. Não foi nem por preferência, porque eu adorei conhecer a Turquia e iria de novo a Grécia sem problemas, mas por questões de logística, a escolha da vez foi a Bella Italia.

O que deveria ser apenas uma conexão em Roma terminou se estendendo por mais 5 dias. Praticamente uma nova viagem, novo budget, novo tudo. Porque primeiro, estava fazendo 11 anos desde que fomos a Roma pela primeira vez eu e mamãe. E po, é Roma! Sempre é bom ir de novo. Depois, havia prometido ao meu avô que ele ainda conheceria Roma, e agora ele não está mais aqui, então fica aquela coisa na bucket list pulando querendo sair, mas ok, é um fator psicológico, mas que mesmo assim ainda influenciou na decisão. E depois, já que estamos em Roma... ninguém vai a Itália pra ir apenas a uma cidade, não é mesmo?
Um país tão lindo que eu já fui várias vezes e cada vez descubro mais coisas lindas para conhecer. Roma? Linda. Mas pertinho de Roma tem Nápoles que eu já sonhava em conhecer há muito tempo atrás. Então vamos dar uma esticadinha até Nápoles. Mas poxa... perto de Nápoles tem a Pompeia! Histórica! Com minha mãe professora de história comigo, não podia deixar de ir.
Nessa leva, quase esticamos até Sorrento e a ilha de Capri, mas aí o budget ia esticar demais porque ne, Capri é luxus, ia envolver cruzeiro e tal, e eu teria que tirar muitos mais dias de férias no trabalho, e como também ainda quero usar os dias de férias para outras viagens este ano, tive que me segurar. Capri fica pra outra vez.
O roteiro fechou com Roma, Napoli e Pompeia. Uma viagem incrível, memorável, como sempre a Itália costuma ser. Fomos de Sofia num vôo da Bulgaria Air operado pela Alitalia para Roma, vôo atrasou e tudo, mas ok, releva... Ficamos 2 noites em Roma o que só deu tempo de fazer o basicão: Coliseo, Forum Romano, centro antigo. Nem ao Vaticano fomos desta vez. De Roma fomos de trem rápido até Napoli (1 hora). Há opção de ir num trem mais lento e pagar menos também, mas escolhemos ir no trem rápido principalmente por causa de Edi. Em Napoli ficamos 2 noites num hotel mara de frente pro Mediterrâneo pra fechar mesmo a viagem toda com chave de ouro, e de lá fomos um dia de trem capenga num bate e volta até Pompeia, a antiga cidade romana que virou site arqueológico depois de ter sido destruída pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., e ter sido "reencontrada" 1600 anos depois da forma exata como foi atingida pelo vulcão devido as cinzas e lamas que protegeram os danos dos efeitos do tempo.
De Napoles voltamos para Zurique pela Airberlin. Tudo nos conformes. Foi demais. Muita coisa pra contar! 
Depois de ter já batido tanta perna na Romênia e na Bulgária, só a Itália mesmo pra tornar mais batida de perna agradável. Voce anda tanto, no fim do dia tá morto, mas é tão bom que os efeitos colaterais são minimizados. Itália é história pura e encantadora. Nos próximos posts vamos mergulhar nessa viagem simplesmente formidabile!

20 junho 2015

Vlog: Como eu vim parar na Suíça?

Queridos leitores, não, ainda não entrei na onda de vlogs e vídeos super bacanérrimos, editados e quase profissionais. Primeiro não levo o menor jeito para falar com a câmera. Mas ano passado quando fiz o sorteio do blog para comemorar 100 mil visitas só vindas do Brasil, fiz aquele vídeo tímido para anunciar o sorteio e depois o resultado. Além de vídeos que fiz para o Edi. Nada mais. Acima de tudo, me falta tempo para dar conta de tudo.

Porém continuo recebendo muitos emails aqui do blog de gente perguntando como eu vim parar aqui, pedindo pra eu explicar como foi que uma empresa me trouxe pra cá, ou porque eu escolhi Suiça, se eu já falava alemão e tudo mais. E apesar de ter falado em posts soltos sobre todos esses assuntos, quem chega hoje no blog tem dificuldade de encontrar. Até aí eu respondia os emails com links dos posts, mas passei a receber emails não muito amigáveis dizendo até que eu tava maquiando a minha vinda pra cá, e como era possível eu me manter aqui sozinha, trabalhando, com filho, e ainda viajando. 

Daí sim, decidi TENTAR gravar um video explicando em mais detalhes e ele tá aí. O video original tinha 40 minutos, então cortei umas partes que fico de bla bla bla e o video editado ficou com 25 minutos. Alguém tem paciência? Se sim, aperte o PLAY!

Não prometo que vou continuar com videos. Aliás videos falando assim é mais rápido de produzir do que videos de compilação de alguma coisa, porém para videos assim eu preciso aparecer, e vejam como sou meio estranha na frente da câmera... rs. De qualquer forma, se quiserem me motivar e se inscrever no canal, dar Thumbs Up no vídeo, compartilhar ou sugerir novos temas, posso até tentar me arrumar mais pro próximo....

19 junho 2015

Brienz

Acho que os posts sobre a Suíça podiam ser só fotos e ainda assim iam falar tudo que eu quero dizer. O lago de Thun faz a paisagem dos arredores combinar perfeitamente com os alpes. Olhando as fotos parece tudo um quadro pintado a mão, com picos e cores harmoniosas, como só se vê ao vivo na Suíça. O lago de Thun acaba em Interlaken (entre lagos) onde depois começa outro lago, o lado de Brienz.
Um pouco menos turístico que o Thunersee, o Briezersee é ainda sim popular por aqui. É lá onde vários barcos chegam e partem no passeio de balsa pelo lago no verão, o lago no meio das montanhas com picos nevados. Como cidade, Brienz é mais um vilarejo e a paisagem é mesmo a atração principal.
O Rothorn é um mirante a mais de 2 mil metros acima do nível do mar e de lá se tem uma vista de tirar o fôlego. Nosso passeio se resumiu a "orla" de Brienz num dia ensolarado de primavera. Um passeio ao longo da promenade é revigorante, refrescante, mesmo sem pular na água, porque ne, se verão é um gelo, imagine na primavera ainda.
Brienz fica ainda no cantão de Berna e de Berna o trem dura cerca de 1 hora e 20 minutos até lá, tendo que trocar de trem em Interlaken. Se o passeio não envolver pulos no lago nem o cruzeiro, há opções de pedalinho, há um parque com restaurante e espaço para picnic no gramado. É sem dúvida um ótimo passeio. Também com essa paisagem não tem como ser ruim.

17 junho 2015

Eu no Globo Notícia Europa!

Eu assinei a Globo Internacional quando estava grávida, pois passei a ficar mais tempo em casa e sabia que ia ficar mais tempo depois que Edi nascesse. Saber mais do que estava acontecendo no Brasil, ouvir mais Português, me ajuda a manter essa saudade sob controle, me faz me sentir mais perto do Brasil. Aí aqui tem um programa que é o Globo Notícia Europa, um boletim de notícias que passa todo domingo, é rapidinho, 15 minutos, com algumas notícias interessantes para nós, brasileiros morando pela Europa. O Globo Noticia Europa é apresentado pela jornalista Juliana Yonezawa que me surpreendeu um dia com um email, dizendo que tinha achado meu blog muito interessante e me convidando a enviar um vídeo para participar do quadro "A minha Europa", onde você pode falar um pouco do país que mora, uma curiosidade, um costume, e compartilhar com outros brasileiros Europa afora.

Pensei, pensei no que fazer e não me vinha nada a mente. Tanta coisa pra falar mas tão pouco tempo, o que fazer? Ora eu não precisava de muito incremento não, fui lá no centro de Berna e gravei um video rapidinho, assim com o celular mesmo sem muito gueri gueri, sobre o principal ponto da cidade, o Zytglogge, a Marktgasse, a história sobre os ursos. Foi ao ar em maio e eu fiquei toda feliz de aparecer na televisão! Quer ver como ficou? Veja aí o programa na íntegra, são só 15 minutinhos. A minha parte começa em 09:58.




15 junho 2015

Sofia

Eu depois que soube que a capital da Bulgária se chama Sofia passei a ver todas as meninas chamadas Sofia de outra forma. Sempre lembro da Bulgária, e agora que eu conheço o país então, não tem jeito. Dá vontade de perguntar: voce sabia que Sofia é a capital da Bulgaria? A cidade que foi fundada pelos romanos, foi capital imperial e atingiu o apogeu no início do século 4 sob comando de Constantino, o Grande, voltou a mão dos búlgaros e do império bizantino na Idade Média até os Otomanos dominarem tudo por 500 anos. Mesquitas e outras marcas da época dos otomanos sem dúvida mudaram a história da Bulgária e da cidade de Sofia, que aliás se tornou oficialmente capital do país depois da libertação da cidade do domínio turco, em 1879.
Porém muito foi destruído na capital búlgara nas duas Guerras Mundiais, considerando que a Bulgária ficou do lado da Alemanha, e os arquitetos socialistas do pós-guerra tiveram um grande trabalho para levantar a cidade de volta, e assim o fizeram seguindo o modelo comunista que melhor se apropriava na época. 

Hoje se vê essa Bulgária, essa Sofia. Com um centro de prédios altos, dominantes, imponentes, como era a ideia comunista. Construções monstras altíssimas e blocos de concreto que não se vê em outras arquiteturas. Assim como em Kiev, por exemplo, ou mesmo em Bucareste, Sofia tem sim um centro com fortes marcas comunistas. Porem achei a cidade menos "sofrida" do que as outras cidades ex-comunistas que já visitei.
Não sei explicar direito. O clima na cidade é tranquilo, apesar de guardas 24 horas na frente do prédio onde fica o presidente (President's Building, esse da foto acima) com cerimônias de troca da guarda e tudo mais. Mas é que é relativamente fácil andar por conta própria em Sofia com um mapa na mão. E mesmo com poucos turistas batendo perna pela cidade, o clima na praça City Garden onde fica o Teatro Nacional Ivan Vazov é imbatível. Sem dúvida o lugar mais relaxante que encontramos, um clima descontraído com gente tocando música, gente sentado nos bancos ao redor das fontes numa tranquilidade contagiante.
Aliás foi lá nessa praça que vimos pessoas colocando uns cordões vermelhos em árvores e eu curiosa fui atrás de saber o que era. Uma búlgara me contou que eram Martenitsas, uma tradição nacional da primavera quando pessoas penduram esse adorno que são bonequinhos feitos de cordões de tricô típico de lá. Primeiro as pessoas oferecem os adornos umas as outras antes da chegada da primavera. Segundo as crenças antigas, as martenitsas serviam para espantar os males do inverno e no dia 1o de março acontece essa troca entre familiares e amigos que mantêm a peça no pulso até avistar a primeira cegonha da estação. Depois disso têm que amarra-las em árvores que dão frutos, como maneira de simbolizar saúde e prosperidade. É folclore da Bulgária e eu fiquei simplesmente encantada que a menina lá me explicou tudo isso sem nem saber quem eu era.
Andamos tudo a pé em Sofia, sem guia, sem taxi, sem nada, só com muita vontade e um guia de viagem. Edi se comportou super bem. Esticamos até a principal atração da cidade, a catedral Alexander Nevsky, lindíssima, com seu domo de ouro, foi construída no início do século 20 em memória dos 200 mil soldados russos, bielorussos, búlgaros e ucranianos que morreram na guerra Russo-Turca. É uma das maiores igrejas ortodoxas do mundo e é realmente impressionante.
A boulevard Vitosha, perto do nosso hotel, é também uma atração turística e era meio que nossa "base" da viagem, ponto de referência, tudo. A principal rua da cidade, área de pedestres apenas, com muitas lojas, marcas conhecidas no ocidente, redes de fast food e mesmo assim típica búlgara e tranquila, com bares, restaurantes típicos, banquinhos, canteiros floridos, e ao final o imponente prédio branco, o Palácio da Justica de Sofia a esquerda e a frente a igreja ortodoxa Sveta Nedelya.
Mas é descendo mais um pouco onde está ela, Sofia, a estátua de Santa Sofia, no meio de um cruzamento. Com rosto de ouro olhando para a praça Batemberg, que aliás é onde fica o prédio do presidente que falei antes, a estátua tem 24 metros de altura e é de bronze. Foi levantada recentemente, no ano 2000 apenas, para substituir a estátua de Lenin, o lider revolucionoário da Uniao Sovietica, que estava ali naquele mesmo local, que aliás se chamava Praça de Lenin na época do socialismo. Sofia significa "sabedoria" em grego, e a estátua traz um novo ar de modernidade à cidade.
Enfim, mesmo com pouco tempo de ver só o principal que Sofia tem a oferecer, só tenho coisas boas para contar da Bulgária. Eu adorei a experiência, acho que devia haver um trabalho de turismo e divulgação do país mais aberto e mais efetivo mundo afora, mas entendo que há outras preocupações e problemas para lidar, desde o fim da USRR a economia bulgara tenta se recuperar da antiga dependência e andar com as próprias pernas. Bom pelo menos eu estou fazendo minha parte :)

14 junho 2015

Bulgária

Eu pra falar a verdade nunca tive muita curiosidade de conhecer a Bulgária não. Li uma vez sobre a capital Sofia e lembro de ter visto na reportagem poucos pontos que me chamaram a atenção. A região mais turística e mais atraente do país não era na capital e sim na costa do Mar Negro onde há resorts e praias ainda pouco exploradas. Mas isso foi há bastante tempo, Edi não era nem nascido ainda. Desde então, não tive nenhuma oportunidade de viagem, interesse ou nada que tenha me despertado aquele "chegou a vez da Bulgaria!".
Até chegar a vez da Romênia e a Bulgária se tornar de repente interessante pela proximidade, tipo "ah já que vou a Romênia...". Bem, não foi assim tão fácil nem tão simples. Conhecer mais um país não é ir ali na esquina. Mesmo a Bulgária que deve ser um dos países menos visitados turisticamente falando, tem o que oferecer, tem uma história. Então sendo assim, lá fui eu atrás de descobrir mais esse país.
A Bulgaria é conhecida por uma longe tradição de arte religiosa. Tem muitas igrejas (ortodoxas) e monasterios pelo país inteiro, mas isso não parece ser interessante o suficiente para alcançar uma boa posição no ranking dos países mais visitados da Europa. A Bulgária é geralmente ignorada nos planos e roteiros de viagem. Poucos sabem que a Bulgaria foi um Império forte por duas vezes na Idade Média e dominou a maioria dos balcãs, não resistindo porem ao império Otomano que tomou conta da região nos últimos 5 séculos.
A guerra Russo-Turca levou a Bulgária a formação do terceiro estado búlgaro, seguido por muitos conflitos entre países vizinhos, o que levou o país a se aliar com a Alemanha nas duas Guerras Mundiais. Fez parte do partido socialista na década de 50 e também do bloco leste soviético que durou ate 1989 quando as eleições resultaram no início de uma transição a democracia no país, a propósito bem tranquila, diferente da Romênia que contei nos posts passados.
A Bulgária tem 7 milhões e meio de pessoas, a capital Sofia é a maior cidade e concentra o centro financeiro e industrial do país. É membro da União Europeia desde 2007, porem a moeda é o Lev Búlgaro, Euro não é aceito. Brasileiro pode entrar sem visto no país e ficar assim por no máximo 90 dias. O Búlgaro é o idioma oficial e é parte da família eslava, se aproxima do macedônio, com letras do alfabeto cirílico, que é estranho para nós, brasileiros.
Nossa viagem pela Bulgaria não se estendeu a praias nem florestas. Voamos de Bucareste num vôo direto pela Tarom airlines num vôo curtinho de 1 hora e 15 minutos. Ficamos apenas 2 dias na capital Sofia, onde visitamos igrejas, andamos pelas principais ruas, tudo por conta própria, e tivemos sorte com lindos dias de sol de primavera. Achei a cidade bem tranquila, organizada, decente, e com as pessoas que tivemos contato fomos bem tratados, bem recebidos, sempre foram gentis conosco, foram dias muito agradáveis. As coisas na Bulgaria são bem baratas, e nós ficamos no hotel St George, bem próximo a rua principal de compras da cidade, a boulevard Vitosha. No próximo post conto mais da linda capital Sofia.