31 janeiro 2012

ix12 - vota ai!!!


Ano passado, este blog ficou em 10. lugar na competicao de blogs de intercâmbio e troca de experiência, do Lexiophiles e bab.la.

Foi muito legal participar, receber tantos votos e acima de tudo, conhecer outros blogs e experiencias de outras pessoas por esse mundo afora.

São os 100 blog mais inspiradores, exciting e open-minded sobre diferentes experiencias no exterior, então assim como o ano passado, este ano continua sendo uma competição acirrada!

Este ano, a votacao comeca hoje e o Ela e Americana esta participando de novo!
Portanto, se voce curte o que le aqui, de uma forca e va em
http://www.lexiophiles.com/english/vote-for-your-favorite-ix12-blog
procure pelo Ela e Americana... da America do Sul, selecione e clique em "Vote" la no final.

Cada pessoa ("computador") so pode votar uma vez, entao eu agradeco todos os votos e divulgacoes para este blog fazer bonito este ano tambem.

A votacao so vai ate 12 de Fevereiro, entao vota aiiiiii!!!!!!!!!

Obrigada!

30 janeiro 2012

I Giorni della merla

Pela primeira vez um post com título em italiano! 7% da Suiça é italiana, a chamada região do Ticino, a qual já comentei aqui no blog várias vezes. Apesar de os suiço-italianos não gostarem de generalização deles com os italianos puros, eles hão de concordar que pegam emprestado várias tradições e costumes da Itália.

Eu não vejo nenhum problema com isso e não acho nada mais óbvio. Afinal a parte alemã da Suiça parece com a Alemanha e a parte francesa tem um quê da França, então fazer o que ne.

Uma das tradições de lá (e da Itália também) é a lenda dos Giorni della merla. Pergunte a qualquer italiano vindo da região da Lombardia e ele vai te explicar tim tim por tim tim. Bem, a verdade é que há várias versões pra essa lenda, mas todas elas têm algo em comum. Vou explicar.

Bom, giorni significa "dias" e merla significa "melro-preto" ou "blackbird" em Inglês, aquele pássaro preto. Sabe a música dos Beatles? Pronto. O Blackbird existe em vários lugares do mundo, mas é a ave nacional da Suécia, por exemplo. Ah, sei lá o que quer dizer ser a ave nacional de um país, mas pense que tem a ver com o frio.

A versão que eu fiquei sabendo é essa que vou contar aqui. Reza a lenda que há muito muito tempo atrás o mês de Janeiro só tinha 28 dias. Um tempo que o melro-preto era branco e na época do inverno, a família de pássaros brancos se escondia em árvores esperando os dias frios passarem. Até um dia de Janeiro, 28 de Janeiro, quando um pobre pássaro branco cansado do frio saiu de seu ninho e gritou para Deus que o inverno estava no fim!

O mês de Janeiro, no entanto, ficou zangado com esse desrespeito, pois Janeiro é o auge do inverno aqui no hemisfério norte, e pediu ao seu irmão Fevereiro para que lhe emprestasse 3 dias. Esses 3 dias - 29, 30 e 31 de Janeiro - seriam então os mais frios do ano inteiro, e ensinaria uma lição ao pobre pássaro para não lhe desrespeitar. E o pobre melro amedrontado se mudou com a família para uma chaminé no topo de uma casa na fazenda.

Por 3 dias, a família de pássaros brancos se amontoaram no topo da chaminé. 3 dias de frio gelado intenso horroroso. E quando o primeiro dia de Fevereiro chegou, num raio esperançoso de sol, a família de pássaros brancos saiu da chaminé e já não eram mais brancos. Haviam se transformado na cor da noite com a fumaça saída da chaminé onde passarm os 3 dias mais frios do ano.

Deste dia em diante, todos os melros passaram a nascer preto e ficaram sendo melro-preto. Assim, é explicado porque Fevereiro tem 28 dias, e principalmente, a razão deste post, porque esses dias desta semana são realmente os mais frios do ano.

Bem, imagino que haja realmente várias versões dessa lenda e todas elas podem ser bonitinha pra justificar para as criancinhas porque dessa friaca toda. Em todas elas, o ponto em comum é o frio. Mas a realidade é que desde ontem está vindo uma frente fria da Sibéria (veja bem: SIBÉRIA! onde está fazendo -40 graus!) aqui pra Europa, e essa semana - justamente na semana da lenda do giorni della merla, está previsto ser os dias mais frios do ano, chegando a extremos -15, -20 graus aqui na Suiça.

Eu não sei. Só sei que o inverno até tava sendo legalzinho dessa vez, pouca neve, sem aquele frio intenso, até comentei no post passado que to aproveitando pra ir a academia e tal não engordar, mas desde ontem que começou a esfriar pra valer, começou com uma neve fininha, ralinha e agora a noite está mais densa e desde de manhã não parou de cair. E dá só uma olhada na previsão pros próximos dias: só temperatura negativa.
Com lenda, sem lenda, esteja a meteorologia certa ou errada, a verdade é o que eu to sentindo e eu te digo que tá esfriando pra caramba. Vou tentar me esconder nas roupas mesmo, ao invés da chaminé. Deus nos ajude a passar esses 3 dias. Ou essa semana.

29 janeiro 2012

Mudando os conceitos

Vira e mexe eu escrevo um post aqui no blog refletindo a vida na Suiça, alguma coisa nova que eu passei a observar ou fazer, ou só relatos do dia a dia mesmo. Tem até uma categoria de posts "reflexões". Afinal depois de passar o primeiro ano, as novidades deixam de ser maravilhas, voce muda as lentes com as quais enxerga as coisas e vê coisas que antes não via. Como eu estou chegando perto de completar 3 anos de Suiça, continuo ajustando o foco das minhas lentes e comemorando novas descobertas.

Desta vez, é uma coisa meio geral, mas eu vou tentar dar exemplos pra justificar minha mudança de opinião. Olha, cá pra nós, é normal a gente mudar de opinião quando a gente amadurece, com o passar dos anos, quando voce se compara com voce mesmo há 10 anos atrás; no caso aqui, eu não achei que ia ser assim em menos de 3 anos depois.

Não é nada sério nem de outro mundo, mas com os costumes aqui voce acha que não, mas termina se integrando à nova realidade, mesmo de pouquinho em pouquinho. Veja o inverno, por exemplo. Este é o terceiro que estou passando nessa Suiça. Nos dois últimos, era o tempo inteiro tudo branco lá fora, um frio de doer os ossos, a temperatura máxima nessa época em Janeiro era 0 graus. Aí chega o inverno 2012 super camarada por aqui. Sim, tá frio, mas não é porque eu estou mais acostumada não, o frio não está de doer a espinha como nos anos anteriores. Os termômetros não mentem e que diga a neve que não chega até aqui, fica só pelos alpes lá em cima. Tivemos uma nevada de verdade, e depois disso, só muita chuva e umas neves fininhas que não duram um dia.

Nos dois últimos invernos, engordei fácil fácil. Não sei se é psicológico, mas eu não conseguia almoçar salada ou comer uma fruta quando estava nevando. Sei lá, meu estômago pedia algo quentinho e se eu não ingerisse as calorias que meu organismo pedia, me sentia fraca. E todo mundo comentava que era normal engordar no inverno, também era difícil resistir àquele monte de guloseimas no supermercado, pouco tempo de luz de sol por dia, então as pessoas ficavam mais em casa, comer era normal. Aí eu engordava sem muito peso na consciência. Em Abril quando começava a esquentar um pouco, era aquela luta pra deixar de comer tanto.

Nao sei se é porque é meu terceiro inverno, não sei se é porque não tem neve e não está tão frio como nos últimos anos, mas eu não estou engordando desta vez. Pelo contrário, estou comendo salada sempre que o almoço do trabalho não me apetece, o que é muito comum, e não fico morta de fome desejando chocolate a noite como nos anos anteriores. Mesmo quando estava branco lá fora, não sentia como se eu precisasse ficar em casa comendo e vendo televisão.

Acordar cedo no escuridão também sempre foi um problema. No inverno só amanhece lá pras 8 da manhã e era um parto pra levantar da cama. O despertador tocava umas 5 vezes até eu realmente levantar e sair tropeçando até o banheiro. Hoje? Nada disso. O despertador toca no máximo 2 vezes (que é o normal no verão também) e meu organismo já não fica me implorando pra continuar deitada porque ainda não tem sol lá fora. O quarto sim está todo escurão quando eu levanto de manhã, mas eu acendo o abajour perto de mim e pronto, tem que levantar tem que levantar. A escuridão lá fora não é mais desculpa, é como se meu cérebro não aceitasse mais essa desculpa. Levanto sem reclamar.

Ainda no contexto do inverno, da engordação, de não conseguir levantar quando está escuro e tudo mais, ainda tenho mais uma coisa: ficar em casa. Nos últimos invernos, era constante eu ficar em casa depois do trabalho. Os programas com os colegas eram sempre indoors. Muito fondue na casa do outro (mais engordação) e tudo muito calórico. Agora, desde o início de janeiro, estou indo a academia com uma amiga duas vezes por semana depois do trabalho, contra todo o meu histórico de opiniões sobre ficar em casa no inverno. Bem, assim que cheguei aqui, eu queria entrar numa academia e fazer disso uma rotina, como já foi uma vez na minha vida lá no Brasil. Mas os pacotes que tem disponíveis lá são de 6 meses ou 1 ano, e eu pensei que po, vou fazer academia no inverno?! Sair de casa na maior friaca pra ir malhar? Eu mesmo não! Vou querer é ficar em casa no quentinho. E assim foi. Fiz algumas poucas vezes, paguei individual lá e a academia não se tornou uma rotina. Aí inventei de ir de novo agora em janeiro e adivinha? Não encontrei mais todos esses poréms que tinha colocado como obstáculos no início. Acho ótimo poder me exercitar em pleno inverno. É indoors, a academia é quentinha, e não importa se tá frio e nevando lá fora.

A academia é lotaaaada, encontrei várias pessoas do meu trabalho lá, e eles me disseram: no verão tem muito menos gente, porque as pessoas saem pra fazer coisas mais ao ar livre, e não querem ficar enfurnadas numa academia. Mas no inverno é a única opção! Tá aí! Dei meu braço a torcer. Nunca pensei que fosse possível pensar assim. Pra mim antes, inverno era sinônimo de preguiça, de ficar em casa de baixo do edredon comendo bobagem. Hoje penso diferente. Inverno vamos pra academia malhar as bobagens que eventualmente como, não mais com tanta frequencia. Meu corpo agradece.

Este inverno definitivamente me ensinou várias lições. Só agora estou percebendo de fato que mudei vários conceitos meus. Mas não só coisas sobre inverno e frio, também posso citar uma série de coisas aleatórias que hoje fazem parte do meu dia a dia e eu também tive que dar o braço a torcer.

Por exemplo, a história da reciclagem. Escrevi este post aqui há 1 ano atrás falando como separar lixo, os diferentes sacos, etc. Hoje pra mim é tão natural não por alumínio no lixo embaixo da pia. Ter a sacola de garrafas de vidro e PET na cozinha, separar o jornal e papelões. Não consigo mais terminar uma caixa de leite e joga-la no lixo. Eu dobro e junto com os jornais. Até quando estava no Brasil no final do ano passado, bateu meio que uma culpa quando inconscientemente fui fazer o mesmo e não tinha como fazer, e terminei jogando tudo no mesmo lixo.

Andar com Juca sem saquinho do cocô não rola há muito tempo. Juca vai fazer 9 anos e eu não sei como um dia, quando ele devia ter seus 2, 3 anos, eu andava com ele lá em Recife sem apanhar o cocô. Sério, eu deixava no meio da rua?? Como pode tamanha falta de responsabilidade? Será que eu não me sentia culpada? Horrível.

Além disso, a responsabilidade de prover ar fresco pro bichinho. Ele já fica tanto tempo no apartamento, que em chances que tenho, o levo para uma caminhada no parque, o solto na grama pra ele correr bastante. Antes eu não pensava assim.

Não sei se é porque no Brasil as pessoas tendem a ser românticas demais, mas há muito muito tempo atrás, quando vim a Europa pela primeira vez com meu ex namorado, tinha na minha cabeça que a Europa era lugar de casais. Vários casais de tudo quanto é idade no Brasil só vinha a Europa juntos. Então acho que coloquei isso na minha cabeça. Quando enfiei a ideia de vir trabalhar aqui sozinha, estava sim indo contra essa ideia, mas ainda assim pensava da mesma forma. Mas... putz, Europa ser sinal de romantismo e casais? Fala sério! Não precisa de muito tempo morando aqui pra perceber que os europeus casam muito mais tarde que no Brasil, são muito mais frios, sozinhos, moram sozinhos e fazer coisas sozinhos, muito mais do que pensei. Não acho que seja questão de solidão, porque existem muitos programas, os cafes são lotados de gente, e não preciso ir pra balada todo fim de semana pra sentir que tenho amigos do peito.

Aqui eu me sinto muito menos bicho do mato morando só do que no Brasil. Conheço várias pessoas na mesma situação que eu e nada melhor que encontrar sua turma bicho parecido pra nos sentirmos bem na mesma selva.

E isso já implica na próxima mudança de conceito que é a das viagens. Viajar pela Europa só com o namorado! Onde já se viu isso? Por que? Depois o namoro acaba e voce fica ai sem saber o que fazer com as fotos que tiraram juntos. Acho que são coisas independentes. Se tá afim de viajar, não importa, viaje. Não acho justo deixar de satisfazer um desejo, realizar um sonho de conhecer alguma coisa porque não tem namorado ou uma companhia qualquer pra ir com voce. Pensando assim realizei ano passado meu sonho de conhecer Israel e Petra, e olha, como foi bom. Sem falsa modestia, curti do início ao fim, desde o momento de que criei coragem de viajar só pela primeira vez, e logo pra um lugar tão diferente, preparar toda a viagem, programar dia a dia, nossa, curti demais. To aqui ainda cogitando qual será a extravagância desse ano. Extravagância no bom sentido, tá.

Lendo o post da Glenda sobre porque é tão difícil querer voltar a morar no Brasil, (post maravilhoso alias, se voce ainda nao leu, leia!), me pergunto se eu precisei vir até aqui pra aprender essas coisas, mudar meus conceitos, aprender tanta coisa... É, não sei até quando minha vida vai ter esse cenário suiço, ou cenário mundial, mas enquanto isso, eu vou escrevendo aqui meus achados, minha mudança de opinião, meus conceitos, porque, Deus do céu, há de servir pra alguma coisa.

25 janeiro 2012

Bygdøy e os fjordes urbanizados de Oslo

Do dicionário: Fiorde é uma grande entrada do mar em volta de montanhas rochosas. Assim como existem elementos geológicos como alpes, montanhas, praias e serras, existem os fiordes (ou fjordes), que são típicos na Escandinávia, pois são resultados da ação de enormes placas de gelo e erosão das montanhas devido ao gelo. Os fiordes só existem em regiões litorâneas com montanhas onde o clima é ou foi frio o suficiente para formar as geleiras abaixo do atual nível do mar. As geleiras (alpes) na Suiça por exemplo não são no litoral, são no interior do país, geleiras elevadas em montanhas, sem saída para o mar, por isso não se formam e não se chamam fiordes.
Viu só, este blog também é conhecimento!
Os países ao (muito) norte do hemisfério norte são os lugares onde se podem encontrar fiordes hoje em dia. É estimado que existam fiordes desde mais de 12 mil anos, desde a Era Glacial, quando o mar ocupou os espaços que as geleiras haviam escavado na costa atlântica. Os fiordes podem chegar a centenas de kilômetros, podendo ser separado do mar por falésias.
Essa introdução toda para dar continuidade aos posts da Noruega. A Noruega, como nobre parte da Escandinávia, é um dos poucos lugares no planeta onde fiordes podem ser encontrados. Como todo mundo sabe, o frio lá não é brincadeira, e no norte do país há excursões "polares" para conhecer de perto essas paisagens tão extraordinárias. Bom, eu ainda não to louca criei coragem de ir conhecer os fiordes de pertinho, mas lá em Oslo mesmo, existe uma região chamada Oslofjorden que é uma área mais acima do nível do mar que o centro da capital e de lá é possível ver alguns dos fiordes noruegueses.

Oslofjorden é conhecida como uma área antiga, onde os vikings deixavam seus barcos, e foi aqui onde três dos mais bem preservados barcos vikings foram desenterrados.
Apesar dos fiordes de Oslo serem bem urbanizados, em Bygdøy, interior da região de Oslofjorden, é possível encontrar meio que um refúgio da capital e se assombrar um pouco com essa herança cultural antiga da navegação norte-europeia. A menos de meia hora do centro de Oslo, Bygdøy significa "a ilha habitada" e foi de fato uma ilha até o final do século 19 quando o mar que havia entre Frognerkilen e Bestumkilen foi preenchido. Ali é possível sentir um pouco da rica atmosfera cultural relacionada aos vikings, suas tradições marítimas e, é claro, apreciar a paisagem dos fjordes.
Tudo bem que no primeiro dia do ano, quando fomos lá, o tempo estava uma chatice nevando e choviscando além de um frio danado, mas ainda assim. Em todo lugar eu lia que uma visita a Oslo não era completa sem uma visita à península de Bygdøynes. Além do que, era o primeiro dia do ano e tudo absolutamente tudo estava fechado, então não tinha muita escolha não também. E tambem, quer saber, quão especial e único é estar na Noruega no inverno no meio da friaca toda branquinha vendo os fiordes, mesmo que de longe? Eu adorei! Só faltava o Kings of Convenience tocando pra mim ali.
O museu FRAM era o único museu aberto no primeiro dia do ano e ele é dedicado aos navios polares, especialmente ao chamado "Fram" de 1892, e às expedições heroicas de Fridtjof Nansen e Roald Amundsen ao Ártico e ao Antártico.
Não, sério mesmo, tem que tirar o chapeu. Navios polares? Nesse dia não estava nem tão frio para padrões noruegueses, e ok, concordo, não tinha nem tanta neve assim. Mas o frio não é necessariamente diretamente proporcional à quantidade de neve. A neve estava mais pra gelo mesmo, e com a proximidade do mar, eu em pouco tempo já não sentia meus pobres dedinhos. 
Até pouco tempo atrás Bygdøy tinha pouco mais de uma centena de casas e era bem pacata. Hoje já cresceu bastante mas continua preservando seu ar residencial, pelo menos até chegar ali na região do museu Fram. Mas no verão, a região de Bygdøynes é muito movimentada e há várias praias ali perto, como Huk e Paradisbukta, inclusive de nudismo que os europeus adoram.

Para chegar à Bygdøy de ônibus, que foi o que a gente fez, pegue o ônibus 30 da frente da estação central de Oslo e desça na parada "Bygdøy" mesmo, inclusive se quiser visitar o Norwegian Museum of Cultural History, o Viking Ship Museum, o Holocaust Centre e o próprio Fram que é bem na descida. É possível também chegar lá de ferry (apenas no verão) e fazer um mini cruzeiro, direção Bygdøynes e Dronningen, saindo da prefeitura. Mais informações em www.trafikanten.no.

22 janeiro 2012

Virada do ano em Oslo

E então que quando decidimos passar o ano novo em Oslo mesmo, ficou a pergunta: fazendo o que, ne? Aonde? Na previsão que estava daquele frio todo, não ia dar pra ficar numa praça esperando os fogos. Ir a um pub... hmm... qual? aonde? por que? Não é como Dublin que é a terra dos pubs e é só ir pra área do Temple Bar que tá tudo resolvido como foi na virada de 2010 pra 2011. E também eu estava com minha mãe, tinha a obrigação de achar uma coisa razoavelmente confiável.

A reserva da estadia no Radisson Blu Plaza em Oslo não foi ocasional. Sim, claro, no booking.com tinha uma ótima reputação. Como sempre, o Radisson é uma rede de hoteis de alto nível. Fiquei no Radisson em Viena também e é sempre uma boa experiência. O preço é meio salgadinho, mas pra tal padrão, não chega a ser um absurdo como alguns de rede internacional.

Em Oslo, há dois Radisson. O Radisson Blu Plaza que fica no centro, próximo a estação central de trem e tudo mais, é um ponto de referência e uma atração a parte. Bem, primeiro que Oslo não é uma cidade com arranha-céus um batendo no outro, como algumas capitais industriais do mundo. A cidade é muito bem desenvolvida, mas preserva um tanto quanto de uma atmosfera mais calma e mais tranquila, com prédios não tão altos. Portanto, este hotel se destaca com seus 34 andares, o prédio mais alto do norte da Europa, com uma vista fantástica lá do topo para os fiordes noruegueses. Essa foto aqui de baixo tirei da janela do quarto que era no 20. andar.
Se voce acompanha este blog, já percebeu que eu não sou de fazer posts exclusivos sobre hoteis. Até porque isso aqui não é um site de viagens. É um blog pessoal e inclui os relatos das viagens que faço por aí. Vezes menciono o hotel que fico apenas com um link, um comentário, outras vezes não. Sei lá, é espontâneo quando escrevo. Mas aqui é uma situação especial.

Quando fiz a reserva lá, como disse, não foi por acaso. Na pesquisa sobre o que os noruegueses fazem na virada do ano, só encontrava relatos de comemorações privadas, festas fechadas e nada de muita zorra nem muito aberto para quem quisesse chegar chegando. Neste hotel, no topo lááá no 34o. andar, havia um restaurante, que estava oferecendo o jantar da virada muito especial.
Era um menu de 7 pratos, todos muito exclusivos, especiais e refinados. Não eram sete pratos cheios de ficar comendo até cair e sair de lá passando mal, era uma coisa mais chique mesmo com pratos franceses, especialidades da Noruega, e eu achei tudo aquilo muito interessante. Não que eu seja chique e refinada fresca. Até então não sabia direito nem o que era foie gras, um prato tão comum na França. Mas, vivendo e aprendendo ne. Fiz a reserva no hotel e no restaurante para nosso jantar de virada de ano.
Bem, antes que voce ache estranho, aqui (na Europa, pelo menos) não tem essa tradição de virar o ano de branco. Primeiro porque ne, as opções são limitadas, com esse frio todo, ia ficar parecendo uma astronauta vestida toda de branco.

Então, depois de passar o sábado perambulando em Oslo, voltamos pro hotel no final do dia e fomos nos preparar pra chegada de 2012 no tal jantar! A última vez que eu tinha estado num jantar assim com tantos pratos foi no casamento da minha amiga que mora na Itália em 2009, e que também ô povo pra gostar de muitos pratos na festa de casamento. Eu e mamãe estávamos ansiosas com o que íamos ver, e o que íamos comer. E se aparecesse alguma coisa que a gente não tivesse coragem de encarar? E se fosse ruim? E se, e se, e se...?!
Mas como desde que eu vim morar aqui eu fiquei muito mais tolerante pras coisas, eu tava no astral de encarar e experimentar o que viesse. Há tempos atrás, acho que eu não teria topado uma dessas. O jantar não foi muito barato, então no mínimo tinha que ser bom. Champagne e vinho incluídos, ia ser uma noite longa... Ainda bem que eu e mamis nos damos muito bem e passamos o tempo todo conversando os mais variados assuntos, observando o movimento e ainda falando com minha irmã pelo telefone. O jantar durou hooooras. Entre um prato e outro, vinha mais vinho, ou mais champagne, e claro, um dos principais motivos de passar o ano novo ali: A VISTA!
Pedi mil vezes pra conseguir uma mesa na janela, e atenderam meu pedido. Lá da nossa mesa, tinha uma vista da cidade quase toda, e dali poderíamos ver o movimento nas ruas lá em baixo, e fogos em diversas áreas da cidade. Assim era minha expectativa, de pelo menos compensar de passar o ano novo no frio e entre "quadro paredes", ter um agradável e diferente jantar e uma vista sensacional. E olha, expectativas alcançadas!
Acertamos em cheio. Porque não havia movimento nenhum nas ruas, NENHUM!! Quando chegamos lá no restaurante, que pra nossa sorte só era subir alguns andares de elevador, era 19h da noite, já estava escuro há muito tempo e de vez em quando víamos alguns fogos aqui e acolá na cidade. Mas gente: zero! Se eu não tivesse feito essa reserva desse jantar, acho que íamos ter comprado alguma coisa pra comer e teríamos ficado no quarto do hotel mesmo, porque primeiro que o frio tava de matar mesmo, naquela noite chegou a menos doze graus! E depois, sair pra onde? O jantar de sete pratos era indeed a melhor pedida.
Principalmente porque quando foi chegando perto da meia noite, começou a ficar um nevoeiro muito denso e começou a chover! Imagina se estivéssemos lá fora, ia ser o fim. Lá do alto, no quentinho e do lado da janela, fomos passando as horas descobrindo e experimentando os pratos exóticos do super jantar, e acompanhamos os fogos de cada área da cidade desde o início.
A meia noite, o jantar estava encerrado, mas as pessoas que estavam no restaurante com a gente não pareciam muito corajosas pra encarar o frio lá fora. E então começaram os fogos pra valer bem próximo aonde estávamos e por toda a cidade. Foi mágico ver tão amplamente a comemoração e os fogos estourando em vários lugares ao mesmo tempo. Os fogos até duraram um bom tempo. De perto de onde estávamos, soltavam fogos numa praça e víamos de cima, pois estávamos ainda mais alto que de onde os fogos estouravam. Foi demais. Mas ainda assim, o movimento nas ruas era baixo.

Entramos em 2012 assim, por cima. O jantar foi sensacional, valeu a pena demais. E realmente, virar o ano em lugares frios assim é preciso procurar alguma coisa em ambiente fechado. A tradição norueguesa de virar o ano em festas fechadas é facilmente compreensível: o frio não deixa ser diferente.
E para nós aqui, meros mortais, blogueiros, entusiastas, caladinhos que vêm aqui todo dia, amigos, família, colegas e companheiros virtuais de diversas origens, não peço muito, apenas que nossa jornada continue na justa paz que precisamos para atravessar as dificuldades, que consigamos continuar trilhando nosso caminho da melhor maneira, e andando por ele sem tropeçar muito. Mais que isso é luxo.
Um feliz ano novo!

21 janeiro 2012

Oslo

Gente, o tempo tá voando! Mal viramos o ano e já estamos quase terminando janeiro! E eu ainda aqui começando a escrever sobre Oslo. Então vamos lá! Bem, até o meio do ano passado, eu não conhecia nada da Escandinávia. Já conhecia bastante da Europa central, mas lá do topo nada. Então inventei de aproveitar uma promoção pra conhecer Copenhagen num fim de semana, e poucos meses depois fui sozinha a Finlândia e Estônia. Adorei. Era verão e o tempo tava ótimo em todas as viagens. Sim, porque só morando aqui mesmo pra entender a importância de um tempo bom! E numa viagem faz toda a diferença! Aí depois fui me interessando mais por essa região e fiquei imaginando como seria ir praquelas bandas no frio, lá no topo da Europa.

A viagem à Noruega surgiu assim. Inicialmente da vontade de conhecer mais uma cultura nórdica, e depois da possibilidade de usar milhas que eu tenho acumuladas que deveriam ser usadas até março. Quando eu estava pra ir pro Brasil de férias em novembro, fiquei então imaginando quando é que eu poderia aproveitar essas milhas. Na resolução do que fazer no fim de ano quando minha mãe resolveu vir pra Suiça passar o fim de ano aqui comigo, soltei assim como quem não quer nada a sugestão de ir a Noruega nessa época, sempre com as milhas em mente.
Mas po, fim de ano na Noruega? Só sendo louco mesmo. Um país que tem média de temperaturas negativas extremas, pouco tempo de luz de sol por dia a essa época... será que dá certo?!
Então deram-se início às pesquisas. Aí já começa uma parte da viagem ne. E é aí que eu já começo a me deliciar com o aprendizado, a busca, o conhecimento, as informações que vou conseguindo.

A Noruega é conhecida por lindas paisagens dos fjordes que são bem cativantes. Além do que, é a cidade natal de uma de minhas bandas favoritas, Kings of Convenience. Só daí já seria motivo suficiente pra ir até Bergen. Mas dessa vez a viagem era curta e o motivo era virar o ano lá. Portanto só ficamos em Oslo.

Oslo é a capital da Noruega, hoje uma cidade vibrante com casas de madeira e edifícios neoclássicos de arquitetura super moderna, muitos museus e parques. Mas a cidade antigamente já mudou de nome várias vezes (chamava-se Christiania) e o país tem uma forte história relacionada aos vikings e conflitos com a Suécia e Dinamarca.
Por mais de 300 anos entre os séculos 8 e 11, os vikings dominavam aquela região como comerciantes e colonizadores, mas de maneira agressiva e saqueadora. Eles eram sim impiedosos, mas não eram meros bárbaros. Tinham bom nível de conhecimento técnico de navegação, eram marinheiros astutos, artesãos e construtores admiráveis. Navegaram para a Suécia e Dinamarca em busca de gente pra trabalhar pra eles, terra e matérias primas. Atacaram boa parte da Europa e chegaram até a América. Faz parte da história e cultura norueguesa e existem vários museus e livros a respeito.

A história relata várias uniões e desuniões entre Dinamarca, Suécia e Noruega. Seja por rei de um país casando com alguém do outro país, seja por tratados de interesses mútuos ou necessidade, essa realidade de uma forma ou de outra ajudou o país a prosperar.

No meio de interesses de ver o país virar independente, o rei dinamarquês e norueguês Frederik VI aliou-se a Napoleão em 1807. Por conta disso, a Grã-Bretanha bloqueou os portos noruegueses e parou com todas as importações e exportações. De 1808 a 1812 foram os piores anos para a Noruega. Uma guerra com a Suécia a deixou ainda mais isolada. A Suécia juntou-se a coligação contra Napoleão e conseguiu convencer seus aliados (Rússia, Grã-Bretanha, Áustria e Prússia) de que conseguiria forçar a Dinamarca a ceder a Noruega à Suécia, quando Napoleão fosse derrotado. Quando finalmente Napoleão foi derrotado em Leipzig em 1813, o rei sueco marchou rumo a Dinamarca, e no Tratado de Kiel em 1814, a Noruga foi entregue à Suécia.
O princípe dinamarquês na época que governava a Noruega e o povo norueguês não concordaram com o acordo. Essa revolta levou em maio de 1814 a uma Noruega livre e independente. Mas não foi aí que o país de fato virou independente. Afinal tantas influências dos países vizinhos não iam acabar assim da noite pro dia. O rei da Noruega era sueco e havia muitas medidas suprimindo manifestações de orgulho nacional, e as leis ainda determinavam que a Suécia e a Noruega fossem uma coisa só. Até a bandeira era só uma.

Mas o tempo passou, o país se desenvolveu, se estabilizou e eventualmente adquiriria sua tão esperada liberdade. Com a chegada de novas tecnologias como o telégrafo, o comércio marítimo a vapor e não mais a vela, e construções de ferrovias, a população cresceu e a vida política em finais do período com a união com a Suécia foi declinando. A dissolução total foi oficializada num referendo em 13 de Agosto de 1905.
Mas depois de 400 anos de domínio dinamarquês e sueco, a família real norueguesa tinha desaparecido e a nação recorreu ao antigo príncipe, segundo filho do herdeiro do trono dinamarquês para representar o país. O príncipe foi então coroado com o nome de Hakon VII na Catedral de Nidaros.
A Noruega permaneceu neutra na 2a Guerra Mundial, mas perdeu metade da sua marinha mercante na tentativa de conter a invasão da Alemanha. No entanto, a reconstrução do país após a Guerra foi mais rápida que o esperado. O país passou a ser mais estável, politicamente falando, e optou por não fazer parte da União Europeia.
É verdade, a essa época do ano, auge do inverno, a Escandinávia é escura a maior parte do dia e faz um frio de doer. Eu já passei tanta coisa na vida que se fosse isso um motivo que me fizesse desistir de uma viagem como essa, tava ruim... não tenho medo de frio e viagem a noite também pode ser interessante. Principalmente depois de aprender aí um pouco dessa história da do país, decidi. Topo. Aí era começar a cuidar dos detalhes técnicos: hoteis e passagens. Primeiro obstáculo já apareceu logo de cara. Sim, porque viajante não está isento da lei de Murphy, e as milhas que eu tava tão empolgada pra finalmente usar não estavam disponíveis para ser usadas pra ir pra Oslo. Depois quando eu já estava toda preparada psicologicamente!!!!
Até parece que esse Murphy não me conhece. Quando coloco uma ideia na cabeça não desisto assim tão fácil. A parte mais difícil era minha mãe topar essa doidera e ela já tinha topado de ir passar o ano novo lá na friaca. Então arregacei as mangas e fui catar umas passagens. É, não foi muito barato. O orçamento estourou o planejamento, mas oh well. Às vezes é preciso fazer uns esforços pra fazer as coisas acontecerem. E assim foi. Nosso fim de ano em Oslo estava programado. E eu ainda tenho as milhas guardadas pra serem usadas em breve.
Desde que então fechei a viagem a Oslo, fiquei de olho na meteorologia de lá, e fiquei super feliz quando vi que o inverno lá estava sendo camarada como estava aqui na Suiça também. Isso até o fim de semana da nossa viagem! Quando foi se aproximando da data, as temperaturas começaram a cair e a previsão para aquele fim de semana de virada de ano era só de temperaturas absolutamente negativas. Assim por volta de -10 graus celsius.
A preocupação com o que fazer na virada de ano continuava. Afinal, ficar ao ar livre nessa brisa, me desculpe, não dá não... bom, a virada do ano foi resolvida, passei muito bem obrigada, mas eu conto no próximo post. A viagem a Oslo terminou sendo muito da agradável, tirando algumas horas que o frio apertava, claro. A gente tava muito bem agasalhada e a escuridão não foi um empencilho.
O vôo Zurique-Oslo é curtíssimo - 2 horas. Assim que chegamos, pegamos um ônibus no aeroporto e fomos até o centro da cidade. O aeroporto não é perto, não é barato mas é a melhor opção. Não dá pra reservar um transfer exclusivo do hotel, a não ser que voce queira desembolsar mais de 200 euros. Tudo na Noruega é muito MUITO caro, e apesar de negociarem a maioria das coisas em euro, a moeda de lá é a coroa norueguesa (Kr), e eu sempre dividia tudo por 6 pra saber o valor em franco-suiço, ou seja dividir por 12 pra saber em reais.

Oslo não é uma cidade muito popular, turisticamente falando. Quem vem a Europa num budget calculado fica pelo principal que é a Europa central. A Escandinávia em si não é muito atraente, todo mundo já pensa logo no frio. Mas tem também suas belezas e coisas interessantes. A Noruega é sim famosa por sua natureza no seu interior, mas a capital em si não tem um monumento que é um must pra ver ou algo do tipo. Há diversos museus muito interessantes, mas pra conhecer o básico da cidade, basta ir ao centro, pois os parques, galerias e cafés que fazer de fato a atmosfera da cidade, ficam todos lá.

No inverno, não dá pra ficar sentado num cafe na calçada apreciando a paisagem e observar o ritmo da cidade, as pessoas andando nos parques, até porque nem tem tanta gente pra observar nesse frio todo e o ritmo é calmo. Não dá pra ficar o tempo todo do lado de fora, então o jeito era dar umas voltas e intercalar com umas visitas a uns cafes e lojas lá do centro.
Historicamente falando, o centro da cidade é bem recente. A Noruega é um dos países mais ricos do mundo e Oslo é muito bem servida de transportes públicos. Imagino que no verão, a cidade deva vibrar de gente e movimento, porque mesmo nas poucas horas de luz de sol num dia de inverno, deu pra perceber o potencial da Karl Johans Gate 
A Karl Johans é o coração da cidade. Muitas das instituições mais importantes do país estão aqui, incluindo o Palácio Real (Slottet), o Parlamento (Stortinget), a universidade e o Teatro Nacional. A rua é cheia de lojas, lojinhas bacaninhas, restaurantes e cafes, e mesmo com o frio foi muito legal andar por ali. 
Uma coisa interessante é que o sol de Oslo nessa época do ano é meio que inalcançável. Não sei direito porque, não sou especialista, sou uma mera viajante entusiasta do conhecimento, mas pode perceber em algumas fotos que a sombra começa na metade dos prédios e o sol não chega até o chão em alguns lugares. O sol parece que não sobe muito (talvez porque não há tempo suficiente para descer?). Mas assim que amanhece (lá pras 9, 10 da manhã) nunca fica aquele solzão lá no alto brilhando. Durante o dia inteiro, sempre parece que está no final da tarde, o sol está sempre parecendo que está se pondo, muito estranho. E lá pras 3 da tarde, já começa a perder força que já não é muita, e antes das 4 horas da tarde já está escuro escurão mesmo, alta noite.
Foi uma das coisas que mais me impressionou. Assim como existe o sol da meia noite durante o verão por lá, pude perceber um pouco disso quando estive na Finlândia no meio do ano passado e vi o sol às 11 da noite, agora vivi exatamente o contrário. Juro por Deus que não sei como as pessoas conseguem viver num lugar desses. Tanta diferença de luz num ano só, fica escuro por tanto tempo num dia, depois fica claro o dia inteiro... ir lá passear pra conhecer é uma coisa, mas pra viver, sei não.
Fora isso, as impressões da Noruega foram muito positivas. Tudo muito organizado, limpo, pontual, e não achei que tivessem muitos estrangeiros como aqui na Suiça por exemplo. Bom, aí passamos o primeiro dia perambulando pelo centro, fugindo do frio com novos adereços e café bem quente, curtindo o que a Escandinávia pode mostrar a essa época do ano. Andando a Karl Johans inteira, ao final há uma ladeira e no topo está o Slottet, ou seja, o Palácio Real, que comentei antes Ali até que o sol aparece mais. Bom, este palácio existe graças ao rei Karl Johan, o sueco, que mandou construir uma residência real em Oslo quando ascendeu ao trono sueco-norueguês em 1818. Mas o palácio só ficou pronto quando o rei já tinha morrido. Hoje, no verão, é possível fazer visitas guiadas ao interior do palácio e conhecer a coleção de belas artes, além dos cômodos muito luxuosos.
Mas como era inverno, não podemos entrar lá, então vimos só a fachada mesmo. É claro que eu queria ter conhecido mais da cidade, a parte oriental que foi reconstruída depois de incêndios, mas de novo o frio... olha só como meu nariz está vermelho em todas as fotos... realmente não dava pra se afastar muito.

Ficamos hospedadas no Radison Blu Plaza bem próximo a estação central de trem e do centro da cidade, então num pulo podíamos voltar pro quentinho. A experiência foi muito válida, conhecer Oslo no inverno definitivamente é algo especial e único. Falo pela experiência oposta de ter ido a Escandinávia no verão. Então a curiosidade de saber como é no inverno foi bem tratada. Fez tanto frio nesse dia que no dia seguinte, o primeiro dia do ano de 2012 amanheceu nevando. E aí vimos a Noruega com neve no inverno!!! Demais!