Ta vendo isso aqui?
Sou eu!!! Em Budapeste!
Neste momento, do lobby do hotel, em Peste, sem fotos descarregadas, sem internet no celular e morta de cansada. Andamos o dia inteeeeiro e fez sol!!!!! Viva!!!!! Um dia lindo de sol e ceu azul, ate deu pra abrir o casaco.
Estou amaaaando essa cidade. Nao tinha criado tanta expectativa para conhecer a Hungria, mas subestimei isso aqui. Trouxe um guia e comecei a ler sobre o lugar e estou cada vez mais fascinada. Isso aqui tem muita historia. Nao vejo a hora de poder sentar, olhar as fotos uma por uma e poder assinilar o que aprendi de cada lugar, e escrever aqui, eh claro.
Budapeste tem uma beleza sofrida, diferente de tudo que eu ja vi. Romanos, barbaros, turcos, habsburgos e o regime comunista ja dominaram isso aqui. Hoje eh o resultado da luta pela sobrevivencia de suas tradicoes que a cidade e o pais tem de mais especial. So vindo pra ver. A quem nao vem, eu mostro depois nas zilhoes de fotos que estou tirando. Bjos e ate a volta!
27 outubro 2010
26 outubro 2010
A seguir: leste europeu
Estou partindo já já para o aeroporto de Genebra, a destino de Budapeste. Se eu não tirasse essas férias agora, não sei o que seria de mim, estava nas últimas lá no trabalho. Mas despois de ontem ter assistido ao show do Supertramp, já estou renovada. Serão 10 dias de leste europeu: Budapeste, Viena, Bratislava e Praga. Praga eu já conheço, mas as outras cidades será a primeira vez, então tô numa mega expectativa. Conto tudo quando voltar. E reza aí pra fazer sol.
25 outubro 2010
Lötschberg - restaurante (bem) suíço
A culinária suíça não é das mais diversificadas. A grosso modo, resume-se a pratos de queijo e batata. Nessa época de outono que começa a esfriar, é perfeito pra manter o corpo aquecido. Calorias são necessárias. Os suíços são orgulhosíssimos da qualidade das suas vacas, leite e queijo e não dá pra negar que é uma delicinha mesmo, mas é só isso basicamente. Os restaurantes suíços não são dos mais populares, acho que existe mais restaurante italiano do que suíço por aqui, pra falar a verdade. Mas existe um em particular, o Lötschberg, que, na minha opinião, é um dos que está no topo da lista.
Além da decoração fofa, simples e sofisticada ao mesmo tempo, os pratos são nota mil e eu simplesmente adoro o ambiente.
O bar / restaurante fica muito bem situado no centro da cidade, próximo ao Zytglogge e apesar de ser uma área super turística, o lugar é um point dos bernenses. Os pratos não são caros e um fondue, um rösti ou só uma salada com pão, queijo e ovo, seja qual for, são pedidas irrecusáveis para um happy hour ao final do dia, fim do expediente. É um ótimo lugar pra comer os pratos típicos suíços, beber um vinho ou uma panache, conversar e conhecer gente. Recomendadíssimo!

Normalmente é preciso reserva, ou se não tiver reserva geralmente é preciso esperar no bar por uma mesa. Mas o ambiente é tão bacana que isso não chega a ser um problema. En guete!
Além da decoração fofa, simples e sofisticada ao mesmo tempo, os pratos são nota mil e eu simplesmente adoro o ambiente.
O bar / restaurante fica muito bem situado no centro da cidade, próximo ao Zytglogge e apesar de ser uma área super turística, o lugar é um point dos bernenses. Os pratos não são caros e um fondue, um rösti ou só uma salada com pão, queijo e ovo, seja qual for, são pedidas irrecusáveis para um happy hour ao final do dia, fim do expediente. É um ótimo lugar pra comer os pratos típicos suíços, beber um vinho ou uma panache, conversar e conhecer gente. Recomendadíssimo!

Normalmente é preciso reserva, ou se não tiver reserva geralmente é preciso esperar no bar por uma mesa. Mas o ambiente é tão bacana que isso não chega a ser um problema. En guete!
24 outubro 2010
Show do Jamiroquai!!! AVO Session
De 22 de Outubro a 14 de Novembro acontece em Basel, norte da Suíça, o AVO Session, que acontece há 25 anos. Hoje é conhecido por ser um festival de música indoor com artistas internacionais e famosos, mas o evento começou como um evento pequeno e mudou de nome várias vezes, até deslanchar com o sucesso em 1997 quando o dono da AVO Cigars, uma marca de charutos, resolveu fazer parte do comitê organizador e patrocinar o evento. A partir daí, artistas renomados como James Brown, Ray Charles e Deep Purple já marcaram presença no festival que sempre acontece em Basel entre outubro e novembro.
Basel é conhecida como a capital cultural da Suíça por sempre reunir festivais e ser o centro de galerias de arte, museus e afins. Então, este ano, o festival AVO Session abriu na sexta-feira passada, dia 22, com ninguém mais ninguém menos que Jamiroquai e Roy Ayers, e até 14 de Novembro receberá artistas como Jamie Cullum, Morcheeba, Robert Plan, Sheryl Crow e outros grandes.
Jay Kay e sua turma fechou a noite numa super apresentação que, na minha opinião, só não foi melhor porque o show foi curto e ele terminou não cantando clássicos como Virtual Insanity e When You Gonna Learn, que foram músicas que os tornaram famosos. Mas enfim, não vou reclamar não. Aliás, vou reclamar de outra coisa. Nós ficamos na parte de cima do lugar lá, no Balcony, e no começo do show, todos sentadinhos, comportados, cada um na sua poltrona devidamente numerada, beleza. Só que, com o embalo de Cosmic Girl, até os suíços que são suíços se levantaram pra mexer o esqueleto. Você acredita que tínhamos que ficar dançando na frente da nossa cadeira? Não podia ir pro corredor, ficar atrás da fileira de cadeira que tinha mais espaço, simplesmente não podia. A segurança vinha lá na mesma hora mandando ir respectivamente aos seus lugares. Olhe, não é a toa que os suíços são meio reprimidos. Mas enfim, é a única coisa que tenho a reclamar, porque na minha frente tinha um senhor, que inclusive falava português, que era um poste e eu tinha que acompanhar a dança dele do lado contrário pra poder enxergar o palco. Veja aí no vídeo.
Mas tirando isso, os shows e o evento como um todo foram super hiper mega organizados, uma estrutura de primeira classe, impecável. Pra você ver, chegamos às 20:15, e o show do Roy Ayers que estava marcado pras 20h já havia começado. Em compensação, o vôo do Jamiroquai atrasou e eles começaram o show um pouco atrasados do que tava previsto, mas quanto a isso, não tenho nenhuma crítica. Os shows foram demais!!!!
Ao fim do show do Roy Ayers, ainda conseguimos ir lá falar com a banda e tirar foto com um dos integrantes da banda. Muito massa!
23 outubro 2010
Degustação de vinhos - Berner Weinmesse
De sexta-feira da semana passada (15 Outubro) até amanhã (24 Outubro), acontece aqui em Berna a Berner Weinmesse, ou Feira de Vinhos de Berna, ou Degustação de Vinhos mesmo.
A feira acontece no espaço BEA expo e custa 20 francos para entrar. Eu nunca comentei aqui mas o câmbio do franco suíço é quase igual ao dolar. 1 franco suíço = 1,87 reais, 1 euro = 1,35 francos.
Na feira, há stands de vários tipos de vinho de várias origens, e não só vinho suíço, que pra uma pobre entendedora de vinhos, já tá muito bom. Mas nada como ir à feira acompanhada de um suíço e um francês experientes nessa história de tipo da uva e tudo mais pra nos guiar nesse tour.

Visitamos vários stands, experimentamos de vinho australiano a vinho argentino, branco, tinto e rosé, e eu confesso que na quinta taça quando chegamos no stand de vinho da Grécia eu já não aguentava mais. Não porque o vinho grego não era bom (embora não fosse mesmo), mas porque essa história de degustar é muito sofisticada pra minha pessoa. Pra mim, eu só bebi vinho de vários lugares, gostei de uns e de outros não, e chegou uma hora que tive que parar, ne, porque a pessoa começa a ficar mais alegre do que já é.
A maioria dos stands não vende garrafa de vinho lá na feira e é preciso encomendar. É também verdade que os stands mais badalados não estão interessados em sair distribuindo taças de vinho pra qualquer um (nós) provar, mas apenas aqueles que estão interessados em fazer negócios e encomendar 100 garrafas pro seu negócio, restaurante, sei lá o que.
Além do vinho, na entrada da feira, há stands de comidas típicas suíças e alemãs pra forrar o estômago e não partir pra degustação de estômago vazio. Então, saboreamos um tradicional quiche de fondue e wurst com batatas antes de começar. Programa típico europeu aprovado!
A feira acontece no espaço BEA expo e custa 20 francos para entrar. Eu nunca comentei aqui mas o câmbio do franco suíço é quase igual ao dolar. 1 franco suíço = 1,87 reais, 1 euro = 1,35 francos.
Na feira, há stands de vários tipos de vinho de várias origens, e não só vinho suíço, que pra uma pobre entendedora de vinhos, já tá muito bom. Mas nada como ir à feira acompanhada de um suíço e um francês experientes nessa história de tipo da uva e tudo mais pra nos guiar nesse tour.

Visitamos vários stands, experimentamos de vinho australiano a vinho argentino, branco, tinto e rosé, e eu confesso que na quinta taça quando chegamos no stand de vinho da Grécia eu já não aguentava mais. Não porque o vinho grego não era bom (embora não fosse mesmo), mas porque essa história de degustar é muito sofisticada pra minha pessoa. Pra mim, eu só bebi vinho de vários lugares, gostei de uns e de outros não, e chegou uma hora que tive que parar, ne, porque a pessoa começa a ficar mais alegre do que já é.
A maioria dos stands não vende garrafa de vinho lá na feira e é preciso encomendar. É também verdade que os stands mais badalados não estão interessados em sair distribuindo taças de vinho pra qualquer um (nós) provar, mas apenas aqueles que estão interessados em fazer negócios e encomendar 100 garrafas pro seu negócio, restaurante, sei lá o que.
Além do vinho, na entrada da feira, há stands de comidas típicas suíças e alemãs pra forrar o estômago e não partir pra degustação de estômago vazio. Então, saboreamos um tradicional quiche de fondue e wurst com batatas antes de começar. Programa típico europeu aprovado!
Assunto:
amigos,
berna,
culinária e gastronomia,
europa,
suíça
19 outubro 2010
18 outubro 2010
Programa para sexta a noite
Assim sem programar nem planejar com antecedência, sem expectativas nem conflitos, próxima sexta-feira tenho um dos melhores programas a se fazer aqui na Suíça. E não é sempre assim que as coisas boas hão de acontecer? Bom, não é todo dia que se pode sair assim pra ir ali apreciar tal coisa, mas essa próxima sexta-feira, tenho certeza, haverá poucas alternativas que se comparam. Simplesmente vou ao show de ninguém mais ninguém menos queeeeee............... JAMIROQUAI!!!!!!!!!!!!!! Sim, aquela bandinha britânica nada tradicional que eu aaaadoooorooooo!!!
Quem é que nunca viu o clipe de Virtual Insanity, aquele que o chão fica se movendo e o Jay Kay dançando e cantando com seu estilo incomparável? A banda de estilo acid jazz foi uma das primeiras bandas internacionais que conheci e me interessei na minha adolescência, quando ainda aprendia inglês e pegava as letras das músicas e ficava no meu quarto de noite tentando entender o que diziam, e quando entendia, ficava fascinada pela maneira de compor as letras, das rimas, das críticas, da banda de se expressar, sem falar no estilo do ritmo contagiante das músicas, ne. Nunca pensei em ir num show dos caras. E ainda mais depois que continuaram a fazer músicas que eu ouvia sempre como Seven Days in June e Hot Tequila Brown, virou uma das minhas bandas favoritas!
Eles fizeram um show neste fim de semana passado no Brasil e foi um sucesso. Soube também que fizeram uma entrevista no Jô Soares, e euzinha do lado de cá vou poder ter o privilégio de assistir de perto o conceituado show. Aaaaaaahhh!!!! Mal posso esperar!!!
Enquanto o tempo se arrasta e a sexta-feira demora feito meses pra chegar, deixo essa playlist no repeat over and over again...
Quem é que nunca viu o clipe de Virtual Insanity, aquele que o chão fica se movendo e o Jay Kay dançando e cantando com seu estilo incomparável? A banda de estilo acid jazz foi uma das primeiras bandas internacionais que conheci e me interessei na minha adolescência, quando ainda aprendia inglês e pegava as letras das músicas e ficava no meu quarto de noite tentando entender o que diziam, e quando entendia, ficava fascinada pela maneira de compor as letras, das rimas, das críticas, da banda de se expressar, sem falar no estilo do ritmo contagiante das músicas, ne. Nunca pensei em ir num show dos caras. E ainda mais depois que continuaram a fazer músicas que eu ouvia sempre como Seven Days in June e Hot Tequila Brown, virou uma das minhas bandas favoritas!
Eles fizeram um show neste fim de semana passado no Brasil e foi um sucesso. Soube também que fizeram uma entrevista no Jô Soares, e euzinha do lado de cá vou poder ter o privilégio de assistir de perto o conceituado show. Aaaaaaahhh!!!! Mal posso esperar!!!
Enquanto o tempo se arrasta e a sexta-feira demora feito meses pra chegar, deixo essa playlist no repeat over and over again...
17 outubro 2010
A represa de Verzasca e o maior bungy jump do mundo
Ainda próximo dos arredores de Locarno, na parte italiana da Suíça, há diversas cidadezinhas (e não são poucas) com algumas dezenas de habitantes. Saímos de carro rodando as sinuosas curvas até chegar a um lugar bem conhecido, próximo do Vale Verzasca. O lugar é conhecido devido ao dique com 220 metros de altura que existe por lá.
É considerado que a barragem ainda faz parte do Vale Verzasca. A represa foi construída entre 1960 e 1965 e forma o lago di Vogorno, uma reserva artificial. Puro concreto, a barragem retem cerca de 100 milhões de metros cúbicos de água e até onde consegui encontrar registro, é a 25a. maior barragem do mundo e é capaz de gerar 105MW de eletricidade.
Ganhou fama quando foi cena de filme do James Bond 007, filmado em 1995, o Golden Eye. Desde então, esse cenário é palco do maior bungy jump do mundo. Pessoas de vários lugares vão até esta barragem "só" para experimentar pular quase em queda livre lá de cima barragem abaixo. Também já foi cena do programa "The Amazing Race".
Tirando a vista de lá que é magnífica, o resto, ou seja, o bungy jump e o vento que só faltava levar a gente voando eram bem perturbadores. Tenho curiosidade de saber qual a sensação de saltar de bungee, mas não tive coragem, muito menos começar pelo maior do mundo, ne. O vento, a altura e a paisagem já tava adrenalina demais pra mim. O preço do salto é 170 euros.
Apesar de ter sido um dia frio e nublado, deu pra ficar paralisado com a grandiosidade da coisa. Mas admito que fiquei mais paralisada ainda quando vi umalouca pessoa saltando de bungy jump láááá do alto onde eu tava, assim na maior, sem gritar e sem hesitar.
Por causa dessa brincadeira, a barragem é também conhecida por ser a saída de muita gente que se suicida aqui na Suíça. Existe até um telefone de ajuda com gente especializada no outro lado da linha para tentar convencer aos que ainda hesitam em cometer tal coisa.
Bonito é, mas é preciso prudência.
É considerado que a barragem ainda faz parte do Vale Verzasca. A represa foi construída entre 1960 e 1965 e forma o lago di Vogorno, uma reserva artificial. Puro concreto, a barragem retem cerca de 100 milhões de metros cúbicos de água e até onde consegui encontrar registro, é a 25a. maior barragem do mundo e é capaz de gerar 105MW de eletricidade.
Ganhou fama quando foi cena de filme do James Bond 007, filmado em 1995, o Golden Eye. Desde então, esse cenário é palco do maior bungy jump do mundo. Pessoas de vários lugares vão até esta barragem "só" para experimentar pular quase em queda livre lá de cima barragem abaixo. Também já foi cena do programa "The Amazing Race".
Tirando a vista de lá que é magnífica, o resto, ou seja, o bungy jump e o vento que só faltava levar a gente voando eram bem perturbadores. Tenho curiosidade de saber qual a sensação de saltar de bungee, mas não tive coragem, muito menos começar pelo maior do mundo, ne. O vento, a altura e a paisagem já tava adrenalina demais pra mim. O preço do salto é 170 euros.
Apesar de ter sido um dia frio e nublado, deu pra ficar paralisado com a grandiosidade da coisa. Mas admito que fiquei mais paralisada ainda quando vi uma
Por causa dessa brincadeira, a barragem é também conhecida por ser a saída de muita gente que se suicida aqui na Suíça. Existe até um telefone de ajuda com gente especializada no outro lado da linha para tentar convencer aos que ainda hesitam em cometer tal coisa.
Bonito é, mas é preciso prudência.
16 outubro 2010
Vale Verzasca - Ticino
Diferente de cidades famosas com um grande monumento, uma culinária, uma cultura exótica ou um conjunto de pontos turísticos interessantes, a maior característica e atrativo da Suíça, é a naturalidade das coisas. É comum você estar andando e se deparar com uma paisagem de deixar qualquer um boquiaberto, sempre com os alpes de fundo. A impressão que dá é que estamos sempre dentro de um quadro, uma perfeição de cores e combinações de peças da natureza, uma coisa fora do normal, que só se vê aqui.
Então continuando o passeio em Ticino, a parte italiana da Suíça, fomos conhecer o Vale Verzasca, próximo a Locarno. Fazendo honra ao que eu acabei de dizer, ficamos hipnotizados com essa água cor de esmeralda. É o menor vale do norte de Locarno e já foi cenário de filme do James Bond 007.
Pra chegar lá, só de carro ou por um ônibus do correio que passa de hora em hora, meio longe do vale em si.
É um bom destino pra quem vai fazer trilhas e atividades nas montanhas próximas. No entanto, as cidades próximas são bem pequenas apenas com algumas dezenas de habitantes, e não há uma estrutura de hotéis e serviços que dê pra ir a pé de lá. O Vale Verzasca fica no meio do nada assim por dizer e ainda assim, havia várias pessoas passeando e visitando por lá quando fomos no sábado.
Então continuando o passeio em Ticino, a parte italiana da Suíça, fomos conhecer o Vale Verzasca, próximo a Locarno. Fazendo honra ao que eu acabei de dizer, ficamos hipnotizados com essa água cor de esmeralda. É o menor vale do norte de Locarno e já foi cenário de filme do James Bond 007.
Pra chegar lá, só de carro ou por um ônibus do correio que passa de hora em hora, meio longe do vale em si.
É um bom destino pra quem vai fazer trilhas e atividades nas montanhas próximas. No entanto, as cidades próximas são bem pequenas apenas com algumas dezenas de habitantes, e não há uma estrutura de hotéis e serviços que dê pra ir a pé de lá. O Vale Verzasca fica no meio do nada assim por dizer e ainda assim, havia várias pessoas passeando e visitando por lá quando fomos no sábado.
15 outubro 2010
Efeitos do Monsaraz
Segunda-feira, 19h, depois de um longo dia de trabalho na capital suíça, duas mocinhas comportadas tomando café com bolacha. O café acaba e não conseguimos tirar os olhos da bela garrafa de Monsaraz, um vinho português.
O humor aumenta, a conversa flui, as palhaçadas nem precisavam ser tão engraçadas assim pra gente rir tanto. E no fim, músicas brasileiras do tempo do ronco pra liberar de vez os efeitos da uva mágica.
Dose diária de lirismo
Se o tempo fosse suficiente pra fazer tudo que gosto, conhecer tudo que quero, ler e aprender tudo que tenho vontade, eu seria uma criatura no mínimo bem versátil. Digo isso porque por várias vezes já disse em alto e bom som que escolhi a profissão errada e devia ter feito turismo ou letras. Mas aí é só ler um pouco que já queria ter feito filosofia ou psicologia. E aí volto a ouvir meus cds de Vivaldi e Mozart e já queria ter feito artes e me dedicado mais às aulas de piano. Nossa, sou tão abrangente e tão ampla. Ora, veja você se também não fica apaixonada por essa história que vou contar.
Era uma vez um poeta alemão chamado Matthias Claudius, do século XVIII, que escreveu vários poemas e textos belíssimos em alemão naquela época. Chegou a escrever um fascinante chamado "Abendlied", que quer dizer canção da tarde. Pra quem não fala alemão pode ser chato, mas eu vou postar mesmo assim porque eu achei lindo.
Abendlied
Matthias Claudius
Der Mond ist aufgegangen,
die goldnen Sternlein prangen
am Himmel hell und klar;
der Wald steht schwarz und schweiget,
und aus den Wiesen steiget
der weiße Nebel wunderbar.
Wie ist die Welt so stille
und in der Dämmrung Hülle
so traulich und so hold
als eine stille Kammer,
wo ihr des Tages Jammer
verschlafen und vergessen sollt.
Seht ihr den Mond dort stehen?
Er ist nur halb zu sehen
und ist doch rund und schön!
So sind wohl manche Sachen,
die wir getrost belachen,
weil unsre Augen sie nicht sehn.
Wir stolze Menschenkinder
sind eitel arme Sünder
und wissen gar nicht viel;
wir spinnen Luftgespinste
und suchen viele Künste
und kommen weiter von dem Ziel.
Gott, laß dein Heil uns schauen,
auf nichts Vergänglichs bauen,
nicht Eitelkeit uns freun,
laß uns einfältig werden
und vor dir hier auf Erden
wie Kinder fromm und fröhlich sein.
Wollst endlich sonder Grämen
aus dieser Welt uns nehmen
durch einen sanften Tod,
und wenn du uns genommen,
laß uns in Himmel kommen,
du, unser Herr und unser Gott!
So legt euch denn, ihr Brüder,
in Gottes Namen nieder!
Kalt ist der Abendhauch.
Verschon uns, Gott, mit Strafen
und laß uns ruhig schlafen
und unsern kranken Nachbar auch!
TRADUÇÃO (tentei chegar mais perto do sentido que entendi):
A lua chegou,
as estrelas douradas resplandecem
no céu brilhante e claro;
A floresta permanece escura e silenciosa,
e avançam sob os prados
a névoa branca maravilhosa.
Como o mundo é tão silencioso
e enclausurada no seu crepúsculo
tão acolhedora e tão doce
como uma câmara silenciosa,
onde a sua miséria do dia
deve esquecer e adormecer.
Você vê a lua lá em cima?
Apenas a metade dela é visível
e ainda é redonda e linda!
Assim é a maioria das coisas,
Das quais nós rimos confidencialmente,
porque nossos olhos não podem vê-las.
Estamos orgulhosos dos seres humanos
são pobres e pecadores em vão
e não sabemos de muita coisa;
giramos teias de ar
e procuramos muitas artes
e vamos além do alvo.
Deus, mostre-nos tua salvação,
que não há de ser feita de transições,
Não regozijei-nos da vaidade
Deixe-nos ser simples
e diante de Ti aqui na Terra
como as crianças,
termos piedade e sermo felizes.
Querer finalmente o fim da aflição
nos tirar deste mundo
por uma morte suave,
e quando Tu nos levar,
deixe-nos entrar no céu,
Tu, nosso Senhor e nosso Deus!
Assim permanecemos, irmãos,
em nome de Deus!
Fria é a brisa da tarde.
Perdoai-nos, ó Deus, com punições
e deixe-nos dormir em paz
e nosso vizinho doente também!
A história fica ainda mais interessante quando passamos pra outra peça importante de sua obra "Der Tod und das Mädchen", ou "A Morte e a Donzela". Um poema que algum tempo depois foi adaptado a um quarteto por ninguém mais ninguém menos que o músico Franz Schubert, em 1824, quando o compositor estava muito doente. A obra hoje é conhecida como o testamento de sua morte. Me arrepio toda vez que ouço.
A canção foi interpretada com a letra por diversas personalidades.
A letra original em Alemão diz assim:
Das Mädchen:
Der Tod:
TRADUÇÃO:
A Donzela:
A Morte:
Na minha opinião, a música não precisava nem de letra. A melodia é tão clara e tão fantástica que é indiscutivelmente perceptível a mudança de entonação, gravidade e seriedade dos trechos. E a nós, pobres mortais ignorantes no meio de tanto sentimentalismo e riqueza cultural, pra nos encher ainda mais de satisfação, as diferentes interpretações ainda conseguem transmitir mais emoção e a cada versão, uma recapituação e renovação de seus movimentos deliciosamente dramáticos.
Alguém não se arrepia ouvindo isso?
Outra versão:
Aparentemente a turma que se entusiasmou com a parada aí não foi pequena nem fraca. A beleza, o sucesso e a influência foi tanta que a peça chegou aos cinemas com o filme de Roman Polanski "Death and the Maiden" e CDs nem comento.
Linda a história, ne. Final mais que feliz. Aí me diz como é que dá pra continuar imune a esses tesouros da humanidade, ainda mais agora estando tão perto da fonte?
Quem se interessar pelo assunto, recomendo: http://kammermusikkammer.blogspot.com/
Era uma vez um poeta alemão chamado Matthias Claudius, do século XVIII, que escreveu vários poemas e textos belíssimos em alemão naquela época. Chegou a escrever um fascinante chamado "Abendlied", que quer dizer canção da tarde. Pra quem não fala alemão pode ser chato, mas eu vou postar mesmo assim porque eu achei lindo.
Abendlied
Matthias Claudius
Der Mond ist aufgegangen,
die goldnen Sternlein prangen
am Himmel hell und klar;
der Wald steht schwarz und schweiget,
und aus den Wiesen steiget
der weiße Nebel wunderbar.
Wie ist die Welt so stille
und in der Dämmrung Hülle
so traulich und so hold
als eine stille Kammer,
wo ihr des Tages Jammer
verschlafen und vergessen sollt.
Seht ihr den Mond dort stehen?
Er ist nur halb zu sehen
und ist doch rund und schön!
So sind wohl manche Sachen,
die wir getrost belachen,
weil unsre Augen sie nicht sehn.
Wir stolze Menschenkinder
sind eitel arme Sünder
und wissen gar nicht viel;
wir spinnen Luftgespinste
und suchen viele Künste
und kommen weiter von dem Ziel.
Gott, laß dein Heil uns schauen,
auf nichts Vergänglichs bauen,
nicht Eitelkeit uns freun,
laß uns einfältig werden
und vor dir hier auf Erden
wie Kinder fromm und fröhlich sein.
Wollst endlich sonder Grämen
aus dieser Welt uns nehmen
durch einen sanften Tod,
und wenn du uns genommen,
laß uns in Himmel kommen,
du, unser Herr und unser Gott!
So legt euch denn, ihr Brüder,
in Gottes Namen nieder!
Kalt ist der Abendhauch.
Verschon uns, Gott, mit Strafen
und laß uns ruhig schlafen
und unsern kranken Nachbar auch!
TRADUÇÃO (tentei chegar mais perto do sentido que entendi):
A lua chegou,
as estrelas douradas resplandecem
no céu brilhante e claro;
A floresta permanece escura e silenciosa,
e avançam sob os prados
a névoa branca maravilhosa.
Como o mundo é tão silencioso
e enclausurada no seu crepúsculo
tão acolhedora e tão doce
como uma câmara silenciosa,
onde a sua miséria do dia
deve esquecer e adormecer.
Você vê a lua lá em cima?
Apenas a metade dela é visível
e ainda é redonda e linda!
Assim é a maioria das coisas,
Das quais nós rimos confidencialmente,
porque nossos olhos não podem vê-las.
Estamos orgulhosos dos seres humanos
são pobres e pecadores em vão
e não sabemos de muita coisa;
giramos teias de ar
e procuramos muitas artes
e vamos além do alvo.
Deus, mostre-nos tua salvação,
que não há de ser feita de transições,
Não regozijei-nos da vaidade
Deixe-nos ser simples
e diante de Ti aqui na Terra
como as crianças,
termos piedade e sermo felizes.
Querer finalmente o fim da aflição
nos tirar deste mundo
por uma morte suave,
e quando Tu nos levar,
deixe-nos entrar no céu,
Tu, nosso Senhor e nosso Deus!
Assim permanecemos, irmãos,
em nome de Deus!
Fria é a brisa da tarde.
Perdoai-nos, ó Deus, com punições
e deixe-nos dormir em paz
e nosso vizinho doente também!
A história fica ainda mais interessante quando passamos pra outra peça importante de sua obra "Der Tod und das Mädchen", ou "A Morte e a Donzela". Um poema que algum tempo depois foi adaptado a um quarteto por ninguém mais ninguém menos que o músico Franz Schubert, em 1824, quando o compositor estava muito doente. A obra hoje é conhecida como o testamento de sua morte. Me arrepio toda vez que ouço.
A canção foi interpretada com a letra por diversas personalidades.
A letra original em Alemão diz assim:
Das Mädchen:
- Vorüber! Ach, vorüber!
- Geh, wilder Knochenmann!
- Ich bin noch jung! Geh, lieber,
- Und rühre mich nicht an.
- Und rühre mich nicht an.
Der Tod:
- Gib deine Hand, du schön und zart Gebild!
- Bin Freund, und komme nicht, zu strafen.
- Sei gutes Muts! ich bin nicht wild,
- Sollst sanft in meinen Armen schlafen!
TRADUÇÃO:
A Donzela:
- É passado! Ah, é passado!
- Vá, morte cruel!
- Eu ainda sou jovem! Vá, querida,
- E não me toque.
- E não me toque.
A Morte:
- Dê sua mão, tu, criatura justa e terna!
- Sou amigo, não venho para castigar.
- Fique bem! Eu não sou selvagem,
- Dormirás suavemente em meus braços!
Na minha opinião, a música não precisava nem de letra. A melodia é tão clara e tão fantástica que é indiscutivelmente perceptível a mudança de entonação, gravidade e seriedade dos trechos. E a nós, pobres mortais ignorantes no meio de tanto sentimentalismo e riqueza cultural, pra nos encher ainda mais de satisfação, as diferentes interpretações ainda conseguem transmitir mais emoção e a cada versão, uma recapituação e renovação de seus movimentos deliciosamente dramáticos.
Alguém não se arrepia ouvindo isso?
Outra versão:
Aparentemente a turma que se entusiasmou com a parada aí não foi pequena nem fraca. A beleza, o sucesso e a influência foi tanta que a peça chegou aos cinemas com o filme de Roman Polanski "Death and the Maiden" e CDs nem comento.
Linda a história, ne. Final mais que feliz. Aí me diz como é que dá pra continuar imune a esses tesouros da humanidade, ainda mais agora estando tão perto da fonte?
Quem se interessar pelo assunto, recomendo: http://kammermusikkammer.blogspot.com/
14 outubro 2010
O fio da meada
Já faz um tempão que começo a fazer um rascunho de um post e não consigo terminar nem o rascunho do rascunho. Portanto pra não perder o fio da meada, vou só falar rapidinho dos últimos acontecimentos. Bom, em primeiro lugar, eu preciso comprar um sol pro meu quarto. Já escrevi aqui sobre a importância do sol na minha vida, mas não falei ainda sobre a importância do sol na hora de acordar. Eu não sou fã de acordar cedo, mas já que tem que ser assim desde que me entendo de gente, tem que encarar. Tenho costume de chegar ao trabalho entre 8 e 8:30. Pra isso, tenho que acordar entre 6:30 e 7h. Não sou feito minha amiga suíça que acorda e do jeito que tá põe qualquer roupa e chega no trabalho em 15 minutos. Eu preciso de tempo. Tomar banho, lavar o cabelo, secar, escolher a roupa, me maquiar, ainda dar um passeio com Juca lá embaixo e tal. No meu quarto tem uma persiana que cobre qualquer luminosidade que vem de fora, mas dá pra deixar umas brechas e acordar com os raios de sol clareando o quarto. Isto quando tem sol. Quando não tem, isto é, a partir do outono e inverno, e também uma parte da primavera, ou seja, a maior parte do ano, pode deixar a persiana abertona que 7h, 7:30 da manhã é tudo escuro e não tem motivação pra levantar. Levantar da cama de madrugada? Olhar pela janela e ver o céu todo escuro ainda? Não consigo me acostumar. Todo santo dia desde as últimas semanas, tá sendo um parto pra levantar. Oh dó... Já fui atrás de lâmpada que vai acendendo gradativamente pra acostumar meus olhos, já tentei por música, som de pássaros, ligar o abajour no canto, nada funciona. Sem sol, sem coragem de levantar da cama de manhã. Essa é a última das preocupações que voltou a me aparecer.
Uma preocupação recorrente é o trabalho. Apesar de todas as vantagens e tudo que já falei do meu trabalho por aqui, recentemente comentei sobre o stress que me apareceu e desde então só tem aumentado. E pra resumir, o pior de tudo, depois de perceber que não é só comigo, isto é, não é só na minha área, no meu departamento, há algumas semelhanças na caracterização do problema, perdi as esperanças que o tempo podia dar um jeito nisto. Aliás, poder até pode, o que pode acontecer é com o tempo, eu me acostumar com isso, o que eu hoje não quero que aconteça porque não quero regredir. Mas mudar a situação pra melhorar minha vida, isso já estou convencida de que não irá acontecer, pelo menos num futuro que eu consiga imaginar. Portanto, comecei a abrir os olhos pro mundo lá fora e estou reavaliando minhas escolhas e avaliando algumas alternativas. Eu só digo uma coisa: o futuro a Deus pertence.
Enquanto a falta de sol e o stress no trabalho tiram minha beleza, reponho toda minha energia e alegria de viver com as recompensas. Próxima semana minha mamys chega e em poucos dias embarcaremos em mais uma viagem, agora pelo leste europeu. Dá pra espairecer, esquecer dos problemas e conhecer coisa nova, que pra mim é fundamental pra viver e recarregar as energias.
Outra coisa boa desses dias é a mudança da estação. O outono chegou de vez e as árvores estão amarelando, as folhas caindo no chão, a temperatura baixando mas ainda agradável e com isso, as vitrines das lojas refletem a época mais elegante de se vestir, na minha opinião. Não precisamos de casacões grossos e pesadérrimos, luva, gorro e cachecol do inverno, mas um casaco elegante, bonito e jeitoso meia-estação ajuda a sofisticar o visual, sem passar frio. Com isso, me mimo um pouco com as novidades da Zara, Espirit, Zebra, H&M e outras lojas accessíveis. Quer terapia melhor? Ontem mesmo cheguei em casa a noite com duas sacolonas numa noite muito agradável com as amigas, depois de ainda um carpaccio e um sorvete no Eleven, um restaurante bem bacana que eu não conhecia.
É verdade que nessa época também se começa a comer mais e se come comidas mais pesadas pra forrar a barriga do frio. Hoje mesmo havia uma raclette, mas devido às peças que a máquina de lavar roupa insiste em pregar em mim e às reuniões do trabalho, o tempo não foi suficiente e tive que levar falta. Próxima semana vou a uma degustação de vinhos hummmm.... Outono bom!!!
Uma preocupação recorrente é o trabalho. Apesar de todas as vantagens e tudo que já falei do meu trabalho por aqui, recentemente comentei sobre o stress que me apareceu e desde então só tem aumentado. E pra resumir, o pior de tudo, depois de perceber que não é só comigo, isto é, não é só na minha área, no meu departamento, há algumas semelhanças na caracterização do problema, perdi as esperanças que o tempo podia dar um jeito nisto. Aliás, poder até pode, o que pode acontecer é com o tempo, eu me acostumar com isso, o que eu hoje não quero que aconteça porque não quero regredir. Mas mudar a situação pra melhorar minha vida, isso já estou convencida de que não irá acontecer, pelo menos num futuro que eu consiga imaginar. Portanto, comecei a abrir os olhos pro mundo lá fora e estou reavaliando minhas escolhas e avaliando algumas alternativas. Eu só digo uma coisa: o futuro a Deus pertence.
Enquanto a falta de sol e o stress no trabalho tiram minha beleza, reponho toda minha energia e alegria de viver com as recompensas. Próxima semana minha mamys chega e em poucos dias embarcaremos em mais uma viagem, agora pelo leste europeu. Dá pra espairecer, esquecer dos problemas e conhecer coisa nova, que pra mim é fundamental pra viver e recarregar as energias.
Outra coisa boa desses dias é a mudança da estação. O outono chegou de vez e as árvores estão amarelando, as folhas caindo no chão, a temperatura baixando mas ainda agradável e com isso, as vitrines das lojas refletem a época mais elegante de se vestir, na minha opinião. Não precisamos de casacões grossos e pesadérrimos, luva, gorro e cachecol do inverno, mas um casaco elegante, bonito e jeitoso meia-estação ajuda a sofisticar o visual, sem passar frio. Com isso, me mimo um pouco com as novidades da Zara, Espirit, Zebra, H&M e outras lojas accessíveis. Quer terapia melhor? Ontem mesmo cheguei em casa a noite com duas sacolonas numa noite muito agradável com as amigas, depois de ainda um carpaccio e um sorvete no Eleven, um restaurante bem bacana que eu não conhecia.
É verdade que nessa época também se começa a comer mais e se come comidas mais pesadas pra forrar a barriga do frio. Hoje mesmo havia uma raclette, mas devido às peças que a máquina de lavar roupa insiste em pregar em mim e às reuniões do trabalho, o tempo não foi suficiente e tive que levar falta. Próxima semana vou a uma degustação de vinhos hummmm.... Outono bom!!!
10 outubro 2010
Locarno
Finalmente fui conhecer a parte italiana da Suíça. Locarno é uma das principais cidades do sul da Suíça e é conhecida como um dos lugares mais ensolarados do país. Infelizmente não pude confirmar essa crença, pois sábado foi um dia nublado e frio.
Locarno é uma cidade bem pequena e um dia é mais que suficiente para explorá-la a pé. Não há trem direto de Berna pra lá e eu tive que fazer uma troca em Lucerna na ida, e em Bellinzona e em Zurique na volta. A viagem de trem dura em média 4 horas, cada trecho.
Ir e voltar no mesmo dia é super cansativo, pois são quase 8 horas no total, de trem. Mas se for fazer isso, o passe que eu usei é a melhor opção. O Daypass (tageskarte, em alemão) pode ser usado junto com o cartão de meia tarifa (halb-tax). Pra quem tem o halb tax, o passe do dia sai por 54 francos na segunda classe e pode-se viajar com praticamente todo trem dentro da Suíça naquele dia. Se fosse comprar bilhete avulso, com a meia tarifa, Berna-Locarno ida e volta sairia por 76 francos!
Eu fiquei mais que exausta ao final do dia e do passeio, mas feliz, pois valeu a pena. Na ida peguei o primeiro tram do dia pra chegar à estação a tempo do trem das 6h. Ainda escuro, mas nada que uns cochilos no trem, um livro e a bela paisagem da viagem não resolva.
O centro da cidade se resume a Piazza Grande, uma grande praça com lojas, bares e cafes. É o foco da cidade e é lá que acontece o famoso festival de cinema anual (em agosto).
Na minha opinião, lá é claramente perceptível que não se está mais na parte alemã ou francesa da Suíça. A arquitetura e a estrutura das ruas e praças já é diferente e, obviamente, lá se fala italiano.
Andando e conhecendo os arredores próximos ao centro, chegamos ao Castello Visconteo. Aproveitamos a simpatia do tio da recepção que fez um desconto e fomos conhecer.
As origens do castelo datam do século XII quando foi construído para uma família chamada Orelli. Em 1342 o castelo passou a pertencer a uma família importante de Milão, os Visconti.
Passamos por algumas igrejas e praças, e queríamos visitar o santuário de Madonna del Sasso, mas a igreja já estava fechada, já era tarde, estava frio e nublado e não valeria a pena subir o bondinho com tanta névoa lá em cima. Oh well, fica pra próxima.
Locarno é uma cidadezinha super simpática e organizada, adorei conhecê-la. E pra fechar, a graça.
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