23 fevereiro 2014

Museum für Gestaltung: Museu de Design e comunicação visual em Zurique

"Aceleração e pressão de prazos junto com a crescente produção rápida e ciclos de consumo são agora a ordem do dia. No design de produtos e moda, entretanto, um "bom vintage" está em muita demanda. Vintage significa o aumento no valor que um objeto passa ao longo do tempo, seleção e carência - até mesmo quando esses são criados artificialmente. Por cerca de vinte anos, agora os produtos vintage estão brotando por todos os lados do mundo ocidental. Muitos compradores vêem neles como uma maneira de tratar produtos de designers de uma maneira que é crítica de consumo, faz uso econômico de recursos e mostra um reconhecimento da história. Outros simplesmente os usa como uma fuga ao mundo da nostalgia.

Em seis capítulos a exibição destaca as diferentes e parcialmente contraditórias faces deste fenômeno. Cerca de 100 peças referem-se às histórias que ficam atrás de seus objetos com a história - ou poderiam pelo menos. E eles mostram como design contemporâneo pega o conceito de vintage e o elabora mais além, conceitualmente. Vintage é uma proposta de alternativa para a fé do modernismo no novo constante. Visto por um modelo histórico mais amplo esta tendência se encaixa no padrão cíclico de renascimentos e renovações. Até o presente dia o manuseio vulnerável da história e fashion, a mistura de estilos que permaneceram abordagens atuais. Seu potencial criativo não deve ser subestimado."
Este texto está no flyer da amostra "Vintage" no Museum für Gestaltung, aqui em Zurich, e eu achei tão fantástico que resolvi traduzir e postar aqui. O Museum für Gestaltung é o Museu de Design, aqui de Zurich. Design industrial, comunicação visual, artes e habilidades. Uma coisa meio cult e meio tendenciosa. No mínimo, curiosa.
E eu como boa exploradora, já estava há muito tempo com esse museu na minha lista de lugares a conhecer. Em uma época, passava na frente dele todos os dias pra ir pro trabalho, e de meses em meses via as diferentes mostras de arte em exibição por lá. Finalmente chegou minha hora de por os pés lá e conhecer de perto.
O espaço é pequeno, é ali que funciona também parte da faculdade arte e comunicação visual da Universidade de Zurich, então apesar do prédio de longe ser grande, o espaço do museu mesmo não é assim tão grande. Então mesmo que voce não goste muito de ficar preso em museu, uma visita ali não vai levar muito do seu tempo.
A atual exibição que vai de 13 de novembro de 2013 a 6 de abril de 2014 é sobre Vintage - Design com História. Eu sou meia suspeita pra falar porque adoro museu, mas esse é um museu diferente. Não há artistas consagrados de séculos nem nada disso. O museum für gestaltung mostra a cultura do dia a dia, coisas que são óbvias mas que voce nao tinha ainda parado pra pensar, se esse não for seu objeto de estudo ou trabalho.
Um vestido da década de 60 e o quase igual do ano passado. A moda street style com tenis Adidas de listras e cores fosforescentes que fizeram sucesso na década de 70 e os atuais modelos de tenis da Adidas quase idênticos. Um jeans rasgado, vai me dizer que não era sucesso nos anos 80? E hoje?! Móveis então nem se fala. Várias coisas vintage ou que aparentemente são vintage terminaram ganhando um que de elegância, a moda antiga que voltou e virou clássico, chique.
A trabalheira que se tem de deixar um móvel novinho com cara de antigo, a arte de misturar coisas que teoricamente não combinam mas que terminam ficando populares. O Museu de Design em Zurich mostra isso. Não é muito interessante? Aí voce vem e diz que não falta inventar mais nada mesmo ne. Mas é. Coisas que a sociedade levou embora e trouxe de volta e tá aí pra contar história, alguem tem que reunir esses fatos e tornar reconhecíveis. O Museu de Design tá aí pra isso.
Além da mostra de vintage, há no piso superior alguns quadros e posters de comunicação visual, de campanhas comerciais de diversos lugares, parques, shoppings, eventos, tudo muito interessante. O museu tem importantes coleções desses posters e artes e tem uma biblioteca lá mesmo que funciona para a universidade também. Cultura pura.
O museu exibe de 5 a 7 amostras temporárias por ano e essa sobre Vintage eu amei. Fui com amigos que tambem curtem museu então foi ótimo! Paguei 7 francos na entrada e crianças até 12 anos não pagam entrada. Fica aberto de terça a sexta-feira das 10am às 5pm e quarta-feira das 10am às 8pm. Já a biblioteca funciona de segunda a sexta-feira das 10 às 6 da tarde. Para chegar lá da estação principal de trem é super simples, dá até pra ir andando que dá uns 10 minutos. Mas de tram é só pegar ou o tram 4, 13 ou 17 até a parada "Museum für Gestaltung", tem até uma parada com o nome dele, são duas paradas apenas da estação central, em direção a Limmatplatz.

Museum für Gestaltung
http://www.museum-gestaltung.ch/
Ausstellungsstrasse 60
8005 Zürich

22 fevereiro 2014

De trem na Suiça com bebês

Andar de trem na Suiça é sinônimo de belas paisagens a todo tempo pela janela, conforto, pontualidade, segurança, uma verdadeira viagem, em todos os sentidos, mesmo que seja um commute diário.. Mas, como é andar de trem com bebês? Andar com bebês seja por onde for já é uma aventura a parte. Carregar um monte de tralha, se preocupar com espaço pro carrinho, ambiente pro bebe dormir, nossa, é tanta coisa. E no trem, como funciona?
Depois de quase 1 ano andando pra cima e pra baixo com Edi, acho que já posso escrever um post sobre isso. E agora deve ser o melhor momento porque já já ele faz 1 ano, vai tá andando já e vai deixar de ser bebê, então o foco vai ser outro.
Desde cedo comecei a sair de casa com Edi bem pequeno. Primeiro pra minha sanidade, respirar ar fresco, trocar um pouco o ambiente do inicio pra mim e pra ele, aquela coisa toda, e depois, para o costume dele. Saía nem que fosse ali no parque dar uma volta, isso Edi com 1, 2 meses pendurado em mim no canguruzinho. Com o tempo, fui ganhando mais segurança e me aventurando em jornadas mais longes. Um aniversário em Olten, visitar a família do pai em Berna, uma amiga em St Gallen, outra em Ticino, um passeio em Solothurn. Rodamos a Suiça quase toda de trem.
Em diversas fases, meses diferentes, enfrentamos diversas situações. Calor, frio, chuva, neve, primeira classe, segunda classe, trem lento, trem rápido, sozinhos, acompanhados, e as mais diferentes personalidades de viajantes ao nosso lado.

Pra começo de conversa, digo logo que no geral, os trens na Suiça não são não preparados pra viagens com bebês. Com crianças até vai porque em alguns trens tem aqueles vagões que tem uma espécie de parque no final, o Family Coach.
fonte: SBB
Mas e para bebês? Na na ni na nada. Nada de espaço para amamentar, espaço para carrinho (só se for o mesmo da mala, que é limitado), trocador, alguns trens com escada. Todos os empencilhos possíveis.
O conforto de viajar sentado é o mesmo, claro. Lindas paisagens, pouco balanço, pontualidade. Mas viajar de trem com bebê na segunda classe é antes de tudo um teste de paciência. Primeiro que dependendo do dia, a segunda classe é tão lotada e os assentos são tão pequenos que simplesmente não há espaço pra ir voce, o bebe e o carrinho. Não dá. Não tem onde por o carrinho e dependendo da idade do bebe, leva-lo no seu colo, só se não tiver ninguem do seu lado. E se prepare pra encolher as pernas porque viajar num lugar para 4 pessoas com outras pessoas na 2a classe e um bebê é difícil.
Por essas razões, resolvi então um dia experimentar a 1a classe e foi minha salvação. A começar que as poltronas são bem mais largas, não tem muita gente e os corredores são mais espaçosos, dá pra voce estacionar o carrinho sem que as pessoas fiquem empacadas sem conseguir passar no corredor. Como tenho o abonamento da 2a classe, viajar de trem na 1a pra mim significava apenas pagar a diferença, que depende do trajeto e do tipo do trem, geralmente não é cara. Numa viagem de 2 horas num trem inter regional a diferença entre uma classe e outra é de 15 francos.
O bebê não paga nada. Crianças até 6 anos de idade viajam de graça para qualquer lugar dentro da Suiça, acompanhados de um adulto com um bilhete válido, claro. A tralha também vai de graça. Mas é um inconveniente os trens não serem preparados pra isso, porque se voce entra com o bebe no carrinho dormindo, deixa-lo no carrinho lá na área das malas se voce não está sentado perto, não dá ne. E tira-lo e por no seu colo, voce corre o risco de ele acordar. E ele só pode viajar no seu colo mesmo, não tem assento especial pra criança nem muito menos para bebes.
Também não há espaço para trocar fraldas nos banheiros dos trens. Qualquer trem, qualquer classe, alguns banheiros são maiores que outros, mas quando precisei trocar o Edi no trem, troquei no corredor mesmo. Coloquei o trocador de plástico, ele em cima, no chão mesmo, e troquei. Ainda bem que estava na 1a classe e estava vazia, porque imagino o inconveniente para os outros passageiros.

Inconveniente mesmo é saber que voce viajando com seu bebe é um inconveniente pro cara do carrinho que quer passar vendendo bebida e café pros outros passageiros. Sim, porque seu carrinho tá no meio do corredor atrapalhando a passagem. Será que ninguém da SBB pensou nisso?
O que já vi várias vezes é a mãe deixar o carrinho na entrada do vagão, e levar a criança pra sentar lá com ela. Mas gente, isso só dá certo se a criança já for grande. Com bebe, voce precisa tá pegando coisa na bolsa o tempo todo. Um brinquedo, a mamadeira, uma fraldinha. Não dá pra deixar o carrinho com tudo lá do outro lado. Levar só a bolsa também pode ser mas haja braço. Sim, e espaço tambem, porque viajando com outras pessoas na mesma área que voce, não vai ter espaço pra por a bolsa do bebe, a não ser que seja em cima, no teto. Aí pra pegar a bolsa voce precisa se equilibrar com o bebe ou deixa-lo na cadeira sozinho, o que não é possível. Talk about jogo de cintura!
As pessoas viajando com voce podem até te ajudar a subir os degraus do vagão com o carrinho e tal, mas as vezes voce vai precisar pedir ajuda. Outras simplesmente aparece gente do nada já te ajudando, o que é ótimo. Viajar com pessoas do seu lado é uma faca de dois gumes.  Com certo tipo de gente funciona uma maravilha e até ajudam na distração do bebe durante a viagem. Uma vez tinha um grupo de chineses nas poltronas do lado que de vez em quando davam tchauzinho pro Edi, falavam com ele e ele gostava. Foi super legal. Mas já com outras... perceber que voce e seu bebe estão incomodando porque o cara quer sentar, dormir e escutar a música dele tranquilo não é legal. E mudar de lugar nem sempre é possível. Pior é quando o bebe quer e tenta interagir com alguém que não tá nem aí pra ele. Oh, dó. Já viajar com alguém conhecido do seu lado ajuda demais claro, mas é mais uma poltrona na sua área que vai estar ocupada, então é bom saber qual trem será, pra calcular o espaço e programar a viagem.
Já viajei também uma vez com Edi no vagão do silêncio, e Edi lá só fazendo barulho, falando ba ba ba, depois choramingando enquanto eu preparava a mamadeira, e até aí pelo menos ninguem reclamou, claro. Por mais que eu tentasse ele parar de falar, está fora do meu controle. Mas nesse mesmo dia, só foi meu celular tocar um minuto e eu atender só pra dizer que ligava depois, já tinha uma passageira em pé do meu lado dizendo que ali era o vagão do silêncio. Ou seja, seus co-passageiros são compreensíveis com um bebe, mas é só isso mesmo. Trate de falar com seu bebe sussurrando. Tenso.

As vezes também o trem faz muito barulho quando esta freando, na chegada. Uma vez com Edi com 3 meses, o trem fez tanto mas tanto barulho, aquele bem fininho de ferro horroroso, que Edi se assustou como nunca tinha visto antes e chorou muuuuito alto. Fiquei lá tentando acalma-lo uns 10 minutos depois, mas foi ali que vi que viajar com bebe muito pequeno é bem vulnerável.
De outra vez, o trem atrasou, ficou parado lá quase 1 hora, e já estava quase na hora da mamadeira de Edi e eu não tinha mais água pra misturar com o pulver. E justo nesse trem não tinha serviço de restaurante, nem o bendito carrinho passando vendendo agua e cafe. Ainda bem que Edi não teve fome logo e não fez escandalo, deu tempo de chegar em casa direitinho e preparar a mamadeira. Mas já pensou ficar presa assim? Isso ja era na volta e eu já tinha esgotado meu estoque. Mais uma lição aprendida que era preciso mais preparo e nada nunca é exagero.

Andar com um bebe tem que estar preparado pra tudo. O trem é um lugar fechado, voce ta la no vagão compartilhando um espaço limitado com outras pessoas e em situações de "emergencia", não tem pra onde correr. É preciso muito jogo de cintura, algum preparo, bom humor e muita paciência. Porque contar com facilidades no trem e serviços, pode esquecer.
fonte: SBB
Só não reclamo mais da SBB nesse sentido porque bebes viajam de graça, então não tem como alegar muita coisa. Até acho que poderiam pagar alguma taxa, eu pagaria com prazer, se tivesse disponível o serviço necessário. Quem sabe uma votação apareça em algum futuro próximo onde a população decida ter uma área para bebes nos trens!
Ainda assim, o serviço ferroviário suiço só sendo o que é mesmo, pontual, cordial e organizado, já permite alguma facilidade de viajar com os pequenos. Porque não imagino isso acontecendo no Brasil. Bom, primeiro que teríamos que ter um sistema ferroviário no Brasil pra viajar de uma cidade a outra ne. E nem isso tem. Mas como não tenho carro e dependo dos trens pra me locomover de um ponto a outro, pra mim é muito importante que eu possa fazer isso da melhor maneira possível.
Já me perguntaram também se Edi não enjoa viajando de trem. Bom, até agora não enjoou. Também só viajamos em baixo. Há trens que tem o segundo andar acima, mas com o carrinho, ainda não me aventurei a subir com ele, e é em cima onde tem um pouco mais de balanço. Mas também normalmente viajo de frente, ou seja, no sentido que o trem vai, e não de costas. Porque viajar de costas quem fica com enjoo sou eu. Acho que isso ajuda tambem.
Edi gosta de olhar pela janela. As paisagens são lindas sempre, e eu tento sempre ficar mostrando uma coisa ou outra. Ok, nem sempre funciona, mas eu tento. Dar papinha também é um exercício. A não ser que o bebe esteja no carrinho parado do seu lado ou que haja alguem do seu lado lhe ajudando, dependendo da idade, não dá pra simplesmente senta-lo na poltrona e dar a papinha. E de novo, não há assentos nem cadeirinhas para bebes.
Assim como viajar de avião, a responsabilidade é sua, o entretenimento e tudo mais depende de voce. Seria perfeito se houvesse mais facilidades dentro dos trens, mas como não há, como quase tudo, o sucesso da viagem depende de voce mesmo. Por muitas vezes, Edi dormiu a viagem quase inteira, o que foi bem sossegado pra mim, apesar de não ter conseguido fechar o olho claro, mas sem dúvida é menos preocupante do que ele acordado numa viagem longa precisando de atenção o tempo inteiro.
Mas a Suiça não é tão grande que te faça ficar muito tempo dentro do trem, por mais distante que seja sua viagem. E as conexões também são bem feitas, então no máximo voce vai precisar fazer 1 ou 2 conexões e olhe lá. Já fazer aqueles passeios pelos alpes com aqueles passes que as viagens duram 6, 7 horas, depende muito. Não sei se me aventuraria com Edi numa dessas por enquanto. O risco é muito alto, pois é muito tempo num lugar fechado sem muitas facilidades. Mas quem sabe. Até onde eu sei, bebes são permitidos.

Apesar de não ser muito fácil, não acho que a dificuldade se restrinja a trens, muito menos na Suiça. Viajar de avião também é complicado, aliás tudo com um bebe exige mais cuidado, não importa a situação. Então acho que como em outras coisas, dá pra fazer quase tudo com um bebe, só que de outras maneiras até então pouco conhecidas, com outros cuidados. E andar de trem por aqui não é diferente.

19 fevereiro 2014

Papinhas do Edi II - Receitas com fotos!

Não acho que esse blog vá virar um "mommy blog", mas ah, tem coisas que preciso registrar. Nesse post aqui falei das papinhas do Edi, quando começei a introduzir sólidos e do início da minha intimidade com a cozinha, as primeiras papinhas e tal. Minhas aventuras na cozinha continuam e hoje venho escrever um post prático e compartilhar algumas receitinhas.

Confesso, não consigo ser "só" dona de casa e mãe, mas quando sou, é tão bom! Seja por terapia, novas experiências, descobertas de uma Liana que eu até então não conhecia, ou por carinho com meu pequeno, eu adoro por a mão na massa.


Damasco, maçã e pêra
A receita original vem desse livro aqui. Ela leva além desses três ingredientes, vanila também. Mas mesmo sem baunilha, Edi amou essa. E é bom que é rápida de cozinhar e serve pra congelar. Eu fiz umas 6 vezes a medida que tem nessa receita porque queria congelar muitas porções e deu super certo. A maior trabalhera mesmo é tirar a casca da maçã e da pêra e cortar tudo, mas cozinhar mesmo é rápido. Bom, depois também passar no liquidificador é trabalhoso, mas faz parte de qualquer receita de papinha. Esta é recomendada para bebês acima de 6-7 meses.

Ingredientes
75g de damasco
1 maçã grande (sem casca, sem semente e cortada em pedaços)
4 colheres de sopa de suco de maçã ou água
1 pêra grande (sem casca, sem semente e cortada em pedaços)


Modo de preparo
Coloque primeiro o damasco e a maçã numa panela funda junto com o suco de maçã ou água (eu usei água mesmo).
Quando começar a ferver, cubra com a tampa da panela e deixe ferver por 3-4 minutos. Adicione a pêra e deixe continuar a ferver por mais 2-3 minutos.
Pronto. Desligue o fogo e deixe esfriar. Depois é só passar no liquidificador e por nos potinhos para congelar ou dar na hora.
Pode também adicionar iogurte natural ou misturar com banana. Eu sempre misturo com banana e fica mais consistente, Edi adora.



Fígado de boi, cenoura e cebola
Essa receita vem desse livro, que é da mesma autora do da receita anterior. A Annabel Karmel é famosa na Inglaterra, já escreveu mais de 20 livros de receitas de bebês e crianças e apesar de ter uns ingredientes incomuns, eu ainda prefiro livros de receita em Inglês do que em Alemão. A partir dos 6 meses, os bebês precisam começar a comer carne porque precisam de ferro. Testei várias carnes com Edi e a que ele mais gosta é fígado e frango. Eu adoro fígado, mas sei que tem gente que não consegue nem sentir o cheiro. Então é bom que Edi se acostume desde criança. E fígado é ótimo, saudável, fácil de digerir, ótima fonte de ferro e fácil e rápido de cozinhar. De novo, fiz umas 8 medidas dessa receita porque queria estocar no congelador. Fiz tanto que meu freezer ficou lotado!


Ingredientes
100g de fígado cortado e sem pele
2 colheres de sopa de óleo vegetal
1 cebola pequena, cortada e sem casca
1 cenoura grande ou 2 médias sem casca e cortada
200ml de caldo de galinha ou água (usei água)


Modo de preparo
Cozinhar o fígado na metade da medida do óleo até criar cor e deixar de lado. Esquentar a outra metade do óleo numa outra panela e acrescentar a cebola e deixa ferver por 2-3 minutos. Adicione a cenoura picada e deixe cozinhar por 2-3 minutos.
Depois, despeje o caldo ou água e deixe levantar fervura. Quando levantar fervura, cubra com a tampa e deixe ferver por 15 minutos. Acrescente o fígado na panela com a cenoura e deixe cozinhar por mais uns 3 minutos.
Pronto.  Só deixar esfriar, passar no liquidificador e separar as porções.



Frango com batata doce e maçã
Essa também é desse livro. Edi adora essa receita. Mesmo nos dias mais complicadinhos, ele abre o bocão. Fora que fica um cheiro maravilhoso, eu sempre faço um pouquinho do frango pra mim também. Frango é a "carne" mais recomendada para introduzir ferro aos poucos na alimentação do bebe. Foi a primeira papinha salgada de carne que fiz pro Edi e ele adorou. Depois, aos poucos, fiz de carne, fígado, etc. Frango tem menos proteína que carne vermelha mas é fonte também de vitamina B12 que não é encontrado em verduras. Essa papinha é perfeita pra estocar. Depois de descongelada, a consistência fica igual a como se estivesse fresca.


Ingredientes
15g de manteiga sem sal
40g de cebola sem casca e picada
110g de peito de frango cortado sem pele
300g de batata doce, sem casca e cortada em pedaços
Meia maçã, sem casca e cortada em pedaços
200ml de caldo de galinha (ou água)

Modo de preparo
Derreta a manteiga numa panela, acrescente a cebola e deixe ferver por 2-3 minutos. Acrescente o frango e deixe cozinhar por alguns minutos até ficar sem cor. Coloque a batata doce e maçã e derrame o caldo ou água. Deixe levantar fervura e quando estiver fervendo, cubra com a tampa da panela e deixe cozinhar por 15 minutos. Pronto. É só esperar esfriar e passar no liquidificador.



Batata doce e brócolis
Dizem que criança não gosta de brócolis. Então adapta-las desde de bebe pode ajudar a se acostumar com o gosto da verdura. Essa papinha eu fiz pro Edi desde os 5 meses e sempre foi uma das que ele mais gostou. A mistura com batata doce com certeza ajuda no gostinho saboroso. A receita vem do mesmo livro e é recomendado também substituir a batata doce por outro vegetal docinho como abóbora, couve, pra amortecer o gosto puro do brócolis. Essa também pode congelar.


Ingredientes
200g de batata doce sem casca e cortada em pedaços
60g de brócolis cortado em florzinhas
15g de manteiga sem sal
1-2 colheres de sopa do leite do bebê
Modo de preparo
Cozinhe a batata doce e brócolis até ficarem molinhos (a batata doce por uns 12 minutos e o brócolis por uns 7-8 minutos). Pode ser cozido separado, primeiro a batata doce e depois acrescentar o brócolis, ou os 2 em panelas separadas.
Pronto. Depois é só adicionar a manteiga e o leite e passar no liquidificador. Como eu já estava ficando sem potinho pra por as papinhas, usei uma forma de cupcakes, pois no livro é recomendado separar as porções em formas de gelo, então cobri com papel aluminio e pronto. A consistência também não fica alterada nessa.
Bom, essas são as mais populares aqui em casa. As de praxe de frutas variam pouco. Edi também come papinhas prontas (não tenho frescura). Quando viajamos, passamos o dia fora ou simplesmente não tenho papinhas congeladas ou esqueci de tirar do freezer a tempo, sempre tenho alguns potinhos das papinhas prontas que aqui já experimentei de todas e Edi graças a Deus também não tem frescura nem preferência com isso. Come fria, quente, qualquer marca e geralmente qualquer sabor. Mas faço questão de (quando dá) encontrar um tempinho pra preparar as papinhas pra ele eu mesma na cozinha. Porque sei la, acho legal e quero participar mais ativamente de como puder.