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31 janeiro 2011
10° lugar!
Na competição entre 100 blogs internacionais que contam e trocam experiências de vida no exterior, meu querido blog ficou em 10° lugar! Yay! Obrigada a todo mundo que votou!
Entre os competidores, encontrei vários blogs legais em vários idiomas de pessoas se aventurando mundo afora e é legal ver que vc não é o único trocando o conforto de "casa" por uma experiência enriquecedora na vida longe dela, seja lá qual for o motivo.
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27 janeiro 2011
26 janeiro 2011
Tandem
Alguém aí já ouviu falar de Tandem? No dicionário diz que é qualquer arranjo que seja um coisa atrelada a outra, como um assento um atrás do outro, como numa bicicleta de dois lugares, sabe como é? Eu confesso que não conhecia o termo, mas vivendo e aprendendo.
Estou eu na minha sala nova, chega o mexicano que me deu a minha mesa de centro e as duas cadeiras que tenho na sala da minha casa falar comigo, e conversa vai conversa vem, ele perguntou do meu novo emprego. Eu vendo a hora da mulherzinha do RH vir reclamar de novo, mas não posso fazer nada, não vou expulsar as pessoas da minha sala, elas vão até a mim, não vou ser grossa nem antipática e mandá-los sair porque ela tá me vigiando. Isso pra não falar que ela passa tempo demais no telhado fumando, mas anyway. Conversa vai conversa vem, ele falando que precisava melhorar o alemão pra conseguir trabalhar em alemão. Aí me disse que tinha começado uma atividade pra praticar o idioma chamada "Tandem". ... Hum? .... Pensei, pensei e... sei não o que é isso não. Aí ele foi explicar, e é o seguinte...
Em alemão chama-se "Sprachtandem". É uma prática de idiomas entre duas pessoas que querem aprender um idioma, e em troca oferecem a sua língua materna. A idéia é que, por exemplo, no caso desse meu amigo mexicano, ele quer melhorar o alemão, então ele procura uma pessoa que a língua materna seja alemão e em troca, oferece seu espanhol. Se encontram, conversam em espanhol e em alemão e assim acontece a prática. Não se paga nada nem ninguém por isso, não tem quadro, caderno, é uma conversa entre duas pessoas que têm o objetivo de melhorar um idioma. O ideal é que a pessoa já tenha um certo conhecimento do idioma que quer melhorar, pra poder ter uma conversa mais solta, aí as "regras" da conversa ficam a critério dos tandems. Pode-se conversar metade do tempo em um idioma, a outra metade no outro idioma, pode-se conversar sobre qualquer assunto, filmes, livros, pessoas, qualquer coisa, e aí durante a conversa a pessoa pode ir corrigindo errinhos que vc faz e vice-versa.
Cara, achei MASSA!!! Ele me contando e eu pensando "po, que arretado, como eu não tinha pensando nisso antes?!". Perguntei como ele tinha achado isso e ele disse que é uma prática muito comum na Alemanha, e depois fui pesquisar na net e ... eureka! é mesmo!!! Tem vários sites que falam desta prática e em várias cidades pessoas colocam anúncio no jornal, em sites, na universidade, procurando tandems pra melhorar um idioma e existem clubes de tandems até. Achei em vários lugares falando a respeito e achei bem legal aqui, aqui, aqui e aqui, mas é só pesquisar no Google que tem zilhões de sites e blogs a respeito.
Falando com esse meu amigo, ele disse que tinha começado e tava sendo bem bacana a experiência dele e tal, e falou pra eu tentar também. Mas aí eu disse "oxe, quem é que vai querer aprender português aqui?". Ne? Mas ai ele disse que eu podia oferecer o inglês ao invés do português, pois eu já fui até confundida com americana pelo meu sotaque em inglês. Então tá ne. Resolvi procurar se aqui em Berna tinha alguém interessado em "tandemar" inglês por alemão e encontrei vários anúncios de gente querendo aprender francês, russo, árabe, neca de português, e alguns de inglês! Tem gente pra tudo nesse mundo!
Entrei em contato com uma e marcamos de nos encontrar. E ontem foi minha primeira experiência como Tandem!
No começo, enquanto eu esperava a minha tandem num frio de rachar na frente do restaurante perto da bahnhof, fiquei pensando que eu só podia ser louca de tá fazendo aquilo. E se fosse um psicopata se fingindo de tandem e me sequestrasse? E se fosse alguém bem esquisita como os caras que trabalham comigo e eu me arrependesse na mesma hora? Passou tanta coisa na minha cabeça, mas tanta coisa e eu quase vou embora. Mas antes de me decidir se ia embora ou se ficava, apareceu a minha tandem. Graças a Deus ela não é estranha nem nada e o encontro correu super tranquilo!
A minha tandem é suíça daqui de Berna, tem 33 anos, é mãe solteira e está mudando de emprego também. E no novo emprego ela precisa de inglês. Está num curso 1x por semana mas acha que não é suficiente, porque ela quer ganhar fluência. Disse que sempre tenta combinar de falar inglês com as amigas, mas que no fim tá tudo sempre só falando alemão e nunca dá certo. Até que alguém comentou essa prática e ela resolveu por o anúncio no jornal e ver no que que dava. Mas ela disse que eu sou a primeira pessoa "normal" que aparece e é o primeiro encontro tandem que ela tem também! Isso porque ela recebeu vários emails esquisitos de gente de tudo quanto é tipo enviando foto, querendo marcar encontros com segundas e terceiras intenções, e ela nunca topou, porque ne, esse não é o objetivo do Tandem. Ainda bem!!!
Impressionante como tem gente pra deturpar tudo ne. A pessoa coloca um anúncio no jornal pra aprender um idioma, e outras pessoas vêem aquilo como.. ...aff, sei lá como!!!
Sei que conversamos em inglês e alemão por 1 hora e meia e falamos um bocado. Foi bem legal, ela me corrigiu algumas vezes quando eu falava alemão, eu ouvia ela falando alemão e perguntava algumas coisas de frases que ela falava, e caía na gargalhada quando nem me lembrava mais o que tava falando de tanto que a gente interrompia a outra com as perguntas e correções. Da próxima vez tenho que lembrar de levar um bloquinho de anotação porque ficar anotando no celular a frase que eu disse errado e como é a certa não dá ne.
E ainda tenho a chance de relembrar meus tempos de Wisdom quando dava aula de inglês lá em Recife! Que tempo bom! Confesso que sempre que converso com alguém em inglês e ouço a pessoa falando did com o verbo no passado, ou falando they was, at last ao invés de at least, ou coisinha besta, dá vontade de corrigir, mas eu me seguro! E conversar com alguém que QUER que eu a corrija é excelente! Ainda mais se ela pode fazer o mesmo quando falo e erro meu alemão. Ô alemãozinho suado esse!
Assunto:
alemão,
cultura,
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informações úteis,
relatos,
vida na suíça
25 janeiro 2011
Nas últimas...
Eu queria muito sentar aqui e só escrever coisa boa, legal, inspiradora, feliz e animada, mas a realidade não é sempre assim. Tô passando um período tenebroso no trabalho com esse raio de aviso prévio de 3 meses. Tenho que buscar forças no fundo do universo pra acordar todo santo dia, tomar meu banho e ir (nesse frio, vale salientar) pro trabalho. Ainda bem que agora o tempo de luz do sol já está aumentando de novo e não tenho que sair mais no escuro, mas ainda assim. Já estou passando da metade do período do aviso prévio, mas 3 meses é muito tempo! Ora, vc avisa que vai sair, já tem outro emprego e tudo mais, e ainda tem que trabalhar 3 míseros meses no lugar onde vc não quer mais trabalhar?! Haja disposição. Ainda mais nesse frio horrendo que tem feito nessa última semana. Uma pena isso ne, cheguei aqui tão cheia de vontade, é uma pena mesmo ter que viver essa frustração toda, mas o que não me mata me fortalece, então eu tenho mais é que deixar isso pra trás, viver esse danado desse aviso prévio da melhor maneira que eu conseguir e look forward pro novo emprego que me espera. Imagine se eu tivesse parada só reclamando? Ne não? Pelo menos isso tem data pra acabar.
Mas deixa eu contar os últimos acontecimentos desse stress, porque só eu sabendo disso não pode, é de ficar embasbacado, e eu quero ler isso daqui a um tempo e achar graça... Eu tenho um aquecedorzinho do meu lado que ligo de vez em quando pra aquecer um pouco a sala, porque fico do lado do prédio que não pega sol e o aquecimento do prédio não é bom, então ligo quando tá muito frio. É verdade que assim que comecei a trabalhar lá sentia muito frio e foi só setembro chegar que já ligava o aquecedor. Mas eu tava vindo do Nordeste do Brasil, a diferença era muito grande e todo mundo achava graça, eu ainda era a novata e era tudo beleza. Mas o tempo passou, deixei de ser a novata e ano passado, a primeira vez que liguei meu aquecedor foi só depois da primeira nevada em dezembro! E só ligava de vez em quando. Várias pessoas também têm aquecedor portátil na sala pros dias de muito frio. Pois bem. Eis que, num belo dia, na semana passada, num frio dos diabos que fazia lá fora em plenos -2 graus, estou eu na minha mesa, o aquecedor estava ligado no médio, chega meu querido colega de sala e faz sabe o que? Simplesmente abre a janela do lado da mesa dele. ABRE A JANELA! Estava - 2 graus! MENOS DOIS GRAUS CELSIUS!!!! ...fiquei parada assim olhando pra cara dele, e ele lá arregaçando as mangas e se preparando pra trabalhar, logo depois do almoço. Com a janela aberta. E menos dois graus lá fora. E meu aquecedor ligado. Olhe..... começou a passar gente no corredor e parava na porta da sala e dizia "what the hell?". E eu "yeah... its pretty cold". Não é a primeira vez que isso acontece. Mas é a primeira vez que isso acontece quando tem NEVE lá fora!
Eu já esgotei todas as minhas maneiras de ser legal com o sujeito e pedir pra fechar a janela, digo que tô com frio, e de uns tempos pra cá, ele simplesmente ignora. De uma vez, eu disse "vc não acha que tá mto frio pra abrir a janela não?", e ele "Não!". Ahahahahaha.... não teve graça mas calou minha boca.
Sei que desta vez não aguentei. Já tinha conversado com meu chefe sobre a "diferença cultural" na minha sala e nada foi feito. Mas eu ficar doente, congelando com janela aberta quando tá nevando e fazendo -2 graus lá fora é demais. Ele concordou. Mas ao invés de tratar o caso, conversar, mostrar o óbvio, não. Já que eu estou de saída mesmo, agora eu fico em outra sala! Perguntaram se eu queria mudar de sala, e como não tinha outra opção, pois ninguém ia enfrentar o cidadão, agora eu me "separei" do meu time. Finalmente, ne. Agora fico numa sala só pra mim, e quer saber, tô achando ótimo. Os romenos lá ficaram super mal vistos, pois eu ter que mudar de sala quando já tô de aviso prévio foi o fim da picada. Alguém tem que propor uns workshops de comportamento, respeito, porque olha, tudo colocam a culpa nessa diferença cultural e respeito que é bom, nada.
Eu já tô é chutando o pau da barraca mesmo, tô no meu limite, nas últimas. Onde já se viu tamanho desgaste quando poderia ser tudo tão mais fácil e terminar meu período lá pacificamente?
Esta semana, era pra gente estar trabalhando junto nuns testes. Eu e o cara da janela aberta. Aí na reunião de hoje, simplesmente fiquei sabendo que ele mesmo, o da janela, está por aí marcando reuniões e fazendo tudo sozinho o que deveríamos estar fazendo juntos. Meu chefe não sabe dar bronca, mas deu uma chamada de atenção e ele ficou todo duro, olhando pro chão e falando sem ninguém ouvir nada. Gente, como sobrevive uma pessoa assim?
Mas ganhei meu dia no café quando conversando com os meninos, eles mesmos conversando entre eles sobre os caras do meu time, disseram sem a minha interferência "he has issues". Pronto. Resolvido. Não sou só eu que tenho problemas com eles, eles de fato são esquisitos e eu desencanei de vez que tô fazendo a coisa certa.
Na verdade, várias pessoas foram a minha sala nova uns perguntando o que eu tô fazendo ali, outros só balançando a cabeça já entendendo tudo do porque que eu tô ali. Mas olha, numa dessas visitas, fui surpreendida pela mulher do RH falando na minha cara que eu não mudei de sala pra ficar conversando, que eu tava ali pra trabalhar. ...........cara, fiquei tão sem reação. Me senti numa prisão, como meu colega tinha dito já, ou num Big Brother, sei lá. Só fiquei olhando pra cara dela sem acreditar que ela tava falando aquilo. Fui tomar meu café e depois fui até a sala dela porque não ia dar pra engolir tamanho sapo. E falei. Ah falei. Sei que sofro muito mais por não segurar e guardar só pra mim certas coisas que vem a minha cabeça, mas não dava. Porque eu sei que ela só estava me tratando daquela forma porque eu tô de saída, e pra piorar ainda mais o inferno que tá aquilo ali, fui lá na sala dela e disse um monte. Disse. Disse que só queria certificar que aquilo não iria mais acontecer, porque minha mudança de sala não tem nada a ver com quem eu converso, com quem deixo de conversar, e se ela tem um problema com isso, fale comigo e só comigo, e não na frente de quem tá ali "me visitando" na minha sala. É engraçado que comigo agora vão lá dizer na minha cara que não é pra eu ficar de conversa, mas com a janela aberta lá todo mundo fica passando frio mas ninguém diz nada. Enfim. Foi uma baixaria que eu gostaria que não tivesse acontecido. Quer dizer, baixaria não, só falei o que deveria, mas preferia não ter chegado a esse ponto, porque ela retruca, eu falo de volta, aí sai do assunto principal e desgasta, é chato. Ninguém merece, ne. Ô meu Deus. Queria poder dormir e acordar daqui a 1 mês.
Tô falando que esses 3 meses é tempo demais pra quem já tá de saída...
Só umas viagenzinhas nos fins de semana pra aguentar uma semana assim, viu. Porque olha...
Essa semana até que tá tranquila, eu faço minhas coisas quieta na minha sala sem ninguém me aperriar e só interajo com os caras do meu "time" quando é absolutamente necessário. E com o "apoio" dos outros dois colegas que também estão saindo da empresa compartilhando do mesmo sentimento, opiniões e críticas, me sinto melhor e vejo que não sou eu o problema dessa novela toda.
24 janeiro 2011
Spiez
Spiez é uma cidade minúscula próxima a Berna. Aqui na Suíça não tem cidade grande cosmopolita e metrópole como em outros países da Europa. Eu costumo dizer que a Suíça é o interior da Europa. É um interior bem desenvolvido, é verdade, mas ainda assim, mesmo com Zurique, Genebra e bancos, tá longe de ser um grande centro comercial e de moda que dita regras e é super duper busy.
Aí com a visita de Nieta e família, fomos olhar nos guias da Suíça um lugar legal e perto que pudéssemos ir e voltar no mesmo dia, só pra dar um passeio mesmo. E as cidades escolhidas foram Spiez e Thun. Thun eu já tinha ido, mas Spiez não. Sempre ouvi falar que era lindo lá, mas nunca tinha tido a chance de ir, então fomos todos juntos no carro deles conhecer Spiez.
Fazia um frio do cão. Não... vc não tem noção do frio que tava não... não tinha nem muita neve e a temperatura ficava entre 0, -2, -4 graus. Mas tinha hora que dava um vento que ... jesus amado! Tava vendo a hora de me olhar no espelho e ver meu rosto todo rasgado, porque olha, não tava fácil não. Era toda hora procurando um lugar pra entrar e se proteger um pouquinho, esquentar pra poder sair de novo. Um parto esse passeio, pense!!!
Mas como dizia meus amigos da faculdade, tirando a parte ruim (o frio exagerado), o resto foi bom. Ora, também não posso reclamar muito ne, estamos no grande auge do inverno, queria o que? É frio meeeesmo!!! Mas Spiez é linda. Como praticamente todas as cidades que conheci até agora por aqui, parece de brinquedo, um cenário de um filme, tudo muito lindo.
Spiez no verão, ou até mesmo já na primavera, deve ser uma festa, porque as margens do lago Thun tem toda uma infra-estrutura, um jardim de cerveja (Biergarten), restaurantes, bares (tudo fechado com uma placa avisando que vão abrir em março de novo!), e o mais bacana: os prédios com apartamentos de frente pro lago, com barquinhos ancorados, imagina acordar com uma vista dessas!
Sensacional! Mesmo com muito frio, a gente pode ver que Spiez é um barato. Quero voltar lá no verão e fazer um passeio de barco.
23 janeiro 2011
Finde
Acabei de acordar. Hoje é domingo, são 9:11 da noite e é, eu acabei de acordar. Cochilo de fim de tarde foi longuinho, tava muito cansada eu. O finde foi assim, super movimentado e de novo, eu dormi pouco. Na sexta-feira, saí do trabalho às 16h e fui com 3 sacolas debaixo do braço ao mercado perto de casa, aquelas sacolas maiores e mais resistentes, porque como eu não tenho carro, carrego as compras nessas sacolas andando mesmo. Aí como Nieta tinha ficado de chegar na sexta-feira no fim da tarde, fui lá no Coop comprar umas coisas pra abastecer aqui em casa porque desde que voltei de Berlin que não tinha ido ainda no mercado e aqui em casa não tinha quase nada. Lá pelas 6 da tarde ela liga dizendo que estavam ainda em Lausanne e que iam chegar tarde. No problem. Jantei só e fiquei fazendo hora esperando eles chegarem. Assisti Fringe, fiz minhas unhas, arrumei a casa e quando já tava começando a cambalear de sono, eles chegaram. É tão bom ver um rosto conhecido quando se tá tanto tempo longe de tudo e de todos, ne. E com os stresses no trabalho, passar um finde na companhia de boas companhias assim é um presente!
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| Nieta, Luca e eu |
Fomos dormir super tarde e no sábado de manhã já cedo o Luca já tava acordado. Berna não é muito grande e quando eles vieram na Páscoa no ano passado conhecemos quase tudo, então resolvemos olhar nos guias que tenho aqui da Suíça um lugar perto pra gente ir passear. E terminamos escolhendo Thun e Spiez que é bem pertinho, meia hora aqui de Berna. Thun eu já conhecia, mas Spiez não. Mas olha, fazia tanto frio, mas taaaaaaaanto frio, que Jesus Cristo, foi um dos fins de semana mais gelados que já passei aqui. Veja, agora mesmo, lá fora ali na minha varanda, tá -8 graus. Essa semana que passou voltou a nevar, mas não foi aquele exagero da primeira nevada não. Ainda tinha um pouco nas ruas, mas o frio.... esfriou demais! Vou fazer um post sobre Spiez e vcs vão ver o que eu tô falando.
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| Vento gelado e cortante em Thun |
Voltamos de Spiez no fim da tarde de ontem e estávamos tão estafados do cansaço do frio, que foi só chegar aqui e foi todo mundo dormir. Mas eles acordaram logo pra aproveitar a estadia aqui e fomos ainda jantar num restaurante típico suíço. Hoje o frio não deu trégua. Saímos de manhã de novo pra ver os ursos e voltamos pra casa eu, Nieta e Luca porque senão íamos congelar. Nieta também é do Nordeste, então a gente se entende bem nesse quesito (frio). Enquanto eu preparava o almoço, Valério louco foi andar, passear, explorar as redondezas no maior friozão!!! É, tava sol pelo menos, já ajuda muuuuito quando tá gelado-agoniante, mas ainda assim. As saídas foram suficientes pra começar a me ameaçar ficar gripada aqui de novo. Tive crise de espirro e coriza e tô aqui tomando tudo quanto é antigripe porque não posso ficar doente!!! Fim de semana que vem vou viajar!!! Aí almoçamos aqui todos assistindo Zorro, porque Luca tá numa fase que só gosta de Zorro, luta e espadas. E no início da tarde eles já tiveram que partir de volta da Itália porque ainda tinham 4 horas de estrada pela frente. E eu? fui dormir. Acordei agora. Queira Deus que essa semana passe logo e eu não fique gripada de novo porque sexta-feira tô indo a Amsterdam pela 2a vez! Yay me!
20 janeiro 2011
Berlin extreme
Para a ex-ministra alemã Marianne Birthler, uma sociedade evoluída é aquela que conhece sua história. Em Berlin, poderia-se então ter a sociedade mais evoluída do planeta porque o que tem de monumento e afins expondo o que se passou ali não é brincadeira!
A cidade transpira sua história, transborda de cultura e inspira a gente que hoje tenta entender o que aconteceu ali até poucos anos atrás... Como eu disse antes, não é uma viagem pra relaxar. Ir a Berlin é muuuuito mais interessante se estiver disposto a entrar de cabeça na sua fascinante história e ver, ouvir e sentir as marcas de tanta coisa que a Alemanha sofreu.
"Memórias reveladas para que não se esqueça e nunca mais aconteça". Este lema é o que melhor traduz o sentimento do monumento-memorial aos mais de 6 milhões de judeus mortos, o Memorial do Holocausto.
Interessante que a construção é muito recente, construído em 2005, então daí percebe-se a contínua tentativa do governo de manter viva a lembrança, mesmo que ruim, mas como diz o lema "para que não aconteça de novo".
O governo gastou 25 milhões de euros para a construção deste monumento e mesmo com muitos protestos da população que alegava que o dinheiro poderia ser usado para algo mais "útil" para a cidade, está aí, ocupando uma área enorme bem ao lado oeste do Portão de Brandemburgo, super central, pra todo mundo ver.
São 2711 blocos que a princípio, tem-se uma espécie de ilusão de ótica, pois a medida que vamos andando através do labirinto de blocos, o chão vai afundando e os blocos vão ficando maiores, exatamente para tentar passar a sensação de quem andar por ali de desespero, medo, sufocamento, perseguição.
Em poucos minutos que andei por ali, fui surpreendida várias vezes por pessoas vindo de lados que eu não esperava e não via até o momento que a pessoa estivesse já bem em cima de mim, assim como os judeus sentiam-se quando eram enclausurados, trasportados em trens e caminhões fechados. Esses blocos dão margem a interpretação de muita coisa. Muita coisa ruim! Caixão, trens enfileirados a caminho de campos de concentração, tudo que transmita intranquilidade, sensação de confusão pode ser sentido ali. Muito, mas muito sinistro mesmo!
Muita informação que adquiri sobre este memorial foi através do guia do tour que pegamos no domingo, um super achado da Jamille, um tour de graça, é DE GRAÇA! O New Berlin Tours. Trata-se de estudantes capacitados para passar o conhecimento que têm e nos guiar pela histórica Berlin que se dividem em grupos e não ganham nada por isso! Ou melhor, é tip-based, isto é, ao final do tour, (que dura 4 horas!!!), você aprendeu tanto com ele que não tem como não dar uma boa gorgetinha, ne. E tudo andando. E como são grupos de 15 a 20 pessoas por guia, todo mundo dando gorgeta boa, eles ganham um bom trocadinho e colocam seu conhecimento em prática! Eu adorei a idéia e o tour e pelo que fiquei sabendo, existe tour da mesma categoria em várias cidades da Europa como Paris, Madrid, Amsterdã. Quem sabe não faço um desses de novo em Amsterdã no fim do mês, ne. Foi bem bacana.
No nosso tour, passamos por vários pontos interessantes de Berlin que iam passar batido se não fosse esse tour, porque eu não fiz um mega plano cobrindo tudo que meu guia dizia e que queria visitar, então foi uma super mão na roda. Passamos, por exemplo também, no terreno onde subterraneamente era o bunker de Hitler. Bunker = uma arquitetura militar fortificada, fechada. Foi aí embaixo onde Hitler e Eva Braun passaram as últimas semanas da Guerra e foi aí onde eles morreram em 1945.
Hoje com todos esses prédios bonitinhos, pracinhas e tudo mais, me pergunto como deve ser morar onde costumava ser o bunker do Führer perturbado da cabeça... será que aluguel é mais barato ali? Gracinhas a parte, é claro que acostuma e eventualmente esquece-se do fato, mas haja sangue frio.
Passamos também por construções nazistas que hoje são prédios do governo, e é interessante perceber de fato A arquitetura "estilo" nazista. Se vc perceber bem, as janelas de baixo para cima são simétricas, mas as últimas, lá em cima, são menores do que as de baixo, para dar a impressão a quem olhar de baixo que o prédio é maior do que é de fato, e pela ideologia nazista, vc é pequeno, não é nada, apenas um mero objeto abaixo do Estado e vulnerável ao que for ditado. E tudo que for nazista, como esse prédio aí está acima de vc. Medonho...
E finalmente... O MURO!!!!Da primeira vez que estive em Berlin, foi também só um fim de semana, e eu não vi o muro!!!! Quando voltei, todo mundo me perguntava se eu tinha visto esse bendito muro e eu não vi. Olhe... mas desta vez, não escapou! Vi ainda de dois lugares que ainda existe!
A maior parte do muro que existe até hoje fica próxima a Ostbahnhof de Berlin, a East Side Gallery, e hoje está assim, repleta de desenhos artísticos e mensagens de paz de variados artistas. É impressionante andar por ali e pensar que ali era o ponto de divisão entre as duas Alemanhas. Que aquilo ali foi símbolo de tanta repressão e representava um conceito tão complexo de vida, identidade e governo num país. Imaginar que era aquilo ali a barreira entre famílias, que dividia calçadas, ruas, o que tivesse pela frente, uma cidade, Berlin inteira.
Esse pedaço de concreto erguido e a sua demolição fez história. E uma história tão recente. Há apenas 20 anos atrás, aconteceu a sua queda. Atravessar de uma Alemanha pra outra era praticamente impossível! Só com quinhentas mil autorizações de grandes autoridades e diante de extrema necessidade podia-se enfrentar os policiais de plantão. Muita gente morreu tentando atravessar o muro sem autorização.
O ponto de cruzamento do muro mais conhecido durante a Guerra Fria era o Checkpoint Charlie, que também visitamos.
Depois de um fim de semana intenso desses, com tanto aprendizado e com tanta coisa pra ver, pegar o avião de volta pra Genebra, chegar ao aeroporto 11 horas da noite do domingo e não ter mais trem para Berna, é permitido reclamar ou não? Passamos a noite no aeroporto tirando uns cochilos desconfortavelmente nas cadeiras junto com outros sem-coragem-de-pagar-hotel-por-algumas-horas e pegamos o primeiro trem do dia às 5:11 da manhã!! Tem que aproveitar enquanto somos jovens e aguentamos fazer isso, não? Fui dormir melhor mesmo nas duas horinhas no trem para Berna! Chegamos em Berna 7:30 da manhã! Só deu tempo de ir em casa, tomar banho, trocar de roupa e 8:30 estava no trabalho. Tudo certo! Valeu a pena. Por Berlin.
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19 janeiro 2011
Berlin
A viagem para Berlin apareceu assim do nada. Aliás, um parênteses. Não é ótimo poder programar viagens do nada e po-las em prática? Então... A EasyJet que é uma companhia aérea de baixo custo aqui na Europa, é dessas que tem passagens bem baratinhas daqui prali, estava oferecendo no final do ano passado passagens com desconto de 30%. Daqui da Suíça, os vôos só saem de Zurique, Genebra e Basel, e apesar de ter vários destinos legais operados pela easyjet, nem todos são compatíveis com os aeroportos daqui. Então, apesar de eu já ter visitado Berlin em 2004, achei que seria uma boa hora de visitar de novo.
Boa hora não pela época, porque viajar em janeiro é frio pra caramba!!! Mas porque agora me interesso mais pela história, já li alguns livros, blogs, revista, vi filme e hoje sei mais sobre a 2a Guerra, o Nazismo e todo o arraso que a Alemanha sofreu. E a história não é simplesmente fascinante? Minha mãe é professora de história e eu devia ter aproveitado mais a presença dela em casa enquanto estava no colégio. Oh well. Pelo menos hoje tenho mais consciência e background pra entender as coisas. Anyways...
A viagem foi assim super hiper mega ultra power compacta!! Sim, porque ir daqui pra Berlin no sábado de manhã e voltar no domingo a noite é rojão! Tudo por uma boa viagem, porque como já li por aí, uma viagem até quando é ruim é boa. O vôo saía de Genebra às 8:35 da manhã no sábado. Só que o aeroporto de Genebra é a 2 horas e 20 minutos daqui, e obviamente tem que chegar no aeroporto com algum tempo de antecedência e tal. Isso sem falar na semana que antecedeu este fim de semana foi super corrida, puxada, com coisas pra fazer todo santo dia depois do trabalho! As 168 horas foram eletrizantes, mas no final fiz tudo que tinha pra fazer, dormi pouco, acordei de madrugada, peguei o trem com a Jamille, e na ida para Genebra, ainda tivemos que passar pelo stress de quase ser assaltada!! Isso mesmo, em plena Suíça, estávamos lá no trem cochilando, quando tem um sujeito lá de fininho tentando puxar o celular da bolsa da Jamille! Tipo...
CADÊ A QUALIDADE DE VIDA??? ....olhe... ficamos revoltadas! Mas não tinha o que fazer. Não tinha polícia no trem, aliás, não tinha ninguém no trem!!
Mas ela acordou a tempo e o sujeito não levou nada. Depois ainda falou "Pardon, mademoiselle..." ... é mole?? Olhe, sei não. Só faltava ele dizer "minha mão escorregou sem querer aí na sua bolsa...". Bom, mas deixando esse detalhe de lado..
O vôo é curtíssimo, só duas horas de viagem, e depois de passar pela primeira experiência de viajar de low cost sem assento marcado, só com bagagem de mão e com lanches no avião pagos a parte, chegamos a Berlin!
A viagem foi assim super hiper mega ultra power compacta!! Sim, porque ir daqui pra Berlin no sábado de manhã e voltar no domingo a noite é rojão! Tudo por uma boa viagem, porque como já li por aí, uma viagem até quando é ruim é boa. O vôo saía de Genebra às 8:35 da manhã no sábado. Só que o aeroporto de Genebra é a 2 horas e 20 minutos daqui, e obviamente tem que chegar no aeroporto com algum tempo de antecedência e tal. Isso sem falar na semana que antecedeu este fim de semana foi super corrida, puxada, com coisas pra fazer todo santo dia depois do trabalho! As 168 horas foram eletrizantes, mas no final fiz tudo que tinha pra fazer, dormi pouco, acordei de madrugada, peguei o trem com a Jamille, e na ida para Genebra, ainda tivemos que passar pelo stress de quase ser assaltada!! Isso mesmo, em plena Suíça, estávamos lá no trem cochilando, quando tem um sujeito lá de fininho tentando puxar o celular da bolsa da Jamille! Tipo...
CADÊ A QUALIDADE DE VIDA??? ....olhe... ficamos revoltadas! Mas não tinha o que fazer. Não tinha polícia no trem, aliás, não tinha ninguém no trem!!
Mas ela acordou a tempo e o sujeito não levou nada. Depois ainda falou "Pardon, mademoiselle..." ... é mole?? Olhe, sei não. Só faltava ele dizer "minha mão escorregou sem querer aí na sua bolsa...". Bom, mas deixando esse detalhe de lado..
O vôo é curtíssimo, só duas horas de viagem, e depois de passar pela primeira experiência de viajar de low cost sem assento marcado, só com bagagem de mão e com lanches no avião pagos a parte, chegamos a Berlin!
Fazia 8 graus em Berlin e mesmo estando bem nublado, eu de novo fiquei feliz da vida, porque assim como quando fui pra Irlanda, aqui na Suíça sempre tava mais frio.
Do aeroporto, pegamos o metrô depois de enfrentar uma fila gigante pra comprar bilhete, e fomos em direção ao hotel que havíamos reservado. O hotel era da rede Best Western e era aquilo que estava escrito nos reviews do booking.com mesmo: bonzinho, mas antes de chegar ao quarto parecia um hospital, mas só pra um fim de semana tava bom demais! Bem localizado, próximo a estação do metrô em Spittelmarkt. Deixamos as coisas, deitei 3 minutos na cama e fomos embora andar. Estávamos com bilhete que dava direito a andar em qualquer transporte o dia inteiro, e metrô é metrô em qualquer lugar, ne, então fomos lá descobrindo as estações dos pontos onde queríamos ir, procurando as linhas e indo.
Começamos pela Alexanderplatz, que é uma das (senão a mais) praças mais movimentadas de Berlin.
Do aeroporto, pegamos o metrô depois de enfrentar uma fila gigante pra comprar bilhete, e fomos em direção ao hotel que havíamos reservado. O hotel era da rede Best Western e era aquilo que estava escrito nos reviews do booking.com mesmo: bonzinho, mas antes de chegar ao quarto parecia um hospital, mas só pra um fim de semana tava bom demais! Bem localizado, próximo a estação do metrô em Spittelmarkt. Deixamos as coisas, deitei 3 minutos na cama e fomos embora andar. Estávamos com bilhete que dava direito a andar em qualquer transporte o dia inteiro, e metrô é metrô em qualquer lugar, ne, então fomos lá descobrindo as estações dos pontos onde queríamos ir, procurando as linhas e indo.
Começamos pela Alexanderplatz, que é uma das (senão a mais) praças mais movimentadas de Berlin.
É lá onde fica a torre de TV, a famosa Fernsehturm, uma das maiores estruturas da Europa e a mais alta da cidade com 365 metros de altura. Foi construída por arquitetos suecos em 1969 e lá no topo tem um restaurante. De acordo com o guia do tour que pegamos no domingo, o elevador que sobe até lá em cima é o 5o mais rápido do mundo.
Fomos andando em direção a Unter den Linden, que a avenida principal da cidade. A primeira grande construção que nos deparamos no caminho foi a catedral de Berlin, ou a Berliner Dom.
Me lembro da primeira vez que visitei esta catedral, de como fiquei abismada com sua grandiosidade e riqueza de detalhes por dentro. Quando eu fui lá em 2004, entrava-se de graça, hoje paga-se 5 euros. Em estilo barroco, a catedral, assim como a maioria das coisas em Berlin, sofreu sérios danos na Segunda Guerra. Mas ela foi restaurada e pouco existe da estrutura original. Ela foi construída assim com esta fachada pra parecer mais velha do que é mesmo. Mas por dentro, olha, mesmo já tendo visitado muitas e muitas igrejas famosas por aí, ali é de cair o queixo.
Tô certa ou não?
Pois é. Isso a primeira construção que paramos na rua! Ainda início do passeio. Saímos meio abestalhadas da catedral a continuamos andando na Karl-Liebknecht-Strasse. Na praça ao lado da catedral, está o início da Ilha dos Museus que fica mais pra trás, a longa ilha na junção dos afluentes do rio Spree, o berço da história de Berlin. O Altes Museum, ou Antigo Museu, tem a construção em estrutura neoclássica e é uma das mais bonitas do mundo! Olha isso, gente!
Lindão né?
Ainda na Ilha dos Museus, está também a Antiga Galeria Nacional, que quando foi construída em 1870 e pouco, tinha o intuito de dispor o acervo de arte moderna, mas após a 2a Guerra, o acervo foi dividido, e após a reunificação da Alemanha, os acervos de arte moderna foram misturados de novo.
Já bem perto do início da Unter den Linden, tem também o Museu Histórico Alemão, que olha, esse eu REALMENTE só não visitei porque não tínhamos tempo suficiente!!
Queria muito ter ido lá conferir a exposição sobre Hitler e os Alemães que teve uma crítica excelente em tudo quanto é lugar, e só vai até 6 de fevereiro.
Uma pena mesmo. Mas só continuar a andar que já esquecemos porque é uma coisa interessante atrás da outra pra ver! Saímos tristes da frente do museu porque não ia dar tempo de entrar e logo já estávamos lá tirando fotos loucamente do Neue Wache, que fica bem do lado do museu, e é um monumento/construção que em 1930 passou a ser um monumento aos soldados mortos na Primeira Guerra, e depois da restauração em 1960, o Neue Wache tornou-se um memorial a todas as vítimas do Fascismo e Militarismo. E em 1993 foi dedicado à memória de todas as vítimas de guerras e ditaduras. Lá dentro, há uma laje de granito sobre as cinzas de um soldado desconhecido, um membro da Resistência e um prisioneiro de campo de concentração. Fortes emoções.
Do outro lado da rua está a Bebelplatz, que estava tomada pela Fashion Week. Foi lá onde a infame queima de livros que não compartilhavam da mesma ideologia nazista e representavam ameaças à ela aconteceu em 1933. Foram mais de 25 mil livros perdidos, cujos autores eram considerados inimigos do Terceiro Reich. Olha aí porque é interessante uma introduçãozinha da história, viu? Hoje um monumento na praça relembra o dramático evento. Um painel no chão da rua dá uma imagem de uma área com estantes vazias. Tô falando... uma voltinha no centro de Berlin é muuuuito intensa!!
É lá também que fica a Humboldt Universität, onde já trabalharam diversos cientistas e personalidades famosas, como Karl Marx, Friedrich Engels e Albert Einstein, que teve que sair de lá pois era judeu.
Aí quando você já está com o braço cansado de tanto tirar foto, descansa assim poucos minutos, continua andando na Unter den Linden, e começa a avistar a maior estrutura de todas, não em tamanho, mas em majestade... o imponente Portão de Brandemburgo, ou Brandenburger Tor.
A luz do sol já estava indo embora, é verdade. Viajar em Janeiro tem disso. Dá 4:30 da tarde e já tá quase escuro!!! Difícil pra tirar fotos, mas ainda assim, deu pra constatar bem que o Portão de Brandemburgo é de fato o grande símbolo de Berlin.
Esse monumento testemunhou grandes acontecimentos importantes em Berlin. Também foi restaurado entre 1956 e 1958, quando a Quadriga foi refeita. A Quadriga é essa escultura do topo, obra de Johann Gottfried Schadow, é a quadriga da vitória, pois quem dirige os 4 cavalos é a deusa romana Vitória.
Aí na Pariser Platz, durante mais de 40 anos, este monumento observou a cidade dividida, até 1989, quando foi derrubada a primeira parte do Muro de Berlin.
Andando para leste do Portão, começa-se a avistar o Reichstag, que é o Parlamento Alemão que está sob constante ameaça terrorista e é o poderoso símbolo para o povo.
Em fevereiro de 1933, este edifício estava em chamas. Um incêndio "misterioso" destruiu o salão principal e os comunistas foram responsabilizados, o que acelerou a caça às bruxas pelos nazistas, que subiam ao poder na época. Com o início da guerra, o prédio foi reconstruído, apesar de seu significado repercutir fora da Alemanha como símbolo da derrota alemã. Hoje o Reichstag é um moderno plenário e visitas só são possíveis se agendadas com bastante antecedência pela internet!
Agora fala pra mim, em poucas horas de passeio apenas por esta única rua em Berlin, como ver tudo isso e ficar indiferente? Pouco provável... Até para os poucos interessados em história, é uma viagem fascinante essa tal da capital da Alemanha!
Próximo post conto mais!
Me lembro da primeira vez que visitei esta catedral, de como fiquei abismada com sua grandiosidade e riqueza de detalhes por dentro. Quando eu fui lá em 2004, entrava-se de graça, hoje paga-se 5 euros. Em estilo barroco, a catedral, assim como a maioria das coisas em Berlin, sofreu sérios danos na Segunda Guerra. Mas ela foi restaurada e pouco existe da estrutura original. Ela foi construída assim com esta fachada pra parecer mais velha do que é mesmo. Mas por dentro, olha, mesmo já tendo visitado muitas e muitas igrejas famosas por aí, ali é de cair o queixo.
Tô certa ou não?
Pois é. Isso a primeira construção que paramos na rua! Ainda início do passeio. Saímos meio abestalhadas da catedral a continuamos andando na Karl-Liebknecht-Strasse. Na praça ao lado da catedral, está o início da Ilha dos Museus que fica mais pra trás, a longa ilha na junção dos afluentes do rio Spree, o berço da história de Berlin. O Altes Museum, ou Antigo Museu, tem a construção em estrutura neoclássica e é uma das mais bonitas do mundo! Olha isso, gente!
Lindão né?
Ainda na Ilha dos Museus, está também a Antiga Galeria Nacional, que quando foi construída em 1870 e pouco, tinha o intuito de dispor o acervo de arte moderna, mas após a 2a Guerra, o acervo foi dividido, e após a reunificação da Alemanha, os acervos de arte moderna foram misturados de novo.
Já bem perto do início da Unter den Linden, tem também o Museu Histórico Alemão, que olha, esse eu REALMENTE só não visitei porque não tínhamos tempo suficiente!!
Queria muito ter ido lá conferir a exposição sobre Hitler e os Alemães que teve uma crítica excelente em tudo quanto é lugar, e só vai até 6 de fevereiro.
Uma pena mesmo. Mas só continuar a andar que já esquecemos porque é uma coisa interessante atrás da outra pra ver! Saímos tristes da frente do museu porque não ia dar tempo de entrar e logo já estávamos lá tirando fotos loucamente do Neue Wache, que fica bem do lado do museu, e é um monumento/construção que em 1930 passou a ser um monumento aos soldados mortos na Primeira Guerra, e depois da restauração em 1960, o Neue Wache tornou-se um memorial a todas as vítimas do Fascismo e Militarismo. E em 1993 foi dedicado à memória de todas as vítimas de guerras e ditaduras. Lá dentro, há uma laje de granito sobre as cinzas de um soldado desconhecido, um membro da Resistência e um prisioneiro de campo de concentração. Fortes emoções.
Do outro lado da rua está a Bebelplatz, que estava tomada pela Fashion Week. Foi lá onde a infame queima de livros que não compartilhavam da mesma ideologia nazista e representavam ameaças à ela aconteceu em 1933. Foram mais de 25 mil livros perdidos, cujos autores eram considerados inimigos do Terceiro Reich. Olha aí porque é interessante uma introduçãozinha da história, viu? Hoje um monumento na praça relembra o dramático evento. Um painel no chão da rua dá uma imagem de uma área com estantes vazias. Tô falando... uma voltinha no centro de Berlin é muuuuito intensa!!
É lá também que fica a Humboldt Universität, onde já trabalharam diversos cientistas e personalidades famosas, como Karl Marx, Friedrich Engels e Albert Einstein, que teve que sair de lá pois era judeu.
Aí quando você já está com o braço cansado de tanto tirar foto, descansa assim poucos minutos, continua andando na Unter den Linden, e começa a avistar a maior estrutura de todas, não em tamanho, mas em majestade... o imponente Portão de Brandemburgo, ou Brandenburger Tor.
A luz do sol já estava indo embora, é verdade. Viajar em Janeiro tem disso. Dá 4:30 da tarde e já tá quase escuro!!! Difícil pra tirar fotos, mas ainda assim, deu pra constatar bem que o Portão de Brandemburgo é de fato o grande símbolo de Berlin.
Esse monumento testemunhou grandes acontecimentos importantes em Berlin. Também foi restaurado entre 1956 e 1958, quando a Quadriga foi refeita. A Quadriga é essa escultura do topo, obra de Johann Gottfried Schadow, é a quadriga da vitória, pois quem dirige os 4 cavalos é a deusa romana Vitória.
Aí na Pariser Platz, durante mais de 40 anos, este monumento observou a cidade dividida, até 1989, quando foi derrubada a primeira parte do Muro de Berlin.
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| Portão de Brandemburgo em ruínas depois da Segunda Guerra |
Em fevereiro de 1933, este edifício estava em chamas. Um incêndio "misterioso" destruiu o salão principal e os comunistas foram responsabilizados, o que acelerou a caça às bruxas pelos nazistas, que subiam ao poder na época. Com o início da guerra, o prédio foi reconstruído, apesar de seu significado repercutir fora da Alemanha como símbolo da derrota alemã. Hoje o Reichstag é um moderno plenário e visitas só são possíveis se agendadas com bastante antecedência pela internet!
Agora fala pra mim, em poucas horas de passeio apenas por esta única rua em Berlin, como ver tudo isso e ficar indiferente? Pouco provável... Até para os poucos interessados em história, é uma viagem fascinante essa tal da capital da Alemanha!
Próximo post conto mais!
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