30 abril 2011

Sob o sol de Toscana

Nem adianta que não vou postar sobre o casamento real hoje. No horário suíço, aconteceu ao meio dia. Eu assisti a primeira meia hora pela internet no trabalho e 12:30 tive uma reunião, então não vi mais nada. Só depois o bafafá pela internet. Ihh... já estou falando sobre o que não queria falar!

Bom, mas diferente da Kate, pra quem a vida continua normalmente como eu e a do meu blog, vamos continuar aqui a falar da viagem a bela Itália!

Como eu falei no post passado, a gente chegou em Pisa no sábado a noite, andou pela praça do Duomo um pouco a noite e foi dormir porque já tinha passado o dia zanzando em Genova. Desde sexta-feira que o tempo tava ruim. No domingo, em Pisa, acordei e tive a bela surpresa de um céu azul, algumas nuvens, mas o sol apareceu. Como eu dou importância ao sol agora, meu Deus! Não durou muito e logo logo ficou nublado de novo.

Mas o que vale é o que importa, e aí está: sol da região de Toscana, reconhecida por sua arte, história e belas paisagens.

 
A gente passou algumas horas ainda da manhã do domingo andando pra cima e pra baixo nessa praça do Duomo e da Torre, mas sem sol e com vento a brincadeira perdeu um pouco a graça. Pegamos no início da tarde o trem pra Lucca, mas isso eu conto no próximo post.

Agora o que vale é salientar que essa região da Itália, a Toscana, não foi a toa cenário de filmes e histórias inspiradoras, seja fictícia ou real. Não tem como não se apaixonar por tanta beleza.

Esta incrível região é onde fica Florença (Firenze, em italiano), a capital da arte. Fui a Florença em 2004 e está pra aparecer ainda um lugar que transpire tanta arte e cultura e inspire tanto quanto. Cidade dos museus, das exposições de esculturas, quem aprecia gasta dias ali fácil. É fácil a quem anda pela região da Toscana mergulhar em profundas reflexões sobre a vida, a história, o passado, a ciência. Não vejo a hora de ir novamente. É sempre uma maravilhosa aula de história e cultura.

Toscana também é a região de Siena, uma linda cidadezinha medieval, que estava inicialmente nos nossos planos, mas porque ficava muito já mais ao sul e os horários dos trens não colaboraram, tive que abrir mão, pois o feriado não era tão longo assim. Muito infelizmente. Estava super empolgada pra conhecer Siena, mas teve que ficar pra próxima. Trocamos por Lucca, e ainda bem que não decepcionou, mas ainda quero conhecer Siena, sim.
E Pisa continua a ser um dos pontos fortes da Toscana. Ao longo da rua que contorna a Praça del Duomo, não há muito o que fazer depois de enjoar de tirar foto com a torre (se é que isso é possível), a não ser visitar os stands de souvenir. Então se você curte esse tipo de programa como eu, vai se ocupar por algum tempo olhando e comparando alguns centavos de diferença de preço dos trecos entre um stand e outro.
Interessante também é ficar prestando atenção ao montão de turista na busca da foto perfeita. Todo mundo junto querendo tirar foto do mesmo jeito, e obviamente um atrapalhando a foto do outro. Ahahahahahahahah!!! Chega a ser uma atração a parte...
Ahahahahahha....
Mais algumas fotos pagando mico e pronto! Pisa, o Duomo e sua torre estavam vistas!
Lucca era a próxima parada!

28 abril 2011

Pisa

Há muito tempo eu queria ir a Pisa. Achava maior barato aquelas fotos bem babacas e criativas de ilusão de ótica com a torre pendente. Mas nunca dava certo de ir lá. Da primeira vez perdi o trem. Da segunda não consegui convencer ninguém e agora finalmente deu certo!

Vi a torre de pertinho e não tive o menor receio de expor minha criatividade e pagar maior mico tirando 4.941 fotos com a torre que é muito da charmosa, especialmente a noite.
Olha, essa torre não é famosa a toa. Sua construção começou em 1173 num terreno de lodo e areia. A intenção era deixar a torre 100% na vertical, mas devido ao solo mal preparado ela começou a inclinar. A impressão que você tem quando chega perto é que ela está flutuando e esse desafio às leis da gravidade já atraiu muitos turistas, inclusive cientistas, como Galileo Galilei que conduziu experimentos lá e outros engenheiros que diminuiram a inclinação de alguma forma pra garantir a segurança que ela não vai cair!
Bom, se ela um dia cair Deus a livre, eu já vou ter feito minha parte...
Nosso hotel ficava quase beijando a torre de tão perto. Da sala de café da manhã víamos a torre. Da porta do hotel, víamos a torre. 30 segundos andando dava pra tirar essas fotos com a torre. Muito bom! Bacaninha o hotel, simples, preço razoável, café da manhã, e o cara da recepção ainda passou um tempão nos ajudando na internet com horários de trem, dicas, etc. Recomendado! Saindo do hotel, a gente via isso:
Excelente! Não nos cansamos, não andamos muito. E de taxi da estação de trem pra lá dá menos de 10 euros, então foi perfeito. A gente saiu de Genova e de trem chegamos rapidinho nessa que é uma das cidades mais famosa da Toscana. 1 hora e meia de viagem. Thiago teve a brilhante ideia de ir no final do dia pra lá, pegar a torre a noite, dormir em Pisa e ainda vê-la a luz do dia no dia seguinte. E ainda fez um solzinho no dia seguinte acho que só pra gente realmente ter boas recordações do sol de Toscana.

Que é de praxe tirar foto com a torre fazendo essas macacadas isso é fato, mas a grande maioria das pessoas vai e volta de Pisa no mesmo dia, porque só tem mais a torre pra ver mesmo por lá, o resto da cidade é bem vazio, então ver a torre ao final do dia e a noite foi especial.
A Piazza del Duomo fica colada com a torre. Essa ruazinha é cheinha de gente o dia inteiro andando pra lá e pra cá procurando posições e mais posições pra tirar foto com essa torre, e também vários standezinhos de souvenir. Você pensa que não mas dá pra se gastar um bom tempo perambulando aí.
Como a gente passou a noite em Pisa, vimos isso aí lotado de gente, e a noite bem mais vazio e mais tranquilo. Minha opinião? Vale a pena demais se deslocar até lá. Eu amei!
Pelas fotos acho que já dá pra perceber...

27 abril 2011

Acquario di Genova

O Aquário de Genova é um dos maiores da Europa e o maior da Itália. Fica no porto de Genova e é uma das principais atrações turísticas da cidade.
A fila estava gigante, mas como tava chovendo no sábado do feriado de Páscoa, era a melhor opção, mesmo tendo que passar 40 minutos na fila como a gente passou. Depois da fila de comprar ingresso ainda ficamos na fila pra entrar que também não era pequena. Muita expectativa. Fomos no giro básico, 18 euros, 2, 3 horinhas conhecendo um pouco da riqueza da vida marítima.
Tantos peixes exóticos que eu nunca nem tinha ouvido falar! Pra quem é da área de Biologia e afins, uma tarde ali deve ser pouco. Isso porque não fomos na Biosfera, na Fauna, Pássaros e outras áreas, senão tínhamos passado o dia inteiro lá mesmo. Mas tinha tanta gente, que até pra tirar aquela foto na entrada pra fazerem uma montagem e você comprar depois, que você nem quer tirar, mas TEM que tirar, a fotógrafa já tava era sem paciência e agoniada com tanta gente pra tirar foto e tumultuando a entrada do Aquário. Resultado: as fotos ficaram tristes, dava nem tempo do povo fazer a pose. Quem quisesse a foto de recordação depois se lascou porque nenhuma que eu vi lá exposta prestou. Era gente demais, parecia que a Itália inteira tinha resolvido se esconder da chuva naquele Aquário.
Mas é muito legal andar por lá e ver tão de pertinho na tranquilidade o que você teria que se esforçar tanto pra ver em alto mar. No offense, marinheiros! Ver ao vivo e poder tocar deve ser outra emoção, mas apenas um vidro dividindo a gente da água é sensacional. E que vidro, ne!

Os que eu mais gostei foram os golfinhos e os pinguins. Gente, que fofura os pinguins se enfileirando e pulando um atrás do outro na água, nadando, depois pulando de volta pra fora d'água, andando bem engraçado e pulando na água de novo. Passei um tempão assistindo essas graças. Queria um pra mim!
Falei que precisava de um post só pra ele. Cada foto... Sem dúvida, um ótimo programa a quem vai a Genova! Mesmo quando não estiver chovendo! E a criançada adora!!! Não sou eu quem está dizendo, o Aquário recebe mais de 1 milhão de visitas por ano, então daí você tira. Muito legal.

26 abril 2011

Genova

Saí de Berna na sexta-feira de Páscoa no início da tarde. Daqui tem trem que vem de Basel, lá no norte da Suíça, e vai pra Milão rapidinho, 3 horas de viagem você chega lá, graças a construção do túnel Lötschberg. A viagem é muito tranquila e com paisagens de arrasar, então não é nada mal, eu adoro viajar de trem. Com fone de ouvido e um livro na mão, o tempo voa. Chegando em Milão, Milano Centrale, aquela estação gigante, aquele mundarel de gente, peguei outro trem e em menos de 2 horas, estava eu desembarcando em Genova.
Genova é a cidade portuária mais importante da Itália. Talvez o maior porto do Mediterrâneo (...ou seria Marselha, na França?). Sem dúvida uma cidade histórica com muita coisa pra contar, principalmente porque não foi muito afetada com operações militares da Segunda Guerra, então muitas estruturas, igreja e etc. foram conservadas. O que, por outro lado, requer muita dedicação na restauração e cuidado com os efeitos naturais do tempo. E aí nesse quesito, na minha opinião, a cidade deixa um pouco a desejar.


Andar pelas ruas medievais de Genova é uma prova de força, paciência e superação, porque não é fácil! Ruazinhas minúsculas, estreitas, mudando de nome a cada cruzamento, me senti num labirinto, me perdi n vezes e sempre voltava por onde já tinha passado.

Era feriado, tinha muita coisa fechada. Mas algumas dessas ruazinhas lendárias precisam urgentemente de um trato. Não sei se é porque já tô é acostumada com a Suíça e aqui é tudo quase sempre tão limpo e direito, que lá em Genova senti algumas coisas um pouco abandonadas. Além disso, uma coisa que me chamou a atenção, é que lá tem muuuuuuito imigrante. Muito estrangeiro africano, marroquino, indiano de bobeira pela cidade e, sem querer ser racista, muitos andando em grupos com olhares maliciosos atrás de turistas ou fazendo negócios nas esquinas com jeito desconfiado. Tive medo.

Mas enfim. Eu tava andando com Thiago que já mora na Itália há 5 anos e é tão ligado quanto eu. Não tivemos nenhum problema, mas é preciso ficar atento. E é preciso também aumentar seu nível de tolerância, porque você pode estar lá andando nas ruazinhas estreitas de Genova com o mapa na mão, se perder, e dar de cara com uma rua com várias garotas de programa em plena luz do dia. Beleza. Dê meia volta e finja que nada aconteceu.

Apesar disso, a cidade tem seu charme. Muitas praças em estilo neo-clássico, Vias largas e movimentadas com construções de séculos. Ah, se elas falassem.
A Piazza Ferrari é uma bela surpresa. O tempo não ajudou, mas estávamos andando e de repente chegamos aí. Falando em tempo, a previsão passou a semana inteira dizendo que a Páscoa ia ser de sol, temperaturas elevadas e tal. Chego lá, tenho que usar a única calça que levei e tênis, e a saia e short e bermuda e sandália ficaram mofando dentro da mala. Essa primavera européia...

Genova também é a cidade de onde veio Cristóvão Colombo, sim, aquele que descobriu a América. Se você chegar em Genova sem saber disso, fica sabendo rapidinho, porque ele é evidência por todos os lados. O aeroporto da cidade leva seu nome, assim como várias praças, ruas, cafes, bares e restaurantes. A estátua dele tá lá bem na saída da estação de trem Porta Principe.

Em italiano se chama Cristoforo Colombo, e a casa onde ele viveu hoje é um museu que celebra a vida do navegador. No entanto, diz meu guia do Eyewitness Travel que não é certo se ele nasceu mesmo em Genova ou fora da Itália até. Mas há registros que sua família vem de Genova, então pronto.

Genova é a capital da região da Liguria, que se divide entre Riviera Ponente, próxima a França, e Riviera Levante, mais pitoresca descendo até o mar Mediterrâneo. Genova fica bem no centro, e ao longo da costa, há várias cidadezinhas e vilarejos com vistas espetaculares de tirar o fôlego. Cristóvão Colombo teve de onde se inspirar pra se mandar marzão afora.


A Porta Soprana é a antiga entrada ao leste da cidade. Ali bem perto é a casa de Cristóvão Colombo. Pra subir aí paga-se 4 euros e tem uma vista legal da cidade. Pena que tava tempo ruim e não pude ver muita coisa tendo que me preocupar em segurar o guarda-chuva e a câmera.

Como a chuva engrossou a tarde, decidimos ir ao Aquário, que na verdade não foi apenas um refúgio da chuva, foi e é de fato uma das maiores atrações da cidade. Tanto é que vou fazer um post só sobre o Aquário depois e conto tudo. Vale a pena.

Um dia é super suficiente pra andar por Genova. Claro, se você for visitar a Galeria de Arte que tem lá, e museus, vai precisar de mais tempo. Mas pra andar, bater perna com um mapa na mão conhecendo os pontos turísticos outdoor da cidade, um dia tá bom. Mas no Aquário levamos pelo menos 2 horas andando lá e só fomos no básico. Não sei também o que mais eu teria feito se não tivesse chovendo. Talvez ido ao Palazzo Reale e algumas coisas mais afastadas, mas o que eu vi tá visto! E valeu!

Genova tem uma grande história e como eu falei no post passado de introdução a esta viagem, a Itália em geral é uma fonte quase que inesgotável de cultura e arte, e quanto mais você conhece, mais interessante parece e mais você quer conhecer. Bem clichê. Mas é.

Genova e seus antepassados de comércio com a Grécia a Fenícia antiga. O império das águas em competição com Veneza. Andrea Doria. Piratas. Cruzadas. Talvez porque meu pai era da Marinha eu tenho uma veia correndo em mim de admiração por essa "arte".

O tempo era curto, e além de tudo, já disse: tava feio. Senão teríamos ido conhecer Cinque Terre, que é ali perto e são cinco vilazinhas - Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore - localizadas num espaço de terra naturalmente privilegiado com paisagens dramaticamente lindas. Quem sabe na próxima.


E pra fechar, (afinal estamos na Itália, terra da pasta!), um belo de um vinho e uma MEGA ULTRA GIGANTE pizza individual. Eu disse INDIVIDUAL, Mamma Mia!!! Assim não tem academia que aguente... hahahaha... não, mas falando sério, a pizza, apesar de nem caber no prato e mal caber na mesa, era super fina e acho que fazem grande assim pra impresionar mesmo. E me impressionou, como vocês podem ver hehehehe... E tava deliciosa também, ca-laaa-ro!

Não teve ovo de Páscoa, mas teve pizza de Páscoa!