Está por todas as manchetes dos jornais suíços: o povo suíço votou e as minaretes estão proibidas de serem construídas por aqui. Minaretes são aquelas torres de mesquitas, onde os muçulmanos se juntam para rezar e etc. Pra te falar a verdade, eu não sou de seguir política, normas, regras e coisas desse tipo, sou da área dos números e da lógica. Mas como estou tentando me integrar num novo país o qual eu não estou familiarizada, preciso fazer o mínimo de esforço pra acompanhar e entender pelo menos as principais notícias. E esta é uma que de fato chamou minha atenção.
Todos sabemos que a Suíça é um país neutro, que não se envolveu na segunda guerra, que se manteve intacta no meio de um mundo pegando fogo, e por isso tem uma imagem de ser estável e imparcial. Aí aparece uma notícia dessas e tudo começa a ser questionado: por que a Suíça barrou a construção de mesquitas? Não é um país neutro? Por que barrar o desenvolvimento da cultura islâmica em seu território?
Bem, ser neutro não significa ser bobo. Aqui se fala quatro idiomas, tem vários estrangeiros, o povo se mistura, todo mundo troca de um idioma pro outro com facilidade e em uma hora você está em outro país. Verdade. Mas não é verdade dizer que o povo suíço não tem identidade, ou que é um povo neutro, indeterminado. Eles podem ser frios, indiferentes, mas essas são características de sua personalidade. A variedade de aspectos que eles podem abranger é vasta, mas tem limite e este é, sim, bem definido.
Banir a construção de minaretes é a voz da Suíça dizendo que quer permanecer como está. A Suíça é um país cristão, os muçulmanos são uma religião muito distinta e intolerante, não convém misturar, não necessita, não precisa de tanto pra abrir as portas pra cultura do lado de lá. Não se sabe o quanto isso poderia impactar nas tradições européias, o povo temeu, o resultado tá aí. A Suíça se mantém neutra.
30 novembro 2009
29 novembro 2009
Thun
Eu disse que o tempo melhorou um pouco, mas o frio (pelo menos pra mimmm) deu fortes sinais de vida. Tava suportável, mas meu nariz saiu vermelho em todas as fotos. E se eu ficasse alguns minutinhos sem as luvas, meus dedos já começavam a pedir socorro. 5 graus. Ok, foi meio frustrante ver a pequena Noemi de meias, sem luvas, pulando feliz da vida aproveitando o "nice weather" e eu macaca velha toda encolhida, mas tudo bem, ela tá acostumada e eu ainda não.

22 novembro 2009
Me dei de presente de Natal
Um Playstation 3!!!
"Você parece uma criança que acaba de ganhar um brinquedo novo no Natal", disse Eric quando me viu sentada no tapete rodeada de caixa, plástico rasgado, manuais de instruções e sacolas da Fusst, conectando os fios e sem paciência pra ler o passo a passo.
Olhe, e era isso mesmo, viu! Me dei de presente de Natal essa console que tem tanto recurso, que eu tenho que confessar que me senti ultrapassada quando vi um garoto com menos da metade da minha idade na loja do meu lado entendendo de tudo, e eu me lembrando dos meus tempos de Sonic no Mega Drive e Jogos de Verão no Master System que era só o joystick e os cartuchos, e hoje os jogos se conectam à internet e a console tem espaço pra armazenar mais coisa que meu notebook que comprei há menos de dois anos atrás.
Bom, eu tava na dúvida se continuava a comprar móveis pro meu humilde apartamento, ou comprava um mimozinho pra me distrair quando sentisse saudade de casa. Fiz uma pequena enquete com meus amigos, e não sei se é porque a maioria que me respondeu (que deviam ser os interessados e entendedores do assunto) era ex colega de faculdade ou de trabalho, (ou seja, da área), mas todos responderam que "o playstation, claaaro!!". Me senti muito incentivada e fui à cidade disposta a sair de lá com meus novos brinquedinhos.


Tenho que confessar que teve um lado ruim nessa história... pois se eu já achava que tinha pouco tempo pra estudar meu francês, alemão, fechar minha dissertação de mestrado, escrever artigos, ler os livros que estão na fila há meses, assistir aos capítulos despedaçados de 'Viver a Vida' pelo youtube, às séries que estão se acumulando no hd do meu computador, os filmes, fazer as viagens que planejo nem que seja as do fim de semana só aqui por perto, ter as aulas de ski no inverno, dar conta do trabalho, do namorado, da alimentação, do corpo, do cabelo, da casa, da roupa, da comida e das coisas que faltam... ave maria, já era!
"Você parece uma criança que acaba de ganhar um brinquedo novo no Natal", disse Eric quando me viu sentada no tapete rodeada de caixa, plástico rasgado, manuais de instruções e sacolas da Fusst, conectando os fios e sem paciência pra ler o passo a passo.Olhe, e era isso mesmo, viu! Me dei de presente de Natal essa console que tem tanto recurso, que eu tenho que confessar que me senti ultrapassada quando vi um garoto com menos da metade da minha idade na loja do meu lado entendendo de tudo, e eu me lembrando dos meus tempos de Sonic no Mega Drive e Jogos de Verão no Master System que era só o joystick e os cartuchos, e hoje os jogos se conectam à internet e a console tem espaço pra armazenar mais coisa que meu notebook que comprei há menos de dois anos atrás.
Bom, eu tava na dúvida se continuava a comprar móveis pro meu humilde apartamento, ou comprava um mimozinho pra me distrair quando sentisse saudade de casa. Fiz uma pequena enquete com meus amigos, e não sei se é porque a maioria que me respondeu (que deviam ser os interessados e entendedores do assunto) era ex colega de faculdade ou de trabalho, (ou seja, da área), mas todos responderam que "o playstation, claaaro!!". Me senti muito incentivada e fui à cidade disposta a sair de lá com meus novos brinquedinhos.


Tenho que confessar que teve um lado ruim nessa história... pois se eu já achava que tinha pouco tempo pra estudar meu francês, alemão, fechar minha dissertação de mestrado, escrever artigos, ler os livros que estão na fila há meses, assistir aos capítulos despedaçados de 'Viver a Vida' pelo youtube, às séries que estão se acumulando no hd do meu computador, os filmes, fazer as viagens que planejo nem que seja as do fim de semana só aqui por perto, ter as aulas de ski no inverno, dar conta do trabalho, do namorado, da alimentação, do corpo, do cabelo, da casa, da roupa, da comida e das coisas que faltam... ave maria, já era!
18 novembro 2009
Eu, por mim. Por fotos e frases minhas.
Eu quero conhecer o mundo com o tempo que me sobra.
Fujo do comum, mas não destuo do ocasional.
Neunkirchen, Alemanha. Janeiro, 2004.Tento manter um equilíbrio, mas constantemente sinto turbulências esperadas e aquelas não tão esperadas assim.
Eu gosto de riscos, de desafios, me satisfaço com resultados.
Recife, Brasil. Junho, 1999.Não sei viver na mesmice por muito tempo.
Sinto saudades que não sei quando serão cessadas.
Disneyworld, Orlando, Florida, EUA. Julho, 1997.Não consigo viver sem uma meta, seja a curto ou longo prazo.
Percebi que quanto mais coisa eu aprendo, mais tem pra aprender.
Eu quero conhecer o mundo para entender porque as pessoas são diferentes.
Eu quero conhecer o mundo para entender porque as culturas determinam uma sociedade.
Sou mais desencanada que há anos atrás.
Não sei se existe amor pra vida toda, mas gostaria de saber que existe o suficiente.
Já refleti tanto, joguei tantas conversas fora e andei pelo mundo.
Roma, Itália. Abril, 2004.Tive sensações que nem sempre estavam certas.
Já dancei noites inteiras e em outras noites fiquei só acordada pensando.
Salzburgo, Áustria. Fevereiro, 2004.Achei e cultivei uma fé que só eu sei o quanto me fez e faz uma pessoa melhor.
Penso na vida, mas não na morte.
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