28 setembro 2014

Saúde pública? Na Suíça não, obrigado.

É isso. Hoje foi dia de plebiscito aqui na Suíça e uma das pautas era um sistema de saúde pública no país. Sim, a saúde aqui na Suiça é inteiramente privada e obrigatória a todos que têm residência fixa aqui. Não existe saúde pública. E hoje foi a 3a tentativa de mudar isso nos últimos 10 anos. E mais uma vez, a maioria do povo suíço disse NÃO.
Esse é um tema obviamente polêmico, mas resolvi escrever mesmo assim porque é um assunto que me interessa. Eu acho plano de saúde aqui na Suíça carérrimo e tava acompanhando ansiosa as discussões da votação e curiosa pra saber o que ia acontecer.
Os defensores da iniciativa alegavam que o sistema atual é muito caro e não existe de fato uma concorrência entre as 60 empresas de seguro saúde que existem no país. Sendo assim a pessoa fica "presa" e sem opção a não ser aceitar qualquer plano obrigatório. Além disso os planos atuais tentam atrair jovens que normalmente não usam muito o sistema, e deixam os mais idosos de lado, que são quem de fato precisa. A iniciativa tinha também como ponto positivo a economia de quase 350 milhões de francos suíços com custos administrativos, além de reduzir a despesa total da saúde em 10% nos próximos anos.
Vários partidos políticos e empresas em contrapartida fizeram a propaganda contra. Encheram as cidades de placas e pessoas nas ruas dando panfletos com as desvantagens nas últimas semanas. Disseram que ia burocratizar o sistema, deixar mais lento e ineficiente, alem de não dar à pessoa a possibilidade de escolher entre o plano de saúde que quiser. Disseram que a Suíça tem hoje um dos sistemas de saúde mais bem sucedidos do mundo e não tem pra que mudar. Ignoraram os números da defesa, mas enfim.

O resultado da votação saiu agora há pouco e a iniciativa foi rejeitada. A maioria de 61% disse que não, não quer um sistema público de saúde, não quer o Estado administrando hospitais e seguros de saúde, deixa privatizado mesmo. Você pode ler sobre o assunto em Português aqui.
O interessante é olhar mais de perto nesse resultado e ver que a parte alemã, que é maioria do país, foi quem votou Não, enquanto a parte francesa e italiana sim, eles queriam o sistema público de saúde. A francesa mais que a italiana mas ainda assim. Mais uma vez a Suíça se divide claramente em opiniões e não só em cantões e idiomas. Digo mais uma vez porque já comentei sobre essa "divisão" não só territorial no post sobre a guerra enterna contra os estrangeiros, quando a parte alemã também foi maioria na votação que decidiu introduzir uma quota na entrada de imigrantes europeus na Suíça (leia aqui).

Lembrando que aqui na Suiça o voto não é obrigatório e o plebiscito teve participação de 47% da população, um número ate elevado. A questão, gente, é que a parte alemã é onde estão a maioria das sedes das empresas, dos bancos, é aqui onde o povo tem mais trabalho, onde as taxas de desemprego são baixíssimas e onde rola a grana, desculpe a franqueza. O povo que mora em Zurique tem dinheiro pra pagar seu plano de saúde. Mudar pra que ne? Pra economizar é que não é.

Eu nem preciso disfarçar que sim, seria a favor do sistema público aqui (não sou de fato porque não voto, estrangeiro não vota, só suíço), porque gente, dificilmente alguma coisa aqui nesse país iria cair de qualidade, seja o rumo que tomasse. Dificilmente o governo deixaria o povo na mão, dificilmente você teria que enfrentar filas em hospitais ou não poderia escolher qual médico ir.

Pra mim hoje que uso o sistema e usei muuuito o sistema durante a gravidez, eu, como usuária, o sistema atual também não é perfeito. E não tem nada a ver com eu ser estrangeira, digo logo, porque enquanto a isso não tem diferença. O plano de saúde básico é obrigatório a qualquer pessoa que mora aqui. Se você fixar residência aqui, recebe uma cartinha do governo pedindo que mande uma cópia do seu contrato de plano de saúde, e se não fizer dentro de X dias, o governo determina um plano pra você e manda a conta pra sua casa. Mas continuando, o sistema hoje não é perfeito. Sim, a saúde é boa, sim, os hospitais que fui são de qualidade, mas gente, não tem diferença nem privilégios, você tem hora marcada no médico, chega, as vezes têm que esperar. As emergências não estão por toda parte e o atendimento não é ultra rápido e mega bom como deveria ser.

Edi estava com uma febre que não passava de jeito nenhum desde quinta e eu o levei na sexta na emergência do Kinderspital de Zurique, o hospital de crianças da universidade de Zurique, o mesmo onde tive Edi, e olha, a gente foi atendido, foi pra uma sala com várias camas, ou seja, não tem privacidade, quartinho, luxo, nada disso (temos o plano básico). E ficamos lá quase 4 horas, a médica demorou pra chegar, examinou examinou, fez exame de urina e depois disse que deveria ser uma infecção mas que não conseguiram identificar onde é, que tome apenas o remédio contra febre que é o corpo dele lutando contra a febre, e deve ser um virus (virose) e voltamos pra casa sem saber o que ele tinha.

Ok crianças ficam doente, mas gente, eu fui lá atrás de descobrir porque meu filho tá com 40 graus de febre. O sistema é tão bom e maravilhoso, precisa de 4 horas de atendimento pra diagnosticar uma virose? Isso eu pago mais de 600 francos POR MÊS num plano de saúde BÁSICO pra mim e pra ele (incluindo dentista e um seguro de vida pra mim). E isso também não me livrou de ter problema no parto, de quase morrer, será que se o sistema fosse público eu teria então morrido porque o atendimento teria sido inferior?

Nunca saberemos. Cada um sabe de si e tem sua opinião, como disse no início, o assunto é polêmico. Eu experimentaria algo novo nesse caso, mas eu ne, os suíços são diferente, pelo menos a maioria, os alemães, no caso. Estão satisfeitos como está, pra que mudar. Economizar 400, 500 francos por mês, não não, melhor deixar como está.

Morar em país rico às vezes tem disso, você tem que seguir o ritmo, dançar conforme a música, e a música e o ritmo exigem muito muito jogo de cintura. Quem sabe nos próximos anos haja novamente uma votação nesse assunto, quem sabe eu até já vote, quem sabe.

27 setembro 2014

Como ir da Suíça para a Áustria de trem

Falei e cumpri. Criei a tag "viagem de trem" aqui no blog, de tanto que eu viajo de trem e tanto que eu tenho pra falar sobre o assunto. Acho que pode ajudar a quem procure informações a respeito. Não só sobre trem na Suíça não, isso também, mas também de trem de/para a Suíça de/para países vizinhos como por exemplo como ir da Suíça para Itália por Milão de trem, como ir da Suíça pra França de trem, como é viajar pela Suíça de trem com bebês de colo, além da principal estação de trem da Suíça, a estação de Zurique, e outros bonus como de trem pela Côte d'Azur, pela França, que eu adorei escrever.

Dicas úteis de como ir de um país a outro também que não seja de avião que é conhecimentos gerais, também já escrevi aqui e estão aí embaralhados na tag "viagens" (preciso organizar isso!) como por exemplo, como ir da Macedônia para Albânia de onibus, da Eslovênia para Croácia, no post de Liechtenstein como é para chegar lá da Suíça, enfim.

Mas chega de introdução. Vamos ao que interessa, aqui venho falar mais uma nova informação aqui nesse ramo: como ir para a Áustria da Suíça de trem. Bom, a Áustria faz fronteira com a Suíça ao leste do país. Sendo assim, com a parte alemã. E na parte alemã, a maior estação de trem é a de Zurique, portanto a melhor maneira de ir para a Áustria de trem é partir de Zurique.
A SBB é a empresa que controla os trens na Suíça, e a ÖBB, na Áustria. Assim como trens em parceria com a SNCF que é a empresa que controla os trens na França e a Trenitalia, principal operadora de trens na Itália, há uma linha que faz Zürich-Viena, que na verdade segue ainda além de Viena e vai até Budapeste. Mas como aqui estamos falando de Suíça-Áustria, vamos deixar a Hungria de lado por enquanto.
O trem Zurique-Viena é direto, isto é, ele pára em algumas estações, mas você não precisa trocar de trem. A viagem completa dura 7h50. Há 5 trens por dia que fazem esse trajeto, na verdade 6, mas o último que sai a noite é mais lento e dura 8h54. O primeiro é às 6:40 da manhã, chegando em Viena às 14:30, porém se seu destino for Innsbruck, você chega às 10:16. A parada seguinte é Salzburg, a cidade do Mozart encantadora, mais 2 horas de Innsbruck, isto é, 5 horas e meia de Zurique.
Todas essas informações de dia e horário (e também preço) você encontra nos sites da SBB e da ÖBB. Lá também você pode encontrar informações sobre lotação do trem, por exemplo, os trens de manhã cedo vão mais cheios, então você encontra o símbolo que são pessoinhas preenchidas de verde, amarelo ou vermelho, significando verde tranquilo/vazio, amarelo meio cheio e vermelho muito cheio.
Os trens no meio do dia e a tarde são mais tranquilos, então até mesmo a segunda classe (1 é 1a clase, 2 é 2a classe) tá em verde:
Os preços, por outro lado, variam pouco. Vez ou outra tem promoção mas o preço tarifado para quem não tem nenhum passe e nenhum desconto, isto é, bilhete avulso, custa 130 francos uma perna, isto é, só ida. Criança até 6 anos não paga. Por isso digo e repito que andar de trem aqui pela Europa é ótimo mas é caro, só vale a pena com algum passe. Se informe sobre o Eurailpass que foi o que eu usei quando rodei vários países de trem em 2004 na minha 1a vez aqui e também que sugeri aos meus avós usarem quando eles vieram em 2010 e andamos Suíça-França, é um excelente passe. Só escolher os países e a quantidade de dias que quer usar.
Já para quem tem o GA como eu aqui na Suíça que é o abonamento geral, paga apenas o trecho que irá usar na Áustria. Da mesma forma se você tiver abonamento na Áustria, só vai pagar o que andar na Suíça. Sendo assim, paguei 33 francos na minha passagem mais 5 francos de reserva de assento que é obrigatória. Fique sempre ligado se as reservas são recomendadas e se for, faça! Além de garantir seu lugar, algumas vezes recomendada significa obrigatória. E comprar bilhete/reserva no trem é sempre mais caro que no guichê ou na internet.
Já a viagem... o que posso dizer. Eu amo viajar de trem e mesmo tendo que prestar atenção em Edi, a paisagem que se vê da janela é sem igual. As 3 horas e meia passam rapidinho e quando vê, você já chegou. Os trens são super confortáveis, bem preparados e tem bastante espaço, mais que em avião. Há diferentes tipos de vagões, uns com cabines fechadas, outros com assentos em grupo, individuais, além de claro 1a e 2a classe. Mas todos igualmente preparados com tomadas, lixos, banheiro. Um problema recorrente é o espaço para malas que é sempre bem reduzido e é aquele esquema de quem chegar primeiro pega então se você chegar 2 minutos antes do seu trem sair, dificilmente vai achar um bom lugar pra por sua mala. E a responsabilidade é só sua.
Nunca chegou a ser um problema pra mim essa questão da mala, mas pra quem tá viajando com mala grande em trem como já vi por aí, pode ser uma grande dor de cabeça. Ora os vagões também não tem muito espaço para carrinhos de bebê por exemplo, então fica lá junto com as malas, bicicleta, tudo junto.
Os trens também sempre têm vagões restaurantes que são mega confortáveis e tem opções de refeições ou lanches servidos na moeda do país da companhia que opera o trem, embora euro ou franco (um ou outro) seja sempre aceito, talvez o troco venha na outra moeda. Ir de trem de um país a outro aqui nesse caso já é a viagem. Então é bom se preparar pra já começar a curtir do momento que se põe o pé dentro do trem. Gute Reise!

25 setembro 2014

Os alpes austríacos de Nordkette

Como falei no post de Innsbruck, a cidade fica numa espécie de vale, entre as montanhas tirolesas que cercam a região. São várias montanhas e cada área tem um nome. A Nordkette é na verdade um conjunto de montanhas, os alpes de Nordkette, ao norte de Innsbruck. Ela por sua vez faz parte de um outro conjunto maior de alpes conhecido como Karwendel. É a montanha mais ao sul dos alpes Karwendel e a mais accessível a partir de Innsbruck.
O teleférico que te leva da cidade atééééé lá no alto fica mesmo no meio da cidade. Essa foto aí de cima é a estação. Ande uns 5 minutos na Rennweg, saindo do museu Hofburg e o Landestheater que falei no post de Innsbruck e pronto, você já tá na estação. É só descer a escada rolante (ou pegar o elevador) e de lá, tem toda aquela infra estrutura que parece que você já tá em outro lugar, prestes a subir uma estação de esqui.
Em 20 minutos dá pra ir da estação mais baixa, isto é, a que você chega, a inicial, que fica no Congress Center de Innsbruck, até o topo mais alto da Nordkette conhecido como Hafelekar, a 2256 metros de altura!
Há estações intermediárias e você não está o tempo todo num teleférico. Primeiro você vai de Bahn até a estação Hungerburg onde tem o Alpenzoo que é o zoológico alpino, e de lá você sai do Bahn e pega um teleférico que parte a cada 15 minutos. Aí você vai subindo, subindo, subindo.... até a estação Hafelekar. Olha, sobe muito! De repente você está acima das árvores e começando a entrar nas nuvens!
É incrível! Mais incrível ainda é você chegar lá no topo e ver toda aquela infra estrutura impecável e tudo funcionando, e os pássaros passando de rasteira na sua cabeça! Hahahahaha! Mas olha, sério mesmo. Se você tem medo de altura, não vá! Porque é realmente muito alto! Lá no topo, oh, que maravilha! Aquela vista immmpressionante de Innsbruck láááá em baixo, o rio Inn, e os outros alpes mais lá longe. Uma vista panorâmica realmente sensacional que não se tem todo dia.
Ali é tão alto que é onde tem aquelas barras de ferro para aparar as avalanches de neve nas montanhas no inverno, sabe. Muito incrível. Agora que era final de verão estava 6 graus lá em cima (enquanto que em lá em baixo em Innsbruck estava 18, 20 graus), mas graças a Deus pegamos sol e deu pra "disfarçar" um pouco o frio.
No inverno ali é quase que parada obrigatória. É outro mood ver tudo aquilo ali coberto de neve, ne. Mas no verão também é bacana. Dá a impressão de estar no topo do mundo. Então ficamos uma manhã inteira ali curtindo a vista, o ambiente, lá em cima também tem um restaurante, e Edi ficou correndo pra lá e pra cá como se estivesse em qualquer outro lugar. Não tivemos nenhum problema de tontura, secura, falta de ar, nariz sangrando, graças a Deus!
O bilhete para ir até no topo e voltar custa 29.50 euros por pessoa, mas criança até 6 anos não paga nada. Obviamente é bom ir até lá quando tiver com tempo aberto e sol pois nublado não vai dar pra ver nada lá embaixo.

24 setembro 2014

Museu da Swarovski, Kristallwelten, o Mundo dos Cristais em Wattens, Austria

Eu mencionei no post anterior que a Swarovski é uma marca austríaca de cristais e joias com cristais. Quem não conhece a Swarovski?! A sede da fábrica fica perto de Innsbruck, numa cidade chamada Wattens, mais precisamente a meia hora de Innsbruck de ônibus. E é lá que fica o Kristallwelten, ou o Mundo dos Cristais Swarovski.
Daniel Swarovski fundou a Swarovski em Wattens em 1895 e hoje a marca continua sendo liderada pelas gerações seguintes de Daniel que é líder na produção de cristais no mundo inteiro. O Mundo dos Cristais não é exatamente um museu, ok tem tambem museu, mas é mais que isso. É um show multimedia projetado em 14 salas dedicadas à interpretação artística versátil do material cristal.
Você vai andando, subindo e descendo, entrando nas diferentes salas, em grande maioria escuras e decoradas para destacar o objeto em amostra. Em cada sala um objeto (ou mais de um) diferente. Todos produtos de cristais Swarovski e a cada sala é uma surpresa. O objetivo é entreter e fazer você mergulhar no mundo dos cristais.
Sapatos de cristais com uma zebra em cima, cavalos enormes de cristais, arquiteturas conhecidas feitas de cristais como o Taj Mahal, esculturas de cristais, uma sala toda de cristal que reflete um no outro produzindo um efeito incrível de ilusão de ótica, um teatrinho com objetos e animaizinhos de cristais entrando e saindo do mini palco, passarelas de vidro com cristais embaixo que a medida que você anda dá a impressão que o piso está quebrando e os cristais também, enfim, não vou contar tudo pra não estragar a surpresa de quem irá visitar um dia. Mas deixo a dica de que é possível fazer um tour virtual a cada sala no site deles aqui.
Nem se eu contasse nos mínimos detalhes daria também pra passar toda a emoção de visitar o mundo dos cristais. Só estando lá mesmo. O museu vai ficar fechado de Outubro agora de 2014 até Maio de 2015 para uma mega reforma e acredito que vai ficar ainda melhor do que já está. Agora quando estivemos lá, já havia algumas partes do lado de fora em reforma.
O parque do lado de fora é enorme e Edi mesmo adorou correr por ali hehehe. A entrada é um destaque a parte e na saída tem obviamente uma loja enooooorme da Swarovski com tudo quanto é produto deles com um precinho camarada. Não dá pra não comprar nem que seja uma canetinha de cristais, um par de brincos, um anel... hahahahaha.


Como chegar
A Swarovski oferece um shuttle (um ônibus) de Innsbruck até o Mundo dos Cristais 4 vezes por dia, a cada duas horas e do museu até Innsbruck de volta também. Você pode pegar o ônibus em 3 pontos de Innsbruck: a estação central (bem na frente mesmo, foi onde eu peguei), na Museumstrasse ou na Löwenhaus-ORF, sendo o primeiro ônibus saindo da estação central de trem às 9:00 da manhã. Veja todos os horários e detalhes aqui.


Quanto custa
A entrada para o Kristallwelten custa 11 euros para pessoas acima de 15 anos de idade, abaixo disso é de graça. Comprando o ticket do ônibus ida e volta (direto no ônibus mesmo) junto com a entrada para o museu custa 14 euros e você ainda tem 2 euros de desconto se comprar algo na loja do museu acima de 11 euros.

Passamos uma manhã inteira por ali e no final ainda fomos no cafe que tem por lá bem agradável e com biscoitos em formato da arquitetura da entrada do museu, e depois voltamos com o shuttle de volta a Innsbruck. Sem dúvida uma experiência única.

http://www.kristallwelten.swarovski.com/