30 maio 2014

Resultado da enquete!

Finalmente!
Quase 1 mês depois do anúncio do resultado do sorteio, aqui estou eu para anunciar o resultado da enquete
100 mil visitas do Brasil novamente com um vídeo glamour zero hehehe.
Não sabia se ia fazer video ou não, mas terminei achando a melhor maneira para anunciar as 3 melhores respostas! Então mesmo sem muita preparação aqui está!
O vídeo ficou meio longo! Isso porque eu editei! Falo demais mesmo...
E surpresa no fim do video.... abafa.
Meu sotaque também muda, gente, viu, é normal...

Então sem mais delongas, vamos lá!



Parabéns às vencedoras!!
Entrarei em contato para pegar os dados e preparar as encomendas!

27 maio 2014

Rapperswil

Aproveitando o embalo de posts da Suíça porque esse país é lindo: Rapperswil!
Mais um passeio rápido de Zurique, apenas 40 minutos de SBahn (trem de curta distância), Rapperswil pode ser complicadinho de pronunciar no início, mas faça os dois R como o R de faRofa e não como R de Régua e estará falando certo.
No mesmo esquema de Zug, fomos lá outro dia no final da tarde porque a cidade é pequena, ainda menor que Zug, com 8 mil pessoas e não tem tanto assim pra ver. Aliás, até tem. O Zoológico de lá é super famoso, e eu ainda quero ir lá com calma pra levar Edi, mas dessa vez fomos só dar uma volta rápida na beira do lago.
A cidade Rapperswil não fica mais no cantão de Zurich, mas sim no cantão de St Gallen (do qual St Gallen é a capital), porém ainda nas margens do lado leste do lago Zurich, que aliás naquela área chama-se Obersee.
Agora com a primavera e com dias longos de sol, a paisagem ao redor do lago, interrompida pelos alpes ao fundo é simplesmente fantástica. É tão perfeito que parece mesmo uma pintura. Difícil é enquadrar a melhor foto, quando qualquer clic vira um cartão postal.
Rapperswil também tem um centro antigo bacaninha pra bater perna e ainda conseguimos dar uma volta por lá também, apesar de já estar anoitecendo e ser segunda-feira, então não tinha muito movimento. Mas certeza que aquilo ali dia de sábado com sol, deve ser difícil de ter pouca gente.
 Muito turístico e muito agradável.

25 maio 2014

Zug

Zug é uma cidadezinha suiça muuuito linda a beira do lago Zug. Zug também é o nome do cantão, aliás o menor cantão da Suíça, onde ela (Zug, cidade) é a capital. É, parece meio sem criatividade mesmo. O cantão, a cidade e o lago têm o mesmo nome: Zug. Que aliás em Alemão significa "trem", mas tudo bem. Reza a lenda que a cidade se chama Zug por causa da pesca nos tempos medievais, o que me deixa menos sem entender ainda, porque não sei o que tem a ver Zug com pesca, e ninguém conseguiu me explicar isso até hoje, mas tudo bem.
Ouvi sobre Zug pela primeira vez quando conheci uns caras do trabalho que moravam em Zug mas trabalhavam em Zurich e vinham de trem todos os dias. Ora 25 minutos de trem que separam as duas cidades não é muita coisa. Até quem mora nos arredores de Zurique as vezes encaram isso também. É, Zug é como se fosse ainda nos arredores de Zurique. E ainda poder contar com uma vida mais barata deve valer muito a pena morar lá.
Vida mais barata porque Zug tem o sistema de impostos mais baixo do país. Sim, cada cantão tem as suas regras. Então morando lá, se paga menos imposto que em Zurique por exemplo. E que em qualquer outro cantão. E isso em se falando de Suíça é muito valioso. Aliás, é também por esse motivo que várias empresas decidem colocar seu escritório em Zug, mesmo sendo uma cidade de apenas 26 mil habitantes.
Então quando mamys estava aqui, aproveitei um dia depois do expediente pra ir lá conhecer Zug no final da tarde. O dia estava lindééérrimo e eu fiquei estonteada com a lindeza que é essa cidade. Bom, pra falar a verdade, não conheci quase nada da cidade em si porque mal andamos pelas ruas do centro antigo. Ficamos a maior parte mesmo ao longo do lago Zug porque simplesmente não conseguia parar de admirar essa paisagem.
Acho que era uma quarta-feira. Um dia comum, 6 da tarde, primavera, tulipas na rua, 6, 7 da tarde maior sol como se fosse 3 da tarde, adoro isso. E pelo lago Zug pessoas fazendo canoagem e na orla, pessoas caminhando, sentadas nos bancos. Difícil se lembrar de algum problema com um passeio desses.
Nessa época é assim: o tempo tá perfeito, maravilhoso, não precisa andar todo encasacado. Mas deixa só dar 8 da "tarde" quando o sol começa a baixar que voce começa a sentir o vento mais frio. Então nessa leva, quando começou a anoitecer fomos pra um restaurante, jantamos e ainda assistimos o por do sol fantástico nesse lago lindo.
Demais.

22 maio 2014

Da Eslovênia para a Croácia de trem

E aí? Como foi mais essa aventura? Aqui estou eu para contar mais uma para meu curriculo.

Bom, então é só olhar no mapa e ver que a Eslovênia faz fronteira com a Croácia, ne. Certo. Ir de avião de Ljubljana para as principais cidades da Croácia não tem mistério. Aeroporto é o mesmo esquema em qualquer lugar. Porem de ônibus, o sistema é diferente.

Como falei no post de Bled, a estação de ônibus fica na frente da estação de trem. E a estação de trem de Ljubljana só tem uma.
Apesar de ter comprado o ticket do trem meia hora antes da viagem, acredito que no verão seja preciso mais antecedência para programar essas idas e vindas. Sol, férias, verão, imagina ne. Agora não porque apesar de ter sido no fim de semana, não é alta estação, o clima ainda está se decidindo, então os trens são mais tranquilos.
O guichê de bilhetes internacionais abria às 6 da manhã e às 6:10 estávamos lá comprando o ticket para o trem das 6:35, já que a intenção era aproveitar ao máximo o dia em Zagreb e empurrar as viagens de trem para o quanto antes possível e a volta o quanto mais tarde possível.
O trem direto levaria 2 horas e 20 minutos e o ticket ida e volta Ljubljana-Zagreb custou 24,90 euros (1 pessoa). Bebe não paga. Os horários da ida quem me deu foi o concierge do hotel que estávamos, mas lá na estação obviamente voce encontra todas as informações. Basicamente são 4 trens direto por dia que fazem esse trajeto. 2 trens de manhã e 2 trens a tarde. E a mesma coisa na volta.

A viagem em si é bem tranquila. Não deu pra dormir porque Edi estava aceso, então fomos passando o tempo mesmo. Apesar de não ter vagão com espaço para carrinhos de bebe, encostei o carrinho de Edi no lugar de por as malas atrapalhando ainda um pouco a passagem do corredor, mas como não tinha outro jeito, foi assim mesmo, sem maiores problemas.
Tanto para a Eslovênia quanto para a Croácia, brasileiros não precisam de visto. Só precisa de um passaporte válido e estar na Europa há menos de 3 meses. A não ser que voce more aqui e tenha uma permissão de residência ou visto, claro.
O controle da fronteira é feito dentro do trem. Em uma estação que o trem pára, sobem os policiais federais da Eslovênia e Croácia e são feitos 2 controles, um de cada país. Pedem passaporte, olham de onde voce é, procuram o carimbo no passaporte de entrada na Europa, etc. No meu caso tive que mostrar minha permissão de residência na Suiça. Na volta, uma policial implicou comigo sem entender porque eu estava morando na Suiça se eu não sou casada e tenho um filho. Ai ai, eu ainda tenho que ouvir essas coisas....
Edi veio bem na viagem. Bem acordado! hahahahaha. Eu e mamys tivemos que distraí-lo durante toda a viagem com brincadeiras, músicas, caretas, desenho no ipad e andando pelo corredor. Mas acho que ele já vem se acostumando bem a essas andanças. Sempre parece estar gostando das aventuras e tal. É só seguir a rotina dele, ter onde enconstar na hora do cochilo, ter onde trocar a fraldinha e estar com as comidas e bebidas prontas quando a fome bater, não tem muito mistério.
É isso. Chegando na estação principal de Zagreb, pronto. Não tem mais controle nenhum, é só descer e começar a andança pois a estação fica bem central mesmo. Só é preciso trocar algum dinheiro pela kuna croata, pois apesar da Croácia já ter ingressado na União Europeia, o Euro não é aceito ainda em todos os lugares.
E pronto!
Bom passeio!

21 maio 2014

Zagreb

Como eu falei no post introdutório sobre a Croácia e a Eslovênia, não foi dessa vez que conheci tudo que a Croácia tem pra ver. Aliás, tudo não vou ver nem tão cedo, mas pelo menos as cidades mais populares. A viagem à Croácia até a nossa chegada na Eslovênia ainda era incerta. Distância e clima eram os principais motivos da dúvida.
Mas como também já contei lá, 4 dias na Eslovênia parecia demais. Aliás, não era nem isso, mas as outras cidades para conhecer além de Ljubljana e Bled exigiriam muita mão de obra. Conhecer as cavernas de Postojna com um carrinho de bebe não é assim a coisa mais prática do mundo. Então pela distância, que ora parecia longa, ora parecia curta, mas que avaliando os benefícios, terminou sendo curta, e pelo clima que surpreendeu a previsão de chuva, consegui incluir a passagem por Zagreb no roteiro.
É, 2 horas e 20 minutos de trem pra ir mais 2 horas e 20 minutos de trem pra voltar não é necessariamente o que se chamaria de "curta distância". Acordar mega cedo, enrolar Edi no trem esse tempo todo, andar pra cima e pra baixo pra voltar no fim do dia, mais 2 horas e 20 de trem pra voltar, mais enrolação e chegar exausta. Bem, o que posso dizer.... Sou dessas.
Ainda bem que minha mãe é também, porque olha, acho que não era qualquer um que aguentaria o rojão. Mas como a viagem a Eslovênia estava tranquila até demais com Bled e Ljubljana, não custava nada acelerar um pouquinho num dia e descansar no dia seguinte.
Afinal, a vantagem era conhecer a Croácia!
Croácia, o que eu sabia sobre ela?
Só me vinha na cabeça a bandeira com quadradinhos azul e vermelho. Lá fui eu de novo atrás de guia e blogs de viagem e me preparar pra um talvez-quem-sabe bate e volta até Zagreb.
Bom, eu sabia também da fama das praias maravilhosas na costa do Adriático, mas de novo, não seria dessa vez. Muito se ouviu e falou sobre a Croácia no ano passado quando o país entrou para a União Europeia. A impressão que eu tinha era que a Croácia era um "falso" país do leste europeu, ou um leste mais ocidentalizado.
Os croatas penaram um pouco para conseguir sua liberdade do domínio turco. Bom, tudo vinha muito bem com o império húngaro-croata e sucessor depois de sucessor no comando, até um rei húngaro morrer sem deixar herdeiros, o que deixou o espaço aberto para a invasão dos sultões no século 14. Mas depois daí teve muita história e conflitos em busca do domínio do território croata, revoltas austro-húngaras e influência italiana falaram alto, principalmente pela distância do país.
Depois da 2a guerra mundial, quando a Sérvia se rebelava em mais uma mini guerra atrás de formar o que foi a Iugoslávia, a Croácia ficou presa e ocupada pelos servos por mais 5 anos, embora ainda depois disso, várias disputas territoriais continuaram acontecendo.
Hoje a Croácia é um país fascinante, com grande diversidade étnica, cultural e histórica, digna de reconhecimento. A sua capital Zagreb é o coração da vida cultural, econômica e política do país. A primeira impressão que tive ao chegar em Zagreb é que é tudo muito muito organizado. Uma cidade cheia de parques e praças bem cuidadas, com prédios enormes sediando galeria nacional não sei do que, museu nacional de não sei o que lá.
Não tive tempo de visitar museus em Zagreb, afinal só tínhamos 1 dia por lá. Então queria mais era explorar os arredores, sentir a vibe da cidade, aquela que parece conectar o leste com o oeste da Europa na Croácia.
Em algumas horas de andança, as ruas parecem uma Eslovênia bem cuidada. Em outras, uma Sérvia querendo ser reconhecida. De fato Zagreb tem muito o que se ver e visitar. Mais de 20 museus, 10 teatros, 300 bibliotecas. Uma voltinha na avenida principal saindo da estação central de trem isso é perceptível.
Isso até chegar na praça principal da cidade, a Trg Bana Jelacica, onde dali pra trás o centro histórico de Zagreb se inicia. Muito infelizmente não deu tempo de andar por todo o centro antigo, mas pude ter uma pequena boa impressão do que vi. Uma catedral gigante, um mercado de frutas, e ruas de pedestres daquelas que voce anda anda e não percebe que já andou tanto.
A famosa igreja de St Mark, aquela com o teto pintadinho de azul e vermelho eu não consegui ver. Logo chegou a hora de voltar e ficou pra próxima vez. Sim, porque como ja disse n vezes, não vi nem metade do que queria ver na Croácia e espero voltar lá em breve.
Agora os detalhes práticos do bate-volta da Eslovênia à Croácia de trem e o controle de fronteira e passaporte merecem um post exclusivo. Contarei em seguida. Esse post aqui, infelizmente como a passagem por Zagreb, vai ser curtinho.