29 junho 2010

Todo dia ela faz tudo sempre igual

Eu odeio acordar cedo. Todo dia quando meu despertador toca, antes de abrir o olho por uns 3 segundos eu sempre tento identificar algum fator que possa me impedir de ir trabalhar e poder continuar dormindo. Eu sei, Deus castiga, mas também não tô morrendo de amores pelo meu trabalho ultimamente como já disse aqui. E ir trabalhar desmotivada é uó. Deus queira que essa fase passe logo. Mas enfim. Depois de apertar o snooze umas 2, 3 vezes, termino abrindo o olho e dando de cara com Juca sorrindo e levanto tombando nas coisas. Tomo banho, desperto, troco de roupa, me apronto toda, fecho a porta da sala e do meu quarto pra Juca não subir na cama nem no sofá e saio pro trabalho. Ando um pouco, atravesso uma rua e dou a volta no prédio pra chegar à porta do prédio do trabalho. Passo meu crachá, abro uma porta, passo o crachá de novo, uma outra porta se abre, entro, a porta fecha e a outra abre, entro, bato o ponto, pego o elevador e vou pro meu andar. Quando chego na minha sala, guardo minhas coisas, ligo meu pc, vejo as notícias, checo meu email, leio email da minha mãe, respondo e começo a trabalhar.

Eu e minha mãe nos falamos todos os dias por email e algumas vezes na semana e fim de semana por telefone. Ela acompanha tudo que acontece por aqui, ainda com mais detalhes do que conto no blog. Ao final do dia lá ela me manda um email falando das coisas do lado de lá e todo santo dia de manhã cedo eu leio do lado de cá. E aí respondo, quando ela acorda lá, ela lê lá o que escrevi e responde, e aí na minha pausa eu leio o dela e respondo e assim vai até o final do meu expediente. O email dela de ontem a noite foi maior parte falando do jogo, perguntando da repercussão por aqui, e eu acabei de responder:

bom dia mamys!
ah que bom que o brasil ganhou ontem, fui dormir sorrindo.
acordei cedo, tomei banho, lavei o cabelo, fiz escova e vim pro trabalho de casaco mas tirei o casaco no meio do caminho pq o sol tava esquentando demais! to aqui de blusa sem manga. é... o verão chegoooou!!! são 9:24 estamos aqui na sala com as 2 janelas abertas, 21 graus, maior solzão. lindo dia. sexta-feira ta previsto chegar até 31 graus e minima de 16, vai ser o dia mais quente do ano até agora. justo no dia do jogo do brasil!!
os *** aqui da sala não falaram nada do jogo de ontem, mas x passou aqui na sala logo cedo, olhou pra mim e disse "bravo". simona tb passou e deu parabens pro brasil. quando estava chegando na upu la em baixo pegando o elevador, uma escocesa do quarto andar chegou junto comigo e soh falando que o brasil ontem foi sensacional. subi, tomei cafe da manha como sempre e os meninos todos soh falavam nisso. que o brasil jogou lindo, que agora estão preocupados que o brasil parece realmente estar aqui pra ganhar e tal. ontem na bbc ainda fiquei assistindo e o locutor dizendo que agora ficava dificil impedir o brasil de ganhar a sexta estrela. "brilhante" eles diziam. ja li aqui a manchete dos principais jornais na internet e todas falam que o brasil foi mto superior ao chile, e que o chile antes estava sendo visto como uma grande surpresa, que estava mostrando grandes talentos, otimos jogadores, tecnicas e tal, mas que perto do brasil tudo ficou apagado pelas estrelas que o brasil carrega. ah como é bom ser brasileira nessa hora :)
hoje o almoco aqui nao eh bom, eh risoto de nao sei o que ou carne de porco. almocei bem ontem, entao hoje acho que vou comer um sanduiche pq amanha ja vi que eh lasanha e vou almocar aqui. oba.
os meninos estavam querendo assistir o jogo de hoje na cidade. espanha x portugal. se eles forem mesmo, eu acho que vou tb, ainda nao sei.
ontem a noite ainda andei com juca toda malamanhada do jeito que eu tava, desci. de pijama com aquela calça vermelha e uma blusona, nem liguei.
daqui a 3 semana é meu aniversário e estaremos em paris!!!
ainda tenho que preparar o roteiro do dia a dia detalhado, soh planejei superficialmente.

bjos



O início do meu dia "conversando" com minha mãe é uma das coisas que me faz ficar bem aqui. Ela sempre acompanhou com detalhes toda a trajetória dos meus passos. Me ajuda, me dá opiniões e critica quando é preciso. Estando tão longe, continua aqui, bem perto do meu coração.

27 junho 2010

Piscinão suíço

Domingão, solzão, verão, 28 graus, dia de piscinão.




















Eu já tinha ouvido falar muito que no verão aqui os suíços vão todos se refugiar nas piscinas públicas, parques e campings ao ar livre pra aproveitar o sol. No verão passado, eu estava chegando e não vi nada disso. Na ida ao Eichholz no início do mês, começei a ver como é esse tal comportamento e até comentei que o tempo ia esquentar e aí sim eu poderia ver este episódio melhor. E chegou o dia. Hoje o dia amanheceu me expulsando da cama e eu não tive coragem de ficar em casa. Um sol lindo e um céu tão azul, que só em pensar que poucos meses atrás estávamos tendo dias nublados, um frio de matar e que daqui a poucos meses isso vai voltar de novo, levantei num pulo de assustar Juca.

Fomos ao Weyermannshaus, ou Weyerli pros íntimos (em suíço alemão, tudo com "li" no final é diminutivo). Na chegada, aquela imagem: uma piscina enoooorme e uma área verde gigante também ao redor, os suíços e o montão de estrangeiro com sua toalha esticada na grama com os modelitos de banho mais inusitados, lendo seu livro, comendo qualquer coisa, tomando Rivella, torrando no sol ou esperando a temperatura da água aumentar. Quando chegamos, a água estava a 21 graus... mas nem a pau que eu ia entrar nessa água!!! Parecia mais um cubo de gelo que tinha acabado de derreter mas ainda muito gelado. Não, não e não. De onde eu venho, a água é 28, 30 graus, gente, não tinha condições, muito gelada a água! Bom, passado o susto e a revolta com o gelo que tava a água, arrumamos um lugarzinho na sombra que depois virol sol e ficamos por lá.





































































Quando a gente chegou, tinha gente, mas não tava lotado lotado. Um dos motivos que Priscilla escolheu ir pra lá é porque lá tem muito espaço diferente do Marzili que fica na cidade, é pequeno e fica impossível. Só que lá pras 2 horas da tarde, começou a chegar gente, gente, gente e mais gente, que eu não sei o que esse povo todo faz quando não faz sol. Parece que a cidade inteira tava lá no Weyerli. Não tinha mais pra onde eu esticar minha toalha pra fugir do sol porque já tinha outra toalha de outra pessoa quase encostando em mim, não tinha mais grama livre, só gente, gente e mais gente. Não teve jeito, tive que ficar no sol. E não é que até peguei uma corzinha?




































Tenho que confessar que subestimei o verão europeu. Tudo bem, tudo bem.... ééé verão. Mas é que pra mim, o verão que vi hoje é quase um dia de inverno no nordeste brasileiro. Porque lá no inverno não faz aquele calorão que faz no verão, às vezes chove, mas temos dias de 27 graus onde a praia tá cheia. Aqui no verão é que faz 27 graus, sol, mas não é aquele calor de suar de se acabar como é no Brasil. Mas quer saber, eu gostei e tá bom demais. Calor demais também às vezes é desagradável, eu fico logo com dor de cabeça e não tem água nem cerveja nem protetor solar que dê conta de aguentar ficar muito tempo no sol. Hoje fiquei horas e horas, tô aqui só rosadinha e meu novo vício, o Rivella, foi suficiente pra acompanhar e hidratar o dia na piscina.


























Ainda no fim, acredite se puder, a 23 graus na piscina, encarei o gelo e mergulhei..........
Queee friiiiiiiiio da p***************!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É só isso que tenho a dizer. Voltei pra grama e o frio passou logo com o sol que tava fazendo. Não duvido nada se tiver chegado aos 30 graus ali, porque tava quente!! Por volta das 17h resolvemos ir embora e ainda tinha gente chegando. Agora estou aqui escrevendo este post são 19:40 e o sol continua a brilhar como se fosse 14h. A piscina fica aberta até às 20h. Aí sim é típico de verão europeu, porque de onde eu venho o sol se põe as 17:30 seja inverno seja verão.

25 junho 2010

Mulher de fases

Há 1 ano atrás, eu encerrava uma fase muito importante na minha vida: o final do meu mestrado. Fiquei louca no fim da escrita da minha dissertação porque tinha conseguido meu emprego aqui, tinha data pra começar, mas ainda precisava terminar de escrever e defender. Foi um sufoco. Passei 3 semanas trancafiada no quarto só escrevendo pra dar tempo de defender dia 1 de Julho e partir pra cá dia 5 de Julho. Deu. Foi corrido, mas deu. A banca aceitou o (curto) prazo, defendi e virei mestre. Nada da noite pro dia. Foi um processo que durou 2 anos. Eu já estava formada há mais de 2 anos, trabalhava e resolvi tentar o mestrado. Fui aceita e ainda consegui bolsa. Pra ter a bolsa, teria que sair do trabalho e ser dedicação exclusiva. Saí. Resolvi mudar e iniciar uma nova fase e voltar a ser estudante. Risco enorme, pois não tava mais acostumada ao ritmo de estudar 500 horas por dia, trabalhos, professores carrascos e ser autônoma nos meus horários de trabalho e organização. Não foi fácil. Penei muito. Mas consegui. Passei o maior sufoco da minha vida pra passar nas disciplinas, só faltei morrer de agonia estudando de novo arquitetura de computadores e as listas de exercícios (pra entregar!!) de teoria da computação, me arrependi horrores de ter largado meu emprego e estar recebendo uma mixaria de bolsa pra me acabar de estudar, mas depois que passei nas disciplinas e que "só" (só?) tinha que pesquisar e encontrar inspiração pro meu foco e pro meu projeto, melhorou. Meu orientador me colocou num grupo de pesquisas e num projeto onde eu finalmente progredi. A medida que progredia, escrevia, via resultados dos meus testes e dos experimentos e escrevia. Meu orientador me orientou a escrever papers. Ele queria que eu continuasse estudando e emendasse num doutorado. No fundo eu não sabia o que eu ia fazer, se voltava pra indústria ou se embarcava mesmo num doutorado. Mas a verdade é que o meio acadêmico é demais pra mim. Não sou cdf e o que meus colegas aprendiam em 2 horas eu passava 1 semana estudando em casa pra chegar no nível deles e nem sempre conseguia. Era um sufoco, uma força contra a gravidade, nadar contra a maré. Muito sofrimento e eu ia envelhecer muito rápido se tivesse escolhido doutorado. Mas topei a idéia dos papers (que seriam fundamentais se quisesse um doutorado depois) e escrevi três. Submeti a três conferências diferentes. Um não foi aceito, dois foram. Fiquei muuuito feliz, vi meu esforço sendo reconhecido, as conferências eram de nível internacional, uma delas bancou a minha viagem pra Alemanha e a outra me deu ajuda de custo do CNPQ! Viajei, apresentei pela primeira vez meus papers em inglês no Rio e na Alemanha. No meio de tanta gente tão inteligente e importante apresentando seus feitos e descobertas do mundo nerd pro mundo, eu apresentando minha humilde pesquisa. E foi tão bom. Fizeram perguntas, elogiaram, criticaram, pediram meu cartão de visita, meu email, meu LinkedIn, conheci gente da área que tenho contato até hoje. Foi maravilhoso. O sufoco foi temporário, a conquista é para sempre. Finalmente vi que todo meu esforço estava finalmente sendo recompensado e meu resultado final logo ali no fim do túnel (o título de mestre) iria me acompanhar pro resto da minha vida. Era o final de mais uma fase. Olhando essa foto aí de baixo me lembro das pessoas que passaram pelo sufoco mestrado comigo (turma "O que vale é a gréia") e hoje não me arrependo de nada.




















Mas passou. Foi uma fase. Hoje não sei se posso dizer que voltei pra indústria como achei que quisesse, mas definitivamente saí da academia. Meu trabalho hoje não é de fato na indústria, tá mais pra emprego público. Penso ser uma fase também. Como tantas outras. Nunca imaginei que depois de terminar a faculdade que me custaram dolorosos e deliciosos 6 anos da minha vida, iria voltar a universidade. E voltei. Era louca pra me formar, trabalhar, ter meu dinheiro e ser independente de vez. Era uma fase. Já tive fases de trabalhar 400 mil horas por semana, viajar a trabalho, trabalhar fim de semana, fins de semana de farra sem parar, fins de semana grudada no namorado. Já fui noiva! Foi uma fase... Achei que ia casar, ter filhos e hoje com meus 27 anos achava que estaria já estabilizada mãe de família em algum bairro do Recife com meu marido e dois filhos. Ô fase essa, não sei como pude imaginar isso. Devia mesmo estar muito apaixonada. Não me vejo como Amélia nunca e estou muito feliz das minhas escolhas, decisões e da direção que minha vida está hoje. Foi uma fase. Já tive fases onde achei que era a mais feliz das criaturas e a mais amaldiçoada. Fases que tinha os melhores amigos ao meu redor e fases onde estava completamente sozinha. Fases. O que seria de mim sem elas? Uma seguidora de moda, tradições e costumes? Não. Eu mudo. Passo por fases, faço questão. Não tenho medo de ir, tenho medo de ficar. Assim posso me conhecer mais. Fases. Todas passam e sempre há uma nova pra chegar.

24 junho 2010

Sobre o meu trabalho

Já fiz algumas postagens sobre o meu trabalho aqui na Suíça. Em poucos dias completo 1 ano de UPU e resolvi fazer este post pra relembrar o que já passou, o que mudou e as perspectivas pro futuro. No começo, fiquei muito feliz e empolgada por estar trabalhando em um órgão da ONU e qualquer coisa que me mandassem fazer, eu tava contente. O primeiro projeto que me envolvi trabalhei sozinha sozinha e adorei. É claro que havia outras pessoas, um italiano, um polonês, um português, mas na minha área só eu. Fui no meu ritmo, do meu jeito e deu certo. Era um projeto pequeno e eu não tinha tanta responsabilidade assim, mas adorei. Comigo trabalham pessoas de 17 nacionalidades diferentes, no total quase 50 pessoas no meu departamento e nem precisa dizer que é fundamental o velho e manjado jogo de cintura pra não pagar nenhum mico ou se estressar "a toa". É claro que rola também a parte social, tivemos festa de verão, festa de Natal, dia postal mundial, churrasco de verão, conheci muita gente, fiz amizades e despedidas. Contei do meu lugarzinho de todos os dias, da mudança de tempo que assisti da minha janela, do meu sofrimento com o frio, da preocupação do bureau com o clima do planeta e das coisas que não me agradam.

É, já falei um bocado sobre meu trabalho. O tempo passou, as lentes mudaram e hoje eu já não vou trabalhar assim feliz e saltitante como antes. Pode ser um órgão da ONU, ter inúmeras vantagens e tal, mas o que mais importa hoje pra mim é o dia a dia. Hoje eu estou a trabalhar com outra coisa diferente do que comentei no início. Estou envolvida no maior projeto de TI do bureau, que é o IPS, International Postal System, o sistema internacional postal, que é o software presente nos correios dos países que são membros da união. Como cada país tem suas regras e particularidades, acordos com outros países e correios, taxas e diferentes sistemas de tributação para envio e recebimento de carta, carta registrada, encomenda, pacote, correio prioridade dentro das infinitas exceções das regras que existem, você pode ter uma idéia da complexidade do pepino software que eu tenho que lidar todo santo dia, pois ele tem que refletir todas essas exigências e mais um pouco. Estou aqui para ajudar a diminuir as falhas que nele existem e levar mais precisão (accuracy) no uso desses sistemas aos diversos países que o usam. Primeiro que pra entender o "mundo postal" não é assim da noite pro dia e nem do ano pro outro, se querem saber a verdade. Até hoje, confundo identificador de parcel com carta, ordem dos códigos, códigos de países, e isso é uma chatice coisa que me faz perder muito tempo e paciência nas minhas tarefas diárias. Mas tudo bem, é a vida e em qualquer lugar isso pode acontecer ou qualquer pessoa no meu lugar estaria passando a mesma coisa. Todo mundo diz que é normal, e leva tempo e tudo o mais. Ótimo, menos mal. Todo mundo, menos os meus co-workers que eu ficaria feliz se eles falassem alguma coisa. Tudo poderia ser muito mais fácil se as pessoas com as quais você trabalha também pensassem assim e de fato ajudassem de alguma forma. Como nem tudo é perfeito (oi?), os cidadãos que trabalham comigo me deixam me ferrar sozinha em desbravar o caminho das pedras IPS e me ajudam muito pouco, temos poucas reuniões de acompanhamento e ninguém compartilha conhecimento. Problemas que eles já enfrentaram no passado e que eu enfrento hoje são vistos como novos, mesmo não sendo. Ninguém se mexe, não sei o que se passa. São muito individualistas e parecem que têm medo de falar demais. Mas de falar de menos ninguém tem medo. Vou por a culpa na diferença cultural porque não quero julgar o profissionalismo de ninguém aqui. Mas tudo bem. Segundo, não vou me alongar muito também no fato que também seria muito mais fácil se a pessoa que é responsável por um dos países que estou tendo que trabalhar não fosse tão nariz empinado e insuportável que ignora minhas opiniões e já até deu em cima do meu namorado! Ahh não posso mesmo me alongar muito neste assunto!

De fato tem muito espaço pra melhorias. Estamos passando por uma reorganização de times no momento, um cara vai voltar pro seu país, outro vai substituir, nosso time vai pra não sei aonde, outro foi contratado, enfim. Nem eu sei como isso vai ficar. Por diversas vezes já cheguei em casa com um sorriso de orelha a orelha pelo maravilhoso dia que tive no trabalho, quando todo mundo me ouviu, falei as coisas certas nas horas certas e me senti tão produtiva. E tantas outras tão decepcionada que nada funcionou, que não era o que eu achava, que o planejamento tá errado, que perdi tempo fazendo alguma coisa, que só chorar ia me fazer melhorar. Já pensei em atualizar meu curriculo, em procurar outra coisa, ou em dar mais tempo e tentar me acostumar mais. Acomodada é que não fico. Por enquanto permaneço, porque vejo a reorganização como uma oportunidade, e meu novo chefe já veio sondar novas responsabilidades a serem atribuídas a mim no futuro. Eu: "bien sûr!". Quem me conhece sabe que não sou de ficar empurrando nada com a barriga e gosto das coisas bem definidas. O bureau pode ser um ótimo lugar pra se fazer carreira, mas se algo não tá agradando tento mudar. Ficar insatisfeita é que não fico. Veremos o que o segundo ano de bureau tem pra mim. Aguardem cenas dos próximos capítulos! Hopefully, boas notícias!

23 junho 2010

O achado

É o último post sobre Basel, prometo! Estávamos andando ainda pela cidade só nós meninas, já fim de dia, cansadas e sem nem saber pra onde estávamos indo, começamos a ficar com fome. Não tava assim calooor calor, mas paramos numa sorveteria porque era a coisa mais perto que tinha. Sentamos lá nós três de frente pra televisão que tava passando um jogo que nem lembro mais qual era, e ficamos olhando o menu escolhendo o que pedir. Passou mais de 15 minutos, intervalo pro segundo tempo e nada de virem nos atender. Ah, tchau, levantamos e fomos continuar procurando outro lugar. Que bom porque eu nem queria mesmo sorvete. Andamos, andamos, andamos e andamos mais um pouco, quando passamos numa rua que tinha uma subida e Valéria foi lá ver o que tinha. Eu já morta de cansada, fiquei lá em baixo esperando e Dani tava tirando foto. Eis que volta Valéria chamando a gente pra subir lá a tal rua porque tinha um super-hiper-mega-ultra cool bar. Não me pergunte o nome do bar. Capaz de nem ter. Mas não é que o bar foi um achado? Estilo Hard Rock Cafe, super cool e a garçonete super gente boa ainda foi pesquisar na internet pra nos ajudar a achar um lugar pra estender a night na cidade que não conhecíamos muito bem. Basel aprovadíssima!























































































Pena mesmo não ter alertado pro nome do lugar, mas a Evelin que nos ajudou a gostar ainda mais do bar e da cidade tá bem aí ó!

22 junho 2010

IMAGINE - festival contra o racismo

Nem vou me fazer de entendida e apoiadora de causas sociais porque não é verdade. No post anterior, comentei que assim que chegamos no centro de Basel, tava tendo um festival lá de graça com palco, banda, um mundarel de gente e tal. Eu nem sabia que esse festival existia e nem sabia que ia dar de cara com isso lá. Chegamos, fomos andar, andamos até o centro e tava tendo isso lá, claro que fomos conferir o que era. Só que o show era de muito boa qualidade, tinha muita gente e fui me informar do assunto, pois não parecia um eventozinho qualquer.




















E não era mesmo. Era o Imagine, o festival contra o racismo. O festival já acontece há 8 anos e cada ano tem um tema que busca promover a discussão e origem do racismo e identificar soluções, buscar e atrair gente interessada e tudo mais. O tema deste ano era como a propaganda influencia no julgamento de pessoas e coisas que vemos, baseados em contos de fadas e estereótipos. Eu não participei de discussão nenhuma, isso tem no site. O evento não era só uma desculpa pro povo curtir os shows e se embebedar, havia workshops e contava com o patrocínio de grandes empresas como Credit Suisse e Radisson hotéis.




















Arrumamos um lugarzinho lá, ficamos ouvindo a música, olhando e andando ao redor, vendo o público mais diverso possível: de patricinhas maquiadérrimas com blusas da Argentina que tinha acabado de ganhar o jogo contra a Nigéria, a maloqueiros fumando maconha na maior. Nessas horas até me pergunto sobre o jeito suíço de ser, e também não dá pra saber a real causa de todos os "estereótipos" que estavam lá, mas deixa pra lá, o foco do post não é levantar polêmica nem discussão, e a verdade é que tem gente de tudo quanto é tipo em qualquer lugar desse mundo mesmo! Mas o que me chamou atenção foi a infra-estrutura montada, várias tendas de comidas indiana, mexicana, chinesa, italiana, e, logicamente, a banda que tava tocando. Descobri que a banda que tocava na hora que estávamos lá é da Suécia e se chama Friska Viljor. Um estilo bem alternativozinho, muito do agradável. Não conhecia nenhuma música e fiquei lá curtindo com o meu pessoal.

















































Eric não teve nem tempo de terminar de devorar a batatinha antes de tirar a foto, tadinho! Depois de um prato recheado de comida chinesa pra forrar o estômago, ainda ficamos mais um pouco por lá a base de cerveja e batatinha by Migros, e depois fomos finalmente continuar a andança por Basel. Valeu demais a paradinha nada estratégica e conhecer este festival. A cidade ainda ganhou mais uns pontos comigo em provar, assim como quem não quer nada, seu "q" de cultural.

21 junho 2010

Basel

Este post já devia ter sido feito há muito tempo atrás, maasss devido aos últimos acontecimentos e a santa correria do dia a dia (como assim correria, não estamos na Suíça?? cadê a qualidade de vida?), aqui estou eu. Antes tarde que nunca. Enfim, o post sobre Basel. Post passado, falei do Museu de Arte de Basel que visitei e fiquei encantada, mas que só podia tirar foto do lado de fora.

 

Hoje quero falar da cidade de Basel, ou Basileia, em Português.






















Basel fica a 1 hora a norte de trem de Berna. É a terceira maior cidade da Suíça, ficando atrás de Zurique e Genebra. Berna vem logo depois em quarto. Basel é centro de indústria e comércio e muita cultura, museus, shows e festivais. Achei uma atmosfera bem diferente da de Berna. Um pouco mais dinâmica, menos medieval. Fomos no sábado depois do almoço e logo que chegamos numa praça no centro, estava tendo um festival assim no meio da rua contra o racismo, com palco, banda tocando, uma super infra estrutura, de graça. Depois farei um post só sobre esse festival. Lá também se fala o dialeto suíço-alemão como o daqui. Fomos de trem eu, Eric, Dani e Valéria. Visitamos o museu de arte no início da tarde e depois fomos perambular pela cidade pra conhecer. Tudo também muito bem organizado como manda o padrão suíço. Depois que cheguei de volta a Berna, falando com minha mãe pelo telefone, depois que ela tinha visto as fotos, viu a foto da Bahnhof (estação central de trem), ela disse "essas estações de trem daí são todas iguais". Aí eu fui olhar a foto e fiquei pensando nisso. Eu não sei se é porque já vi tantas aqui e na Alemanha que pra mim já não é tudo igual mais não. A de Berna, por exemplo, tem estilo combinado entre medieval e moderno. Essa de Basel já é mais parecida com a de Zurique, mas é menor e menos imponente vendo de fora. Já consigo diferenciar uma de outra. A Bahnhof de Basel tem conexão com as principais cidades européias das proximidades.




















Basel é cortada pelo rio Reno e a ponte de lá foi a primeira construída ao longo deste rio que é um dos mais longos da Europa e corta Suíça, Áustria, Alemanha, Itália, Liechtenstein, França e Holanda.

































































O centro histórico da cidade segue o estilo de Berna, um tiquinho menos medieval, mas ainda claramente suíço, aquela pose de cidade de interior, tímida mas um potencial global. A cidade velha também é linda, tem aquele contraste do tradicional, com trams passando e as tantas lojas famosas e restaurantes de luxo nas principais ruas. A cidade é uma graça. Vale a pena colocar no roteiro. Andamos o dia todo sob um clima óó-tee-moo e nem precisei de casaco durante o dia. Diferente desta semana que tá um frio que parece que vai nevar.




























E não me leve a mal. O copo de cerveja era do festival contra o racismo que contarei no próximo post!

19 junho 2010

Arte na Basileia

Se você chegar na Suíça perguntando como se chega na Basileia, você simplesmente não chega. O nome aqui é Basel, mas em Português: Basileia, pois foi fundada pelos romanos como Basilia, e ficou assim. Pra mim tradução de nome próprio não convém, então vou falar da arte em Basel mesmo.

Basel fica a uma hora de trem de Berna e é sede de indústrias, bancos, seguradoras e empresas de transporte. Mas o que me levou até lá não tem nada a ver com isso. Aliás, depois faço outro post sobre o pouco que conheci da cidade. Aqui eu vou falar da arte. Fomos conhecer o Kunstmuseum de lá, ou o Museu de Arte.


Não sou a melhor das apreciadoras de arte e afins, mas me interesso por coisas bem feitas, interessantes e com significados. O museu em si é fantástico. Uma baita infra-estrutura, organização e segurança. Tanta preciosidade assim tão perto de mim, fiquei contente de poder ter a oportunidade de ir lá ver de perto e conhecer. A galeria de pinturas do museu me deixou muito admirada. Artistas de várias nacionalidades e vários gêneros. O foco da coleção do museu são pinturas de artistas ativos nas proximidades da região do Rio Reno entre 1400 e 1600 e do século XIX e XX. Mas lá também encontra-se cubismo de Picasso, expressionismo alemão e expressionismo abstrato e artistas americanos da década de 50. Eu fiquei muito impressionada. São três andares de exposição, com guia de áudio, 15 francos a entrada e estudante só paga 5 francos. Pena que fecha às 18h e tivemos que ver o último andar com pressa, mas valeu muito a pena. Aqui no site você pode ver mais detalhes e fotos dos trabalhos lá expostos. É um espetáculo. Infelizmente não podia tirar foto lá dentro e só tenho essa recordação aí de cima que tiramos na entrada do museu. Ou melhor, a recordação mesmo tá na minha memória, mas tento compartilhar aqui um pouquinho e encerro com algumas fotos que peguei do site das pinturas que vi lá pessoalmente e que mais gostei:

Enttäuschte Seele, 1889. Ferdinand Hodler.

Kinderfrühstück, 1879. Albert Anker.

Le mont Sainte-Victoire vu des Lauves, 1904/1906. Paul Cézanne.

Femme dans la loge, 1901. Pablo Picasso.

17 junho 2010

Trabalhando para uma neutralidade climática

Recebi hoje no trabalho um questionário que todos os funcionários do bureau devem responder sobre o trajeto percorrido de/para casa/trabalho. O objetivo é sumarizar as informações como o meio de transporte utilizado, a freqüência e a distância percorrida de/para casa/trabalho de todos os funcionários e assim poder estimar o quanto de emissão de gases de efeito estufa são gerados por nós em função do trabalho.

Ano passado, pela primeira vez com o resultado deste questionário e com o suporte do UNEP, o Programa de Meio-Ambiente das Nações Unidas (United Nations Environment Programme), foi possível identificar que em 2008 o bureau produziu emissões totalizando 1500 milhões de toneladas ao equivalente de gás carbônico, aproximadamente o equivalente à emissão anual gerada por 100 famílias suíças. E como o bureau continua empenhado em contribuir como puder para uma neutralidade climática e fazer da gente exemplos de funcionários engajados em esforços em prol do meio-ambiente, colocaram uma meta de redução de 20% de emissão de gás carbônico até 2012, e a responsabilidade pro nosso lado. Assim, voilá de novo o tal questionário.

Eu não sou muito entendida do assunto, mas é fato que o excesso de emissão de gás carbônico, um dos gases do efeito estufa, contribui para o aquecimento do planeta, e daí todos aqueles problemas e resultados que vimos, discutimos e sentimos ultimamente. De vez em quando vejo as notícias e lembro de reportagens recentes sobre o grande aumento na quantidade gás carbônico emitido nos EUA, dicas para como ajudar a diminuir a concentração de CO2 e melhorar o ar do planeta e tudo mais. Mas confesso que nunca mexi um dedo por isso porque não via nada ao meu alcance.

Até hoje.

Aqui na Suíça, e acredito que não só aqui, mas na Europa toda, é comum trabalhar numa cidade e morar noutra. As cidades são tão próximas e as condições de transporte são tão fáceis que não tem nada demais em morar em Berna e trabalhar em Zurique ou em Lausanne. Ou você mantém um apê temporário lá, ou faz um passe de trem especial e vem e volta todo dia, ou vai de carro, sei lá.

Hoje nesse questionário do trabalho, as perguntas eram assim:

- Em qual cidade você passa a semana?
- Em qual cidade você passa o fim de semana?
- Que meio de transporte você usa para ir e voltar do bureau?
- Qual a distância de cada viagem?
- Quantas vezes por semana você faz esta viagem?
- Se você faz esta viagem em um carro ou meio de transporte de duas rodas, especifique.
- Se você compartilha o carro com outras pessoas, especifique quantas.

Meu Deus... aí me caiu a ficha. Ora, veja bem.. Eu moro na rua do lado da rua do trabalho, ando cinco minutos e estou no trabalho, são uns... 800 metros!!! Isto porque tenho que arrodear o prédio, pois a porta é no lado contrário que eu chego. Respondendo o questionário, percebi que ando em média 3,2km por dia, pois normalmente vou em casa na hora do almoço para andar com Juca, tirar roupa da lavanderia, resolver qualquer coisa ali perto, andar um pouco, respirar um pouco de ar fresco, comprar comida na Coop ou só pra sair do ambiente escritório e esticar as pernas mesmo. Isso dá uns 20km por semana, só dia de semana lá e cá. Sou a funcionária perfeita exemplo modelo para a neutralidade climática!! Não tenho carro, nem tram eu pego pra ir trabalhar, nem bicicleta!! Se eu for de bicicleta pro trabalho, é melhor dar uma voltinha no parque Elfenau antes pra valer mais a pena, senão dá mais trabalho tirar a bicicleta do prédio do que de andar pra chegar ao trabalho com ela de fato.

Por vezes achei que tinha feito a escolha errada em ter escolhido este apartamento e morar tão perto do trabalho. As pessoas me chamavam de louca, elas queriam o oposto, morar o mais longe do trabalho possível! Eu toda inocente... mas é que quando cheguei aqui não sabia andar na cidade, não conhecia os bairros e não queria fazer nada pra me arrepender depois, que fosse difícil de reverter. Como tava louca pra ter logo meu canto, decidi tentar arrumar um apê perto do trabalho, e consegui. Há várias vantagens de morar perto do trabalho, mas às vezes ficava encucada se tinha feito a escolha certa, pois passou a parecer qualidade de vida demais, às vezes sentia falta de passar um aperreiozinho até chegar em casa, trem cheio, trem atrasado, chuva, gente pisando no meu pé, coisa assim, sei lá. Depois de anos trabalhando no Recife Antigo, estudando no centro do Recife e vivendo todo dia o medo e a apreensão no caminho de/pra casa trancada no meu carro com vidros escuros, deve ser normal mesmo essa "dificuldade" de aceitar tanta perfeição que tô vivendo atualmente. Aí hoje desencanei, era a desculpa o motivo que eu precisava para parar com essas nóias e viver bem com a minha escolha e minha qualidade de vida. Agora estou certa que é isto! Além de tudo, estou fazendo minha parte! Não emito nadica de nada no meu dia a dia pro aquecimento do planeta! E cá pra nós, é uma maravilha não ter que gastar dinheiro com passe e demorar quarenta minutos pra chegar em casa.

16 junho 2010

Minha primeira Copa sem Galvão Bueno

Eu ADORO futebol. Um bom futebol na Copa do Mundo, nossa, ADORO MEEESMO. O clima, a animação. Sou do tipo que os caras não acreditam quando digo que curto assistir na TV, ou no estádio, assito jogo na Copa de outro país sem ser Brasil (e Suíça), eu gosto. Mas é verdade. Na Copa passada, eu morava em Recife, e a Copa foi mais uma festa, uma curtição de amigos se encontrando, muita bebida, música, azaração e noitada em pleno dia de semana com muita razão.



Ê saudade dos meus vinte e poucos anos...
Na Copa anterior, de 2002, eu também estava em Recife e comemorei o penta do Brasil na avenida Boa Viagem debaixo de chuva e tudo.


Já na Copa de 98 foi meio triste porque meu papi tinha falecido há pouco tempo, e na Copa de 94 comemorei o tetra com papai presente em Brasília. Antes daí já não me lembro muito bem e nem curtia futebol não.

Hoje, na Copa de 2010, estou aqui em plena Suíça assistindo jogos em HD, escolhendo narração em inglês, francês, alemão ou italiano, mas o que me faz falta mesmo é a narração do Galvão Bueno. Não tem aquela vibração, aquela raça que ele sabe estigar. Podem falar mal do Galvão, mas eu adoraria poder ouvi-lo daqui. Pela internet não dá, ou o acesso é restrito ao Brasil ou fica com lag, ninguém merece ouvir "Goool" dois minutos depois do Gol, ne?!

Já assisti a vários jogos. O primeiro que vi foi na sexta-feira, primeiro dia de Copa, seca pela empolgação, fui à cidade ver França x Uruguai. Mas tava frio, tinha muita gente na minha frente, a imagem tava ruim e não tinha som, e o jogo tava ruim também, é verdade. No sábado, passeei em Basel e não assisti a nada, mas vi pessoas com a camisa da Argentina. Domingo assisti em alemão o arraso da Alemanha contra a Austrália, e na segunda, saí voando da aula de alemão pra ver Itália x Paraguai, esse eu assisti em italiano. Ontem, eu nem comento ne... bom, antes de comentar o jogo do Brasil, vou comentar que no trabalho colocaram um telão pra passar os jogos que acontecem às 13:30 e 16h. Podemos bater o ponto e ir assistir lá. No meu trabalho tem gente de tudo quanto é lugar do mundo então nada mais justo. Assisti ao empate de Portugal x Costa do Marfim, em francês, no trabalho, com meu amigo português, o Luís.


Engraçado é assistir o jogo com o pessoal do trabalho porque não tem aquela camaradagem e as pessoas ficam meio pensando duas vezes antes de xingar uma jogada mal feita ou o jogador do time adversário porque tem gente torcendo pro outro time ali bem do seu lado.

Sim, aí eu to participando de um bolão do trabalho e por enquanto não to indo muito bem, afinal quem esperava tanto empate e essa economia de gols ne? Aí chegou a hora do Brasil e eu apostei 4 a 0. Oh well. A pressão lá no trabalho em cima de mim tava grande, era como se eu que fosse jogar e eu que tivesse que fazer gol. Rezei pro Brasil não me decepcionar. Bom, pelo menos não perdemos. Juntei energias com um casal amigo de brasileiros e assistimos ao jogo juntos. Churrasquinho, bandeiras, camisetas, tudo verde e amarelo, só faltou o Galvão.



Pra fechar, hoje me aparece Espanha x Suíça. Queria muuuuuito que a Suíça ganhasse, maaaasss fui pela lógica e apostei 3x1 na Espanha. Faltaram os 3 da Espanha ne, porque a Suíça fez o 1 que eu apostei! HOP SCHWIZZZ!!! Assisti ao primeiro tempo com o pessoal do trabalho em francês, e no segundo tempo, tive que vir em casa por questões "prediais" e assisti ao segundo tempo em suíço-alemão e aí o Galvão que me desculpe, mas não me fez falta. Não sei de onde me veio tanta capacidade de entendimento, mas o locutor quase chorava de emoção e dizia "me faltam palavras, é um fato histórico, a Suíça ganhou da Espanha". O gol foi repetido 3827824863283 vezes e o povo na TV não parava de rir. Pobre Suíça precisa acreditar mais em si, parece que não conhece a tensão dos favoritos nas estréias, veja o Brasil.


Aqui logicamente não é como no Brasil que pára-se tudo pra assistir ao jogo. Minha mãe me disse que no Brasil ontem o comércio fechou as portas uma hora antes do jogo e abriu uma hora depois, não teve aula na escola, reuniões adiadas, tudo pelo jogo que lá foi às 15:30. Aqui, o jogo da Suíça hoje foi às 16h e não teve nada disso. Tudo bem que alguns lugares estão enfeitadinhos, bandeirinhas nos carros, camisetinha no supermercado pra vender, torcida na TV e gente comemorando a vitória na Bundesplatz, mas nada como ser o favorito.


Aqui (ou em qualquer lugar, imagino) nessa época de Copa dizer que é do Brasil, ave maria, é um privilégio. Nas vitrines daqui, as lojas de esportes têm blusas da Suíça, claro, do Brasil, e de Portugal. Ou da Suíça, do Brasil, e da Itália. Ou da Suíça, Brasil e qualquer outro país. Queira Deus que o Brasil faça bonito nos próximos jogos! E a Suíça também!!!

Tá, vai, um selo

Assim, sem querer ser chata, eu já tinha recebido uns selos antes. Mas nunca postei. Pra quem não sabe, selos em blog é tipo uma corrente passada entre os blogueiros, ou blogueiras, que consiste em alguma atividade, alguma brincadeira e tal que a pessoa participa e passa adiante. Nunca participei pelo seguinte: eu sigo vááários blogs, ADORO ler os blogs que sigo, mass.... me falta tempo. Eu trabalho o dia inteiro e no meu trabalho é cheio de frescura pra acessar coisa sem ser do trabalho. Também não daria pra ficar fazendo isso no trabalho, senão ia ser despedida, não ia fazer mais nada, ia passar o dia lendo blogs e escrevendo. Como disse no post passado, saí de um dos cursos de alemão que fazia a noite, então agora eu realmente espero ter mais tempo. Se bem que agora eu tô é achando que o "tempo" vai ser usado pra outra coisa, como pra estudar francês, ou no momento, pra assistir aos jogos da Copa, maaasss estou tentando, estou tentando. Então resolvi topar a brincadeira do selo que a Tânia do blog "Elos e Nós" me passou. Valeu, Tânia!



Peço desculpas às blogueiras que me passaram selos antes e eu não continuei a brincadeira. Desta vez resolvi mesmo passar porque é uma forma de mostrar que seu blog é, digamos, "selado", que tem pessoas que realmente lêem e acompanham e tal, e isso é bem gratificante, porque tipo, eu não ganho um centavo pra estar aqui sentada escrevendo, mas adoro compartilhar. Saber que pessoas lêem o que eu escrevo, comentam compartilhando sentimentos, idéias e experiências, principalmente quando estou aqui vivendo esse laboratório que é essa vida na Suíça, é enriquecedor, aprendo muito, nossa, é muito bom. Por isso, tento, mesmo sem muito tempo, me empenhar, colocando gueri gueri, seguidores, tráfego live, mudando layout e tal.
Aí, nesse selo, tenho que responder "o motivo de ter começado o blog e se esperava tornar-se popular". Então vamos lá.

Eu comecei o blog acho que em abril do ano passado. Não foi meu primeiro blog, mas antes os blogs que eu criava era pra nada. Escrevia qualquer bobagem e depois de meses nem sabia pra que que eu tinha feito aquilo. Aí dessa vez, quando criei este, eu estava em fase de transição, que foi quando estava para terminar o mestrado em Engenharia da Computação em Recife, mas estava em Natal, procurando emprego fora do país, e consegui o emprego que estou hoje que é aqui na Suíça. Então aqui registrei os sentimentos, a mudança, a chegada, o choque cultural, as novas amizades e todas as histórias e surpresas que atravessaram meu caminho de quase um ano atrás pra cá. E hoje é tão bacana rever os posts, ler o que escrevi, relembrar os detalhes. Não acho que sou popular não. Desde que coloquei o traffic live, percebi que a maioria dos acessos novos chegados ao meu blog é por gente buscando no Google como montar um sofá e como se maquiar a noite, e aí terminam chegando no meu blog pelos dois posts inusitados que fiz sobre esses dois assuntos HAHAHAHAHA. Imagino a cara de decepção da pessoa que tá na frente do computador fazendo a busca e caindo de pára-quedas no meu humilde blog...

Bom, é isso. Então, agora, tenho que indicar 5 pessoas para passar o selo adiante e fazer a mesma coisa. As sorteadas são:

- Gisley, do "Querido Deus, obrigada por me exportar"
- Eve, do "Rindo de mim comigo!"
- Lu, do "Aventuras de uma família na Europa"
- Mariel, do "Nova Vida no Velho Mundo"
- Simone, do "MADONNA STOLE MY STYLE"

Missão cumprida!
Beijos! FUI!

12 junho 2010

Guitar hero

Lembram que quando eu comprei o Playstation no Natal depois fiquei preocupada porque eu já tinha muito o que fazer e achava que não ia ter tempo pra me "dedicar" ao novo brinquedinho? Pois é, RARAMENTE eu brincava. Vez ou outra eu me arriscava. Adoro o Guitar Hero, mas só consigo tocar com três notas. No inverno também era bom porque eu tava sempre em casa, mas agora que o tempo tá melhor, eu vou ficar em casa jogando Playstation? Também não sou tão boa e perdi a paciência rápido com Assassin's Creed quando o bonequinho não consegue pular de um telhado pro outro. Aí no meu trabalho, normal, os garotos de TI AMAM jogos, celulares e esses gadgets novos. Sempre falávamos de marcar de vir aqui em casa então pra jogar meu Playstation, mas sempre tinha um de férias, eu sempre tinha curso de alemão a noite, e nunca dava. Bom, finalmente conseguimos.





Me arrisquei a cantar e tudo.
Foi muito legal. Fiz spaguetti pra todo mundo, jantamos, tomamos vinho nacional e os meninos se empolgaram. Fizeram atualizações na minha rede, instalaram novos jogos.. Ufa. Agora ainda preciso arrumar tempo pra me dedicar ao meu Playstation. Vou anotar aqui na minha lista de afazeres.