31 agosto 2013

Zum Kropf, Zürich

Zürich tem uma vida noturna bem agitada, diferente de outras cidades suíças. Bem, ainda estamos na Suíça, então agitada pode ser relativo, dependendo de onde voce vem. Depois que vim morar aqui grávida, não pude aproveitar muito as baladas até altas horas. Entretanto, vida noturna não é só balada. Posso dizer que aproveitei bem meus 20 e poucos anos nos tutz tutz. Hoje pra mim vida noturna inclui um vasto leque de opções de restaurantes e bares, uma boa conversa, uma boa companhia, uma saborosa refeição.
É, com o tempo, a gente aprende a desfrutar outras coisas de outras maneiras também. Mas chega de papo com cara de experiente... kkkkk... Tenho escrito aqui alguns dos lugares que tenho conhecido. Uns mais tradicionais que outros. Uns mais legais que outros. Eu gosto de restaurantes tradicionais. A Suíça tem uma cultura misturada, então encontrar lugares tradicionais tem um sentido especial pra mim. Principalmente em se falando de gastronomia, quando voce procura comidas típicas daqui.
Escrevi um post sobre pratos típicos suíços, e olha, até agora, posso dizer que se resume a aquilo mesmo kkkk... o que pode variar é o molho, o acompanhamento, mas em suma, é isso. Salsicha, batata, queijo, basicamente preparados de maneiras diferentes. Então já que a comida é a mesma, vamos experimenta-la em diferentes lugares para comparar, conhecer e olhar ao redor.
O restaurante Zum Kropf em Zürich é pra lá de tradicional, falando de cardápio. Pra começar, fica bem no centro de Zurique, ali perto da Paradeplatz. E ao olhar ao redor.... hum... também! No site, conta a história do espaço, e po, lugares com história, mesmo um "mero" restaurante, me conquistam. Pra começar, a casa onde o restaurante é hoje, data da Idade Média, quando era uma residência normal. No final do século 18, foi ocupada pelo prefeito Johann Heirinch Kilchsperger, depois virou uma loja, uma cervejaria e hoje um restaurante.
Do lado de fora, nem parece muito atraente. Uma casa normal, com um terraço em cima. Mas entra pra ver. O hall principal tem pinturas ornamentais, algumas ainda resistentes do pintor polonês Alexander J. Soldenhoff, do século passado. Madeira antiga, pinturas barrocas. Pra mim, uma refeição num lugar assim até muda o sabor da comida.
Zum Kropf é o único restaurante em Zurique que preservou seu interior praticamente intacto. Claro, um espaço tão antigo passou por renovações, mas ali naquele ambiente barroco, se mantem até hoje uma testemunha importante do passado e história da cidade. E a comida não deixa a desejar não. Meu bratwurst estava delicioso e a cerveja, claro, não podia faltar.
O público do Zum Kropf é bem maduro, digamos assim. Voce avista uma mesa ou outra com gente mais jovem. A não ser na hora do happy hour, quando a cerveja é o que mais importa. Prefiro pensar que os mais velhos sabem o que é bom. E pra fechar com chave de ouro, os preços dos pratos ainda são em conta. Em Zurique é tudo tão caro que encontrar um lugar com preço bom pra comer é um achado. Comer bem, em conta e com esse ambiente, esse restaurante já está entre os meus favoritos daqui.

Zum Kropf
In Gassen 16
8001 Zürich

30 agosto 2013

Utoquai Zürich

Aqui em Zurique, tem vários lugares com "quai" no nome. Já comentei aqui no post sobre Limmatquai que "quai" significa embarcadouro, cais. E o Limmat é o principal rio que corta Zurique. Então Limmatquai é a toda a área ao longo do rio pela cidade. Bom, toda não. A Limmatquai vai da Bahnhof de Zurique até meados da ponte Quai (mais um Q! kkk), ali perto da Helmhaus, umas 2 ou 3 paradas com o tram 4 ou 15. A partir dali, a Limmatquai vira Utoquai, passa pela praça Bellevue e continua sendo Utoquai ao longo do Limmat que vira o lago de Zurich, ao longo de Seefeld.
A área ao longo do lago de Zurique é uma das mais caras do planeta pra se morar e ter um imóvel. Tudo por causa da belíssima vista. Ali estão uns dos principais hoteis da cidade, restaurantes de luxo, e é por ali por Bellevue também que acontecem as principais festas da cidade ao longo do ano, como a Street Parade, Züri Fäscht e outros eventos.
Durante a semana, entretanto, enquanto a cidade transpira o ritmo dos bancos e comércio, a Utoquai é mais relax e se mantém como ponto de passeio, voltinhas de mães com bebês no carrinho (presente!), encontros e na hora do almoço, principalmente se o tempo tiver bom, lugar pra almoçar.
Ah, sim. Aqui quando o inverno chega, os dias cinzas vêm sem pena e muitas vezes duram mais do que deviam. Então ali fica mais vazio e abandonado... mas espera só fazer um dia de sol, mesmo quando tiver frio, pra ver como ali não enche de gente!
O escritório da empresa que trabalho fica ali perto de Seefeld, então várias vezes, principalmente sexta feira depois do trabalho, fomos fazer nosso Feierabend ali nas margens do lago. A noite, ali vira ponto de encontro também de jovens e adolescentes com seus iphones, música, red bull e sei lá mais o que, até tarde da noite.
Na prática na verdade, ninguém fala muito "Utoquai". Como eu disse, até Bellevue, é Limmatquai, então Limmatquai, sim, falam. Mas Utoquai não. Aliás, eu pesquisei e não encontrei o porque de "Uto"!(?) A partir de Bellevue, aquela área ali, chamam de Seefeld, ou seja, a área do lago, porque é onde começa o lago Zurich. Mas se voce for olhar no mapa, chama-se Utoquai mesmo.
É muitíssimo agradável um passeio por ali, a vista é sensacional, e o lago passa uma calma e um ar mais tranquilo. Olha, sem dúvida uma volta ali aumenta minha qualidade de vida. E o melhor, é de graça.

24 agosto 2013

Monte Pilatus

Seja inverno, seja verão, programa de diversão e lazer na Suíça geralmente inclui montanha. No inverno, para esquiar, claro. Com tantas montanhas e alpes de tantos tipos, a Suíça é o paraíso para esportes de inverno. No verão, uma subida nos alpes não satisfaz quem quer fazer esportes de inverno fora de época, mas mostra uma paisagem sem igual e a temperatura ainda é fresquinha.
Falo isso porque o verão aqui agora já tá dando sinais que está terminando, mas tivemos dias de muuuuito calor como eu nunca vi nos 3 últimos verões daqui. Aqui na cidade, era insuportável sair na rua com aquele bafão seco. Até um ventilador esse ano eu comprei. Então num dos dias que tava previsto bastante calor, resolvemos ir conhecer o Monte Pilatus, no alto do cantão de Lucerna.
A Magali mora por ali há muitos anos, então ela já conhece aquilo ali de cor e salteado. Mas eu e principalmente Edi nunca estivemos lá. Subimos de teleférico até o ponto mais alto da montanha que é nada mais nada menos que 2128 metros de altura, e obviamente lá em cima estava beeeeem mais fresquinho que lá em baixo. Enquanto lá na cidade fazia 30, 32 graus, lá em cima estávamos com sol e 15 graus. Perfeito!
Pra subir não é muito barato não. Como qualquer montanha e quase qualquer coisa nessa Suíça. Pra ir até o topo mais alto (Kriens) custa 68 francos, tarifa inteira. A quem tiver o cartão de meia tarifa do trem ou o GA, paga a metade, 34 francos. Mas é possível também ir só até o meio da montanha, onde há outras estações, e assim também pagar o equivalente.
O que algumas pessoas fazem também, principalmente em época de verão claro, é subir a pé, como uma trilha. Demora pra caramba, mas é uma atividade pra um dia inteiro, perde-se calorias e ainda tem paisagens de tirar o fôlego a cada passo. E aí chegando lá em cima, desce de teleférico e paga só um trecho.
Existe uma lenda que dorme no Monte Pilatus, a lenda do dragão. Diz que nos tempos medievais, vivia um dragão naquela montanha, e até hoje fala-se de fantasmas e espíritos por ali. Numa área lá no topo onde tem umas pedras, tem uns quadros de pinturas contando a lenda. Uma coisa bem esotérica.
Lá em cima, porém, o pessoal tava ligando muito pra lenda nenhuma não. A preocupação maior era arrumar um lugar no sol hahaahaha... Lá no topo mais alto tem também um hotel, o Hotel Pilatus-Kulm, e um restaurante, onde também ficamos um tempinho. Mas a grande atração lá do alto é mesmo a vista!
Coisa de cinema. Eu já disse isso e repito. Acho que posso morar anos e anos e anos aqui e nunca vou me acostumar com paisagens tão deslumbrantes. Isso porque neste dia nem estava tão claro assim. Num dia bem claro mesmo dá pra ver bem os alpes bem nitidamente e lá do alto, parece que estamos mais perto deles. Parece não, estamos mesmo! Dá pra se sentir no topo do mundo!
Uma coisa bem comum no verão, principalmente quando tá assim dias bem quentes, são as tempestades. Tempestade mesmo de raios, trovões temerosos, uuuui! E aí, pra nossa aventura nos alpes ficar ainda mais emocionante, o que aconteceu neste dia? Uma tempestade! Por volta das 3 e tanta da tarde, avisaram que o último teleférico que ia descer era em 45 minutos, e imediatamente o restaurante esvaziou e a fila pro bonde ficou quilométrica.
Ficamos na fila esperando que conseguíssemos pegar o último bonde, afinal, o que iríamos fazer, já era quase 4 da tarde, e que horas essa tempestade ia terminar? E quando ia ter bonde de novo pra descer? E eu só pensando que só tinha levado leite pra Edi pra mais umas 3 mamadas caso tivéssemos que passar a noite presos no hotel.... hahahahaha!!!
Ainda mais esse conjunto aí tocando música suíça me lembrou aquela cena no Titanic onde o conjunto tá lá tocando música e o navio afundando... era a gente lá em Pilatus, o conjunto tocando música e a tempestade chegando.... Tava quase na hora do último bonde, o vento já tava lá a mil sem querer saber de nada, tempestade chegando mesmo, e resolvemos trocar nossa passagem de teleférico pelo Bahn, e descer de tremzinho, de bonde que é preso a terra e que não faz perigo a tempestade.
Só um detalhe: esse é o BAHN MAIS INCLINADO DO MUNDO!!!!!!
Descemos de bahn. Emoção, emoção! Por um lado foi bom porque a paisagem descendo de bahn é IN-CRÍÍÍÍÍÍ-VEEEEELLLL!!!!! Sério! Nunca vi nada igual. Por outro, foi ruim porque a cada freio da maquinagem antiga, fazia um barulho chatérrimo que Edi não curtia... E se é que há um outro lado ainda nessa história, o interessante é que o bahn desce por outro lado de Pilatus até Alpnachstad onde não tinha tempestade nenhuma! Ok! um ventinho mais forte, mas nada que atrapalhasse a diversão do nosso passeio.
Aventura total! E pra deixar tudo ainda mais suíço, até as vaquinhas apareceram no meio do caminho! Sem dúvida nenhuma, uma das montanhas mais conhecidas e visitadas da Suíça, Monte Pilatus, cartão postal dos alpes. Esse dia foi inesquecível.

19 agosto 2013

Transporte público em Zurique

Quando cheguei na Suíça pra morar em Berna há pouco mais de 4 anos atrás, eu não fazia ideia de como funcionava o transporte público de lá. Lembro que peguei um mapa e andava tudo a pé no início. Via as maquininhas lá pra comprar bilhete de tram e de bus, mas não chegava nem perto. Hoje, 4 anos depois, ao receber visitas voce (eu) percebe como o sistema não é muito amigável mesmo, e lembro de mim mesma há 4 anos atrás perdida sem saber como andar na cidade.
Qual bilhete comprar? Qual tram que pega? E ônibus? E quanto custa? E vale quanto tempo? E aí quando voce via quase todo mundo com uns passes na mão, se perguntava se não era mais barato que bilhetes avulsos... sim, passei por tudo isso. Até hoje vejo gente chegando aqui pela primeira vez tambem cheia de dúvidas como eu no começo. Então hoje venho aqui escrever sobre o sistema em Zurich, onde moro, a maior cidade da Suíça, para esclarecer aos recem-chegados ou turistas.
Bom, o sistema de transporte por aqui é muito moderno, eficiente e bem organizado pela ZVV, a Zürcher Verkehrsverbund, ou Rede de Transporte de Zurique, a rede que combina tudo no cantão de Zurique. Cada cantão tem a sua empresa. O site deles é bem auto explicativo, vale a pena dar uma olhada. Porem para quem não fala Inglês, muito menos Alemão, complica. E também tem tantas opções que as vezes complica mais que esclarece. Então vamos lá.
Os meios de transporte são na verdade 3: tram, ônibus e ferry. Esse último não muito popular no dia a dia, mas existe. Pra quem mora aqui, é muito mais prático ter o passe mensal que dá direito a andar de tudo na cidade. Ou o anual, pra quem sabe que vai ficar muito tempo na cidade. Pra não ficar se preocupando em comprar bilhete toda hora. A maioria das pessoas aqui não tem carro e faz isso mesmo. Esse passe mensal custa 49 francos por mês, incluindo apenas o centro de Zurich. Incluindo outras zonas, zonas mais afastadas e o centro, custa mais caro, claro. Aqui embaixo a tabela que está no site da ZVV explicando:

PASSES MENSAIS DA ZVV


AdultosJunior 6-25 anos
2a classe CHF1a classe CHF2a classe CHF
Rede local49.0081.0037.00
Zonas 1-281.00134.0059.00
3 zonas119.00196.0087.00
4 zonas159.00262.00116.00
5 zonas197.00325.00143.00
Todas as zonas236.00389.00173.00
O mapa das zonas e tarifas voce pode encontrar aqui, mas eu particularmente acho meio enrolado. Talvez porque eu já tenha o passe geral e moro no centro, nunca me preocupei muito em entender que zona é o aeroporto, por exemplo, que fica meio longe já do centro da cidade. Então pra lembrar aqui, o aeroporto é já fora da zona 1-2, que é centro de Zurique.
Outra coisa é que não faz sentido comprar passe pra andar nos transportes públicos de primeira classe. Pra andar de trem de uma cidade pra outra no trem interregional ou intercity, sim, ok, faz muita diferença, mas no tram e no ônibus, não faz a menor diferença, o espaço é o mesmo.
Falando em espaço, sempre tem espaço para carrinhos de bebês e cadeirantes. Por mais cheio que o tram ou ônibus esteja, sempre dão espaço e prioridade para o carrinho. Mais na frente, explico como é o esquema da infra estrutura pra subir nos transportes pra quem estiver de rodinha.
Tem gente que nunca veio a Europa e não sabe o que é tram. É normal, no Brasil não tem. Tram é tipo um bonde que anda no trilho, um trem urbano. Não é metrô, na Suíça não tem metrô. Bom, ok, em Lausanne tem. Mas normalmente não tem. Aqui existe o S-Bahn que é o Strasse Bahn que é usado pra distâncias maiores, tipo daqui pro aeroporto. Não se anda de S-Bahn no meio da rua, como se anda de tram. E S-Bahn passa sim por uns tuneis mas não são metrôs, como o de São Paulo, Rio, Paris, Madrid. Dentro dos trams tem também um monitor indicando as próximas paradas e quantos minutos faltam pra chegar em cada.
A quem chega em Zurique só por alguns dias, eu sugiro usar o day pass, que é o passe diário (esse da foto de cima), que dá direito a andar por qualquer coisa na região central de Zurich por 24 horas. Veja, não é até o final do dia e no dia seguinte comprar outro logo cedo. São 24 horas. Se voce comprar as 2 da tarde, vale até as 2 da tarde do dia seguinte. E aí com esse bilhete voce pode andar de bus e de tram pelos principais pontos da cidade. Custa 8,40 francos tarifa inteira.
Ainda bem que hoje as máquinas têm opções de idiomas (canto direito inferior da tela). Voce pode escolher entre Alemão, Inglês, Francês ou Italiano. E hoje praticamente todas são essas touch screen. Então quando voce se deparar com uma maquininha igual a essa da foto abaixo, pode ir sem medo.
O nome acima da máquina é sempre a estação que voce está. No menu em Inglês, voce vê logo a opção "opções de ticket da estação tal". Tickets de curta distância são normalmente um bilhete apenas para uma jornada de 6 ou 7 paradas. Para distâncias maiores, use o single ticket, opção logo abaixo. E depois vem a minha sugestão, o day pass da zona central de Zurich. Logo abaixo tem as opções rápidas, como ticket pro aeroporto, já outra zona. A propósito, o day ticket não dá direito a ir pro aeroporto. Do lado direito, outras opções, como comprar tickets para outras zonas. Provavelmente se voce estiver só passeando pelo centro de Zurich naõ vai precisar. Existe também outros tipos de ticket como o 9-o'clock ticket que é para quem usa o transporte depois das 9 da manhã. E outras opções ainda como vários tickets, cartões de viagem, e o ZürichCARD. O que é o ZürichCARD?
ZürichCARD dá direito a voce andar de qualquer transporte público e ainda entrar em alguns museus, tem discontos em lojas e restaurantes. Para 24h custa 34 francos. Acho que só vale a pena se voce for realmente aproveitar os discontos, visitar os museus, etc. Mas 1 dia é meio que pouco tempo para tudo. Veja o site para mais detalhes.
Então para comprar, é só selecionar a opção de ticket que voce quer. Quando aparecer a tela com o preço (foto acima), voce ainda pode ajustar o preço caso voce queira ticket de 1a classe, se quiser mais de 1 ticket, ou se voce tiver o cartão da meia tarifa. Senão, é só inserir o cartão de crédito do lado direito ou moedas acima da tela. É chato, não pode pagar com notas. E aí, vai aparecer outra telinha perguntando se voce quer o recibo, e depois é só recolher o seu bilhete e o recibo abaixo da tela e pronto. Não esqueça de pegar seu cartão de crédito de volta, se tiver pago com cartão. Já aconteceu várias vezes de alguém achar um cartão lá inserido esquecido de algum turista.
Para andar nos trams e nos ônibus, não tem cobrador. É só entrar com seu bilhete e sentar. Ou viajar em pé também pode. Voce não precisa mostrar seu bilhete a ninguém, a não ser que apareça o controle pedindo bilhete de todo mundo. Porém se voce estiver num tram ou num ônibus sem bilhete e aparecer o controle, voce tem que pagar uma multa de 100 francos. Então todo mundo anda com bilhete mesmo, mesmo que não aconteça sempre o controle de tickets.
As paradas são sempre claras e com placas indicativas do número do ônibus/tram que passa ali, com as principais paradas escritas na plaquinha, além de tabelas com os horários que os transportes vão parar naquela estação e quais estações vai parar depois daquela. Como no dessa foto abaixo.
Junto com o número do tram/ônibus, o nome que aparece é sempre a parada final daquela linha, ou seja, a direção que o onibus/tram está indo, como em qualquer lugar no mundo. Então fica fácil pra saber a direção que o ônibus/tram está indo.
Agora que eu tenho andado com carrinho de bebê, passei a prestar bastante atenção na facilidade que os transportes aqui têm para quem precisa andar de rodinhas. Seja cadeira de rodas que tem bastante, seja carrinho de bebe, bicicleta, não importa. Em cada estação, tem um ecrã que mostra se o transporte é equipado para cadeirante ou não. Se não tiver o símbolo de uma cadeira de rodas, é porque tem degraus e um cadeirante não vai conseguir entrar. Um carrinho de bebe até é possível se alguém ajudar a subir.
Em algumas paradas não existe esse monitor avisando o tempo de espera do próximo tram/ônibus e se é para rodinhas ou não, e na tabela também não tem nenhum sinal informando, nem no site. Então é esperar e ver. Se não for, espere pelo próximo, nunca demora muito entre um e outro até aparecer um transporte para cadeirante.
Em Zurique e na Suíça, não é permitido esses artistas de ruas se "apresentarem" dentro dos transportes, como acontece em várias cidades da Europa. Embora de vez em quando apareçam alguns corajosos com um violão cantando uma musiquinha bem rapidinha atrás de seus trocados, eu já vi um funcionário da ZVV que estava a paisana no tram e quando viu um cidadão tocando seu violão, pegou logo o celular e avisou para a central.
O motorista ou operante do tram não vai fazer nada se aparecer alguem pedindo esmola ou se voce tiver lá sem bilhete. Aqui impera a lei do cada um por si e o trabalho do motorista é apenas operar, dirigir. Embora ele não vá se recusar a dar uma informação se voce perguntar, e normalmente avisam pelo microfone alguma informação importante, como atraso, colisão mais na frente que vai gerar atraso, ou só dar um boa tarde mesmo.
No mais, o que posso dizer? Aqui os transportes são sempre muito organizados, geralmente pontuais e sempre tem alguém esvaziando o lixo, limpando o canto, embora de vez em quando, com tanta gente entrando e saindo, principalmente aqui em Zurich, os trams e onibus pareçam bem sujinhos. Tenho impressão que em Berna a limpeza era mais frequente. Bom, mas aqui em Zurich tem bem mais gente, é verdade. E olha, em horários de pico como 9 da manhã e 6 da tarde, se prepare pra enfrentar um apertozinho nas principais linhas porque aqui é primeiro mundo mas horário do rush existe em qualquer lugar.
Eu que não tenho carro e dependo do sistema de transporte público da cidade não tenho do que reclamar. Consigo chegar em todos os lugares sem atraso e com conforto. Aqui em Zurich, diferente de outras cidades mesmo na Suíça, tem transporte público até por volta de 1 da manhã. Daí até por volta das 5 não tem transporte, aí voce tem que ir de taxi ou a pé. O que acontece nos fins de semana são sistemas extras que funcionam a cada hora da madrugada apenas pra levar os baladeiros pra casa.