20 novembro 2011

Modo 'férias'

Ate pra usar aqui o teclado em Portugues to achando esquisito. Enfim....... no Brasil! Depois de um dia inteeeeeiro viajando, muitas olheiras e jet lag insistente, tambem ja tive muitos momentos maravilhosos! Encontro com a familia, amigos, estar aqui esse tempo ta sendo muito muito bom.

Pra comecar, o voo Zurique-Lisboa atrasou e eu ja fiquei surtando com medo de perder meu voo Lisboa-Natal, pois o tempo da conexao em Lisboa era curto. Mas deu tudo certo. Foi so o tempo de chegar e ir pro portao. Eu queria comprar uma agua no aeroporto e nao tinha um euro na carteira. Esqueci que em Portugal nao se usa franco suiço e deixei meus euros na Suiça. Resultado: comprei uma agua por 3,50 e paguei com cartao.

Mas ahh...., isso foi o de menos. Minha poltrona na janela tava muito boa e o italiano do meu lado queria papo. Foram longas 7 horas e o aeroporto de Natal ainda tem que melhorar muito em questoes de estrutura pra receber voos assim. Encontrei parte da minha familia, e mesmo quase 20 horas no ar, eu ainda estava no pique de conversar, ver as ruas mesmo a noite e tentava ignorar minhas cambaleadas de sono. 1 ano e meio sem vir ao Brasil!!!

Dormi de ar condicionado, peguei sol, comi arroz com feijao, tapioca, salada de frutas, tomei vinho com meu avo e achei muito estranho entender absolutamente tudo que dizem ao meu redor sem fazer nenhum esforço.

Toda essa viagem na verdade foi arrumada em torno de uma longiqua possibilidade de estar presente no casamento de uma das minhas melhores amigas, em Recife. Apos longas especulacoes, a possibilidade virou realidade e eu organizei a vinda pra ca ao redor disso.

Quando eu morava em Recife e minha familia em Natal, cansei de fazer Recife-Natal de carro nos feriados, e eu gosto de dirigir. 3,5 horas de carro um presente pra mim. E ai ir pro casamento da minha amiga la agora implicava em relembrar os velhos tempos e curtir um pouco a estrada tambem. Agora ta mil vezes melhor do que antes porque em grande parte da estrada, a pista esta duplicada. A estrada em PErnambuco ainda tem que melhorar muito, mas como esta hoje era meu sonho ha uns 5, 6 anos atras.

Entao sabado foi um dia especial. Ainda estava super cansada da viagem, mas minhas viagens sao sempre assim ne, com emoçao. A viagem foi otima e cheguei em Recife ainda tinha que ir atras do presente e de uma sandalia pra eu usar, porque morando na Suiça so usando sapato fechado o tempo inteiro complicou minha situacao aqui. Quem me acompanha no Twitter acompanhou a emoçao de encontrar a sandalia no Shopping Recife! Hahahahaha!!! Shopping Recife sempre me salva. Depois da saga da sandalia, ainda me irritei com a burocracia brasileira em duas situaçoes: uma pra comprar o presente na Tok Stok da lista de presentes da minha amiga, que pra realizar uma simples compra tem que fazer um cadastro enorme, e depois pra fazer check in no hotel que demorou quase uma hora... mas tudo valeu a pena quando encontrei minhas amigas no mesmo hotel que eu, tao lindas, que saudade!!!
Postando no Twitter e no Facebook ao vivo a alegria desse encontro, um outro amigo que estava casando no mesmo dia e eu nem sabia, viu e me mandou uma mensagem dizendo que a noiva dele estava tambem se arrumando no mesmo hotel que a gente tava e disse pra eu ir pro casamento dele! Quando vejo a porta do elevador abrindo, era a noiva dele!!!! Quanta coincidencia!!!!!!! Falei com ela, desejei muitas felicidades, me desculpei com ele, mas eu ja tinha um casamento pra ir.
Flavinha é uma amiga muito querida. Estudamos juntas no colegio em Recife ha muito tempo atras. Passamos juntas no vestibular pra mesma faculdade, raiamos o dia na praia de Boa Viagem, saiamos juntas pras mesmas festas, tinhamos os mesmos amigos, viajamos juntas, e uma amizade assim é muito especial. Foi uma felicidade poder estar no casamento dela compartilhar dessa alegria, desse momento. E ainda encontrar varios amigos que eu nao via ha mais de 4 anos.
Foi demais! A festa foi linda, os noivos estavam lindos, meus amigos estavam lindos e eu morri de alegria de poder estar lá. Uma emoçao só. Conversamos e dançamos a noite inteira e não tinha jet lag que me fizesse esmorecer.

Recife continua linda. Fiz um "tour" completo passando pelos predios que morei, pelo Recife Antigo, meu antigo trabalho, relembrando tudo que um dia era meu dia a dia. Ah se aquelas ruas falassem...
Eu andava nas ruas ouvindo frevo dentro do carro. Que saudade dos meus anos ali. Foram só 2 dias em Recife desta vez, mas olha, como valeu. Valeu demais.

Hoje apesar de ser segunda-feira é dia de mais festa. Afinal eu to em modo "Férias"! Em Natal hoje é feriado, dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Apresentação, então dá licencinha aqui que tem um churrasco pra começar já já.

17 novembro 2011

Pausa na programação

Essas minhas férias estão marcadas há muito tempo. Eu não sabia que eu estaria assim nesse estado de precisar tanto delas, mas depois de 8 meses de trabalho intenso, apenas com umas fugidinhas em feriados durante esse tempo, a hora chegou. A hora de parar um pouco. Depois de 1 ano e meio sem ir ao Brasil, o maior tempo que já passei sem ir lá, chegou a hora de ir ver novamente a família, amigos, não me preocupar em falar Alemão e escapar um pouco do frio da Suiça. Olha, faz tempo que eu não sei o que é não me preocupar em falar Alemão viu. Vou estranhar...

Desde que decidi trocar de emprego no ano passado e tive que passar 3 meses de aviso prévio no antigo emprego, quaisquer expectativas de férias foram para o beleleu e não havia nada que eu pudesse fazer. Tinha que encerrar lá pra começar o emprego novo. E tinha que mostrar serviço no emprego novo pra agora poder tirar 3 semanas livres para meu proveito. Afinal ninguém é de ferro ne. E eu mereço.

E é aquela coisa, por mais que eu tenha marcado essa viagem com antecedência, por mais que tenha me preparado, organizado coisas aqui e acolá durante meses, parece que quando vai chegando perto tudo parece acontecer ao mesmo tempo, voce se dá conta que ainda falta um monte de coisa pra acertar e só agora assim na noite anterior da viagem é que eu consegui tempo pra arrumar minha mala, por exemplo. Coisa assim essencial pra viagem ne, vale salientar..
As últimas semanas foram muito movimentadas. Tanta coisa ainda acontecendo. Aniversário de um, despedida do outro, fondue ali, vinho aqui, deixar Juca acolá. E esse tempo esfriando é a melhor desculpa pra engordar marcar jantares, vinhos, festas na casa de um, ao invés de parques e coisas ao ar livre. É aquela coisa ne, é bom mas é ruim, é ruim mas é bom. Eu confesso que já tava com saudade do frio e de usar meus casaquinhos, mas quando voce ta indo pra casa, chega na parada pra pegar o tram e tem que esperar 15 minutos pelo próximo quando está fazendo 0 graus, não é divertido. De manhã o frio é de bater queixo e já é hora de trocar o guarda roupa, trocar as roupas de verão pelas roupas de inverno, o frio chegou. Bom, no meu caso, as roupas de verão foram pra mala.

Quando eu chegar de volta a Suiça deve estar nevando já e aí sim vai ser frio brabo. Tudo de novo! Meu terceiro inverno suiço. Mas quando eu chegar eu me preocupo com isso, agora vou curtir minhas férias.

Acho que to com sono acumulado de meses. Trabalhei feito uma louca esses últimos dias pra deixar os projetos andando com os replacements. E é bem capaz de quando eu chegar de férias precisar de mais descanso porque a programação também tá intensa: Natal, Recife, Rio, Buenos Aires. Mas se Deus quiser vai valer a pena. Como sempre.

Eu falo e falo da Suiça, do clima e das pessoas, mas eu adoro isso aqui. Sei que vai passar 2 semanas e eu já vou estar com saudade da minha casa e da minha vida aqui.
Porque o melhor da viagem é voltar pra casa, certo? Por mais estrangeira que eu me sinta e continue mantendo minhas lentes críticas nas particularidades deste país particular, minha vida tem sido aqui, meu trabalho, os amigos que fiz, minhas viagens, Juca, meu dia a dia. E eu gosto. Por ter passado tanto tempo aqui, estou muitissimo ansiosa por essa viagem e com o que e quem vou encontrar lá.

O blog deve dar uma diminuída no ritmo, mas eu prometo passar por aqui pra dar o ar da graça em terras tropicais.

Brasil pra mim, pra mim, pra mim!

16 novembro 2011

13 novembro 2011

Colombo

Colombo é a capital do Sri Lanka, o centro político, econômico e administrativo do país. A cidade não lembra muito aquela imagem paradisíaca das praias do litoral, mas é o ponto de entrada e saída do país e como capital obviamente tem coisa interessante pra ver.
O Sri Lanka é uma ilha abaixo da Índia, e Colombo serviu de porto marítimo para o comércio  entre a Ásia e o Ocidente. Durante o século 8, mercadores Árabes dominavam a região, mas isso mudou em 1505 quando os Portugueses deram as caras. No século 17 entretanto, os holandeses apareceram. Mas não foi até os britânicos chegarem, que Colombo ganhou status reconhecido de cidade. Em 1815, Colombo foi proclamada capital do Ceilão, como era chamado o Sri Lanka antigamente. O país tornou-se independente em 1948 apenas, mas os Tigres Tâmis, que falei no post passado, causaram sérias consequências ao país, dispersando pessoas, famílias e forçando migrações desorientadas.
Eu até perguntei de vez em quando a um ou outro que me abordava se falava algum Português, mas eles só sorriam. É difícil enxergar influências holandesas, britâncias, muito menos portuguesas ali.. o Sri Lanka parece que tem sua própria identidade e não sofreu influências de ninguém. Colombo é organizada em 15 áreas que são usadas pras pessoas se localizarem em distritos específicos. Pettah, onde fica o forte por exemplo é Colombo 11. A cidade é grandinha, tem pouco mais de 2 milhões de pessoas, e depois da experiência que tive com o hotel que fiquei, digo que a melhor área pra se hospedar é a área da praia. É onde ficam os melhores hoteis. Não é muito central, mas Colombo não é como típicas cidades turísticas europeias que tem um centro que é onde fica mais ou menos tudo. Não dá pra saír batendo perna com um mapa na mão. Então o jeito era andar de carro mesmo. E ir explorando o que dava. Como falei no post passado, grande parte do Sri Lanka é budista, então a quantidade de templos que existe por lá é de se assustar. Mas ainda existem templos hindus tambem.

No dia que fiquei andando de carro lá com o motorista pra cima e pra baixo, vi uma enorme quantidade de templos, budistas e hindus, e eles terminam sendo uma grande atração turística. Assim nas ruas mesmo, no meio do trânsito, das lojas, do comércio, voce olha assim e tem um templo. Normalmente os templos têm bastante movimento. As pessoas realmente tiram horas do dia pra se dedicar a religião, ver e participar de rituais, uma coisa impressionante. De todos os que visitei esse aí, o templo hindu Kathiresan Kovil, foi o que mais me chamou a atenção. Ele era assim ao final de uma rua com um monte de carro passando na maior barulheira, mas lá dentro, maior calma, monges se preparando pro ritual, pessoas visitando assim no meio do dia mesmo.
Infelizmente no interior desse templo não era permitido tirar foto, e eu nem tenho provas pra ilustrar porque foi o que mais me chamou a atenção. Infelizmente mesmo porque estava tendo um ritual no momento, então eram imagens sendo descortinadas, muito incenso, músicas e falas repetidas que eu não entendia, e todo mundo prestando reverência. Muito intenso de se ver ao vivo.
Mesmo sem entender muito a significância e tudo que isso aí representa na cultura deles, dá pra perceber que é uma coisa grandiosa, difícil de esquecer.
Colombo é uma cidade que dá pra se explorar em um dia ou dois. Se voce não tiver interesse em visitar templo, pode cortar a metade do tempo. Porque não tem muito o que visitar. O Museu Nacional é outra atração interessante. Vale a pena gastar um dinheirinho a mais pela visita e pela permissão de tirar foto do lado de dentro. É também conhecido como Museu Nacional do Sri Lanka e é o maior do país.
Fica nas proximidades da área universitária da cidade e contém coleções de importantes objetos na história do país, como coroas dos monarcas, manuscritos de navegadores, etc. além de contar a própria história do país.
O museu em si não é tãão grande quanto parece. O parque onde ele fica sim é enorme, mas ele mesmo não é tão grande. Mesmo assim, passei mais de uma hora andando por lá olhando e lendo cada detalhe, pois eu não sabia muito sobre o Sri Lanka e o guia da Lonely Planet podia ser melhor, então era uma boa oportunidade pra aprender. E também foi aí onde eu relaxei mais um pouco. Já estava estressada com tudo que tinha dado errado até então, e aí pelo menos fiquei um pouco só na minha e consegui curtir a visita ao museu, sem ninguém no meu pé, sem buzinas e sem ninguém tirando foto na minha cara.
O Sri Lanka hoje é um país bom de se visitar a passeio. Claro, com os devidos cuidados. Mas não é como antes no meio de uma guerra civil, então apesar do estress resultante da minha falta de planejamento suficiente, eu ainda consegui aproveitar. O passeio se resumiu a visitar os pontos mais interessantes da cidade, áreas, templos, shopping, e ao final do dia, pedi pra ver a praia, que ahh... tirando Israel, já fazia algum tempo que eu não via uma praia.
O calor tava grande e lá não é como no Brasil que as pessoas ficam de biquini tomando sol, então praia é só pra ir dar uma volta mesmo, e apreciar a vista. No mais, Colombo é uma cidade em desenvolvimento, organizada, ainda com problemas no trânsito, mas nem se compara a India.
Imagino que a cidade tenha muito mais a oferecer, mas eu na minha situação consegui aproveitar foi isso aí. E hoje passado o streess, digo que foi de bom tamanho.

11 novembro 2011

Sri Lanka

Demorou pra esse post sair hein. Já vai fazer 1 mês que voltei da India (e do Sri Lanka) e nada de Sri Lanka no blog. Depois do stress que passei no aeroporto no infeliz episódio em Chennai na volta de Colombo que minha mala foi arrombada, eu fui roubada, o hotel em Colombo era péssimo e o guia era uma figura, demorou pra eu conseguir olhar novamente pras fotos do Sri Lanka e ter boas lembranças.
Eu resolvi ir pro Sri Lanka quando a viagem da India a trabalho foi confirmada. Eu ia passar 18 dias em Bangalore, no sul da India, e quando olhei no mapa o Sri Lanka tão pertinho, pensei por que não?!
Bem, primeiro que eu não sabia nada sobre o Sri Lanka, muito menos que a capital era Colombo. A gente que vem da América fica tão isolado e termina deixando de lado o tantão de coisa que a Asia tem pra oferecer. Bom, eu não imaginei que iria a Asia tão logo... Mas enfim, quando a oportunidade surgiu de verdade, primeira coisa que eu fiz foi pesquisar vôos na internet de Bangalore para Colombo pra ver se fazia sentido as ideias que eu tava tendo e adivinhe? 1 hora de vôo, preços super em conta, e ainda um feriado pra me tentar. Resolvi ir, comprei as passagens e fui correr atrás das informações. Tirei visto, comprei o guia da Lonely Planet e aguardei ansiosamente a data da ida. Junto com a viagem da India, eu estava com uma expectativa muito grande de pisar naquelas bandas pela primeira vez, ainda mais sozinha a trabalho. Mas eu só tinha pra mim que eu tinha que aproveitar a oportunidade.
Infelizmente eu passei por vários estresses que mancharam um pouco o brilho da viagem, mas ainda assim deu pra fazer um bom proveito, hoje eu posso dizer de cabeça fria. Indo lá, aprendi bastante sobre o país, conheci e vi bastanta coisa, e eu já disse aqui no blog uma vez que mesmo quando a viagem é ruim ela é boa. Sempre temos uma história pra contar, uma coisa boa pra lembrar, e tipo, o Sri Lanka não é logo ali que eu poderia ir de novo qualquer dia.

Eu nem sabia que até poucos anos atrás o Sri Lanka era um país perigoso de se visitar, passava por uma guerra civil e desentendimento entre os próprios povos. O conflito entre a milícia do país e os Tigres de Liberação do Tamil Eelam só acabou em 2009. Os Tigres de Liberação do Tamil Eelam ou LTTE ou simplesmente Tigres Tâmis são uma organização política violenta que pretendia determinar o povo tâmil independente. Faziam sequestros, ataques as autoridades, e agora que já não existe mais, o país ficou mais accessível.
A imagem que eu tinha era sempre relacionada a budismo ou praias. A costa do Sri Lanka tem praias e paisagens paradisíacas, grande centro de destino dos europeus que procuram algo tropical do lado de lá. O Sri Lanka também já foi alvo de desastres naturais como tsunami e é preciso planejar uma viagem pra lá com muito cuidado, apesar de não poder prever muito ne quando um tsunami vai dar as caras. Eu só consegui ir a Colombo, a capital do país, e já foi de bom tamanho. Nunca visitei tantos templos budistas e não sabia o quanto eu não sabia sobre essa religião.
A cultura do Sri Lanka se mistura com a religião. Os rituais e as fortes tradições do budismo fazem parte do estilo de vida do povo de lá. Apesar de ter tido influência holandesa, britânica e portuguesa (olha a capital aí "Colombo"!), o Sri Lanka se manteve fiel às suas origens. Mais de 70% da população é budista. É um impacto significante na cultura e nos costumes do país, espiritual, cultural e politicamente falando. A literatura, arte e arquitetura do Sri Lanka também é fortemente influenciado pela religião. Os tâmeis são em sua maioria hindus, mas não passam de 15%, o que é pouquíssimo, comparado com a India, por exemplo. Há também muçulmanos e cristãos mas não são muitos. A maioria cingalesa é mesmo budista.
Eu que nunca tinha tido contato nenhum com a religião nem nada do tipo fiquei lá de boca aberta tentando assimilar tudo que via. Comprei até um livro do Dalai Lama pra tentar me acalmar dos stress na minha volta a India. O budismo não é nem uma religião, dizem eles, mas uma filosofia de vida. Tudo gira em torno do código moral estabelecido por Buda. Buda vem da fronteira do Nepal com a India desde 500 e pouco antes de Cristo, e desenvolveu filosofias e disciplinas para entender e superar os desafios da vida. Buda ensinou que sofrer é inevitável, e todo o mundo vai viver a experiência do sofrimento enquanto estiver conectado com os aspectos materiais e sensuais da vida. Liberdade do sofrimento vem do desenvolvimento de uma auto-consciência, uma alta consciência trabalhada com muita meditação, força de vontade e crença no código moral que Buda criou. Após muitas mortes e ressussitações e muitos estados espirituais, o individuo alcança o nirvana e essa liberdade do nascimento à morte.
Tudo muito doutrinado e intenso, eu achei. Os templos que visitei sempre uma sensação muito forte e significativa. Aqueles monges budistas só com um pedaço de pano no corpo fazendo jejum e silêncio, sabe-se Deus o que eles renunciaram para viver desse jeito. Só muita crença mesmo. Eu admiro e respeito, mas preciso estudar muito pra entender o que faz a pessoa seguir essa crença assim, se não for através de tradições seculares de família, quero dizer. Sei lá, o mundo já mudou tanto desde que esses códigos morais foram criados que não consigo imaginar como deve ser viver sob ele hoje em dia, com regras de séculos e séculos atrás, num mundo totalmente conturbado e maluco. Mas tá aí, eu vi com meus próprios olhos e até pedi pra tirar uma foto pra registrar -- eles existem, os monges budistas!
Não nos deixam nem virar de costas para Buda no templo. Não se pode tirar foto com Buda, não pode usar telefone no templo, não pode entrar calçado nem mostrando os ombros e pernas. Respeite o Buda. O Budismo no Sri Lanka é assunto sério.
O Sri Lanka ok é muito menor, mas é muito mais desenvolvido que a India. Ainda têem esses carros de três rodas, mas as condições das ruas ainda são drasticamente melhores que na India e tem menos gente também, as coisas são mais organizadas. Mas ainda assim é preciso tomar muito cuidado ao andar por lá, pois ocidentais ainda são celebridades e ainda fazem qualquer coisa por um trocado, então heads up.
Tirando o stress com o motorista, porque o trânsito não é nem tão ruim assim, o passeio de carro foi tranquilo. Com o pouco tempo que eu tinha in between work e aproveitando um feriado que tinha na India, essa escapada pro Sri  Lanka foi até bem aproveitada. Poderia ter sido mais bem planejada, é verdade. Mas oh well. Vivendo a aprendendo. Próximo post conto mais dos meus dias em Colombo.