30 março 2010

Gstaad

Essa primeira foto aí de cima é pra impressionar com a bela vista, já que a história da minha tentativa de andar de snowboard apesar de divertida e esperada foi um tanto que, digamos, dolorosa.

Bom, então finalmente fui andar de snowboard. Com gente disposta a ensinar é mais motivador. Mas mesmo assim ainda penei muito. Era de se esperar. Ninguém esperava que eu saísse de lá sabendo, né? O lugar foi Zweisimmen, em Gstaad, um complexo de estações de ski fantástico aqui na Suíça. E a desculpa é que é final de inverno, a neve já não está muito boa, a pista é muito inclinada, muito curta, muita gente, enfim. Me acabaram as desculpas pra não ir, e agora que fui tenho que arrumar desculpas pras minhas quedas. (...) Bom humor salva, viu? A verdade é que nunca fui de andar de skate, patins e esses negócios que tem que se equilibrar, e o medo ainda é um fator grande em mim. Mas verdade também é que me diverti muito e surpresa ou não, quero tentar de novo. Só não sei se ainda vai dar nesta estação. Nas vezes que consegui me equilibrar e descer aumentando a velocidade foi uma sensação de liberdade deliciosa. A parte ruim é que na hora de virar ou porque a pista estava numa curva ou porque eu estava andando em zig-zags, eu tinha que cair, pois meus joelhos e meus movimentos não obedeciam direito o que eu queria fazer. Daí depois de um tempo e inúmeras quedas, começou a doer bunda, perna, joelho, e tive que parar. As lembranças duraram alguns dias ainda com as marcas das quedas pelo corpo. Mas já passou, tô bem tô bem :) Agora só me restam lembranças boas. Como ter lembranças ruins com essas fotos?

Esta foto é particularmente interessante e contraditória. Tem neve atrás de mim, estava -10 graus e eu estou tirando o casaco, suando, bebendo água de tanto calor. Finalmente entendi como pode aqueles malucos que via na TV nas olimpíadas de inverno em Vancouver andando de camiseta depois de competir. Fazer esporte, correr e cair na neve também cansa e sua! Outra contradição: estou no chão numa das 847.292.010 vezes que caí, e estou sorrindo. Eu disse que bom humor salva... Estou inteirinha depois de tanta queda, ele que me salvou!

Esse pessoal trabalha comigo e é todo mundo já expert alguns no ski outros no snowboard. Eu desde o começo disse que iria mais pela diversão do que pelo snowboarding em si.


26 março 2010

Swiss Testing Day

No dia 17 de março, atendi ao Swiss Testing Day, no Kongresshaus, em Zurique. Um evento da minha área profissional que juntou 700 pessoas. Dentre todas essas pessoas, gente querendo fazer negócio, oferecer negócio, aprender ou pegar um autógrafo de figuras lengendárias como James Whittaker, ex cabeça da Microsoft e hoje diretor cabeça de testes do Google, e Bj Rolison, cabeção de desenvolvimento e testes da Microsoft há anos.
James Whittaker

Bj Rollison

Eu já "conhecia" Bj, pois na SQS ano passado na Alemanha quando apresentei um artigo aceito que escrevi no Mestrado, minha apresentação foi na primeira sessão do primeiro dia de conferência, isto é, quando todos estão empolgados e na maior expectativa pra ver alguma coisa interessante (pressão nenhuma em mim). E logo depois da minha apresentação, ninguém mais ninguém menos que Bj, experiente marreco dividindo sessão com uma aluna de Mestrado apresentando artigo pela primeira vez. Acontece que além de excelente profissional, ele é uma pessoa espetacular, mantivemos contato e foi um agradável encontro vê-lo por lá.

Já o James, conhecia por livros e jeito desinibido de falar as coisas, ele realmente parece combinar mais no Google do que na Microsoft. Anyways, com ele, eu troquei umas palavrinhas e ganhei um autógrafo no livro novo sobre testes exploratórios. Apesar da tietagem, foi um sensacional evento, a gente sempre troca conhecimento, conhece gente, vê os mesmos problemas e situações que tem vivido no trabalho e percebe que não está só. Sem contar com os souvenirs, troca de cartões de visita, novos contatos, coffee breaks e almoço caprichados por conta. Mais informações aqui.

Dou um doce pra quem achar uma senhorita de casaco roxo nesta foto!

23 março 2010

A vila

Às vezes tenho a impressão de estar morando numa vila. Um vilarejo bem longe do centro de qualquer cidade grande de qualquer país, não importa qual seja. Uma vila onde a televisão só funciona de vez em quando, as pessoas preferem sentar à mesa e jogar cartas ou se não for inverno, jogar bola no campo. Uma vila onde quase ninguém ouve música, só algumas músicas, não todos aqueles clássicos de rock da década passada que você acha que todos conhecem. Uma vila onde todo mundo é honesto, bom, decente e sincero. A malandragem é desconhecida nessa vila, isso é coisa de cidade grande, que você já sabe, é bem longe. Às vezes pareço que estou numa vila que poderia até ser relativamente perto dos lugares mais impressionantemente ricos de cultura, beleza e diversidade, mas permanece uma vila pois seus habitantes preferem continuar meio que isolados, indo só passear no parque, tomar banho no rio, andar de bicicleta e comer queijo com qualquer coisa. Uma vila onde até há lojas no centro mas todas fecham cedo, pois a noite é sagrada para a família estar junta jantando à mesa. As lojas que não abrem no domingo e fecham ainda mais cedo no sábado pois as pessoas que lá trabalham também precisam da qualidade de vida. Uma vila onde essas mesmas lojas parecem existir por qualquer outro motivo mas não o óbvio que seria fazer dinheiro, pois quem tem razão sempre é o funcionário e não o cliente. Uma vila onde a diferença social e o capitalismo... ...capitalismo? Aqui um gari, um jardineiro ou um advogado são capazes de dispor da mesma casa, móveis, estrutura e costumes familiares. Nesta vila os trabalhadores ordinários de uma empresa são obrigados a fazer pausas durante seu dia de trabalho para tomar chá. Se tiver sol, as pausas são a céu aberto com vista pros alpes. Se fizer chuva, as pausas são com janelões com vista pra janela da sua casa. Uma vila onde você assina o jornal diário e o jornaleiro entrega na sua casa todos os dias, depois você paga. O mesmo para consultas médicas, uma compra a prestação, uma massagem no spa. Uma vila onde se preza pela responsabilidade do indivíduo como cidadão em sempre ter um bilhete válido para sua viagem de ônibus ou trem, mesmo havendo só às vezes controle de bilhetes. Uma vila até bem desenvolvida se formos buscar o sentido literal da palavra 'vila', pois os animais são identificados com chips inseridos em seus pescoços e não há animais perdidos, há sempre uma identificação de sua origem. Uma vila onde os sistemas funcionam, e há sistema pra tudo. Tudo parece funcionar perfeitamente, os sistemas parecem se encaixar um com o outro, tudo parece ser eficaz e ter sido planejado da forma mais inteligente possível.

Eu não sei. Às vezes tenho a impressão que a Suíça é esta vila desassociada do primeiro mundo, inigualável com seus únicos valores, manias e tradições jamais alcançáveis por qualquer outra comunidade. Chegar nessa vila é fácil, ela é afastada das outras cidades, mas estrategicamente central no continente, há diversos meios de transporte até aqui. Difícil é sair.

18 março 2010

CeBIT 2010

Fui assinante da revista INFO no Brasil durante anos e anos. Todos os anos lia a reportagem sobre a CeBIT, a maior feira e exposição comercial do mundo na área de TI, que acontece todo mês de março em Hannover, na Alemanha. Este ano tive a felicidade de ser convidada e poder conhecer de perto esta festa nerd da minha área, com stands arrojados, tecnologicamente produzidos, empresas de nomes já consagrados e empresas novas procurando seu espaço e procurando atrair todo e qualquer tipo de visitante que pudesse consumir seus serviços e produtos. E que produtos! De um simples mouse a demonstração ao vivo de captura e reprodução de vídeo 3D, um dos últimos estudos dos pesquisadores do Instituto Fraunhofer. Tinha de tudo! 15 enooormes galpões equipados e lotadérrimos no centro de convenções de Hannover, nunca vi nada igual. Eram estudantes, homens engravatados, homem de olho puxado e algumas mulheres. Ali sim era uma feira de TI! Uma festa de TI!

Festa mesmo foi no final, no stand da Kaspersky com direito a cerveja de graça e tudo, sim, porque Alemanha sem cerveja não é Alemanha né!

11 março 2010

Suíça e Cultura Brasileira

Recebi este texto num email e não pude deixar de compartilhar.

"A diferença entre os países pobres e ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que têm mais de 2000 anos e são pobres. Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos. A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis. O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O Japão é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados. Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate do mundo. Em seu pequeno território, cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o transformou na caixa forte do mundo. Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa. A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.

Qual é então a diferença?

Está no nível de consciência do povo, do seu espírito. Evolução da consciência deve se constituir no objetivo maior do Estado em todos os seus níveis de poder. Bens e serviços são apenas meios. A educação (para a vida) e a cultura, ao longo dos anos, deve plasmar consciência coletiva estruturada nos valores eternos da sociedade - moralidade, espiritualidade e ética. Solução-síntese: transformar a consciência do brasileiro. O processo deve ter início nas comunidades - é onde vive e convive o cidadão. Comunidades, quando organizadas politicamente (Associação de Moradores, Clubes de Mães, Clubes de Idosos, etc.) tornam-se micro-estados. As transformações desejadas pela Nação para o Estado Brasileiro serão efetivadas nesses micro-estados, os átomos do organismo nacional - confirma a física quântica.

Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria adota o paradigma quântico - prevalência do espírito sobre a matéria. Adotam os seguintes princípios de vida:
1- A ética, como princípio básico.
2- A integridade.
3- A responsabilidade.
4- O respeito às leis e regulamentos.
5- O respeito pelo direito dos demais cidadãos.
6- O amor ao trabalho.
7- O esforço pela poupança e pelo investimento.
8- O desejo de superação.
9- A pontualidade.

Somos assim por ver algo de errado e dizer "deixa pra lá".

A preocupação de todos nós deve ser com a sociedade, a causa, e não apenas com a classe política, o triste efeito. Só assim mudaremos o Brasil de hoje. Vamos agir!

Reflitamos sobre o que disse Luther King: "O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." "

Gary C., 2006.
Adaptação do texto: Lázaro Lamberth - TV UCSal
Readaptação do texto: Cel Meirelles

08 março 2010

Primeiros sinais da Primavera chegando... (ok, mínimos...)

Olhe, ainda bem que não fiz esse post no fim de semana retrasado, quando senti sinais da primavera chegando e me animei toda achando que o frio tinha ido embora de vez. Ainda bem porque isso aconteceu no outro fim de semana, quando fez 15 graus, e este fim de semana que passou voltou a esfriar novamente e tá -5... meio frustrante, difícil, tal, mas enfim, vamos ao post anyway!

Ao que interessa! Porque querendo ou não, ela vai chegar e tá mais perto que longe! A Primavera! Quanta expectativa! Todos dizem por aqui que esse inverno foi rigoroso (minha pele que o diga!), e pelo visto ele é brabo mesmo, tá fazendo charme pra ir embora. Mas, querido, não tem jeito, a natureza segue seu rumo e você vai ter que ir embora, sinto te informar... A estação que vem aí deu sinais de vida no domingo nos proporcionando um maravilhoso céu azul e um lindo sol de 15 graus, o qual aproveitamos com um passeio no parque, com direito a aposta de corrida com Juca, um belo banho no bonitinho que não tomava banho há quase 1 mês e secagem ao natural (sem secador!) na varanda de casa! Que delícia!

YB: The Young Boys

Então aqui tb tem carnaval e tb tem futebol. É quase o Brasil, segundo a música de Cláudia Leite, ne? Mas não é não, vou te contar.. Verdade que não imaginei que os suíços pudessem se soltar tanto, como no jogo YB x Zürich, que assisti no estádio do Wankdorf. Tirando a organização (sem trocadilhos com a torcida organizad-érrima) e o frio, quase me senti na ilha do retiro! ... Bom, brincadeiras a parte, o jogo foi uma bela de uma boa surpresa. O YB, time de Berna, perdia de 1 a 0, empatou no meio do segundo tempo e quando tudo parecia entregue, nos 2 últimos minutos do segundo tempo, um gol pra endoidar o povo todo! Ah, foi muito bom! Go YB!