Tenho que ter muito cuidado ao escrever este post pra não ficar nada ou o mínimo possível taxativo e discriminante demais, porque em Amsterdam é possível ir a extremos bem distintos. Amsterdam é uma cidade de duas caras, onde por um lado vc pode ver a parte histórica, o legado dourado do século XVII, os canais com as belas pontes, a arquitetura inconfundível e a atmosfera tranquila dos passeios de bicicleta; e tem também a cidade moderna onde vc pode cair na farra 24/7 com as melhores baladas do mundo e as distrações contemporâneas do Distrito Vermelho, e a atmosfera literalmente pesada dos Coffee Shops em cada esquina.
Amsterdam tem um estilo de vida tolerante, o que é proibido em muitos lugares, lá é permitido dentro dos limites, ou seja, é tolerado. Maconha? É tolerado. Prostitutas? É tolerado. É uma profissão, paga imposto e tudo. Mas a capital holandesa não é só essa degradação. É verdade que a cidade é lotada de grupos de marmanjos que vão pra lá encher a cara e fazer suas despedidas de solteiro em alto (?) estilo, mas uma grande parcela de turistas vão até lá conhecer de perto a elegância das casas seiscentistas à beira dos canais e a rica herança cultural dos museus, parques e galerias. Amsterdam é uma imensa variedade de atrações.
Eu fui a Amsterdam pela primeira vez em 2004, mas não absorvi tudo que a cidade tinha pra me passar na época. Aliás, acho que não dá né pra captar tudo, mas desta vez, mesmo com um frio de danar, fui mais preparada. Ainda sob os efeitos da atrativa promoção da easy jet, eu, a Jams e o Adrian resolvemos ir passar o fim de semana lá. Tirei a sexta-feira livre no trabalho, deixei meu cachorro no tierheim e no início da noite da sexta estávamos aterrisando no aeroporto Schiphol Amsterdam.
A previsão disse que ia fazer bastante frio, mas ia ter sol. É, o sol apareceu às vezes, mas o frio e o vento foi de cortar os dedos. Nunca turistei sob tanto frio... Mas faz parte. E eu não perco uma boa viagem por nada nesse mundo. Me enchi de roupa, coloquei o cachecol mais hardcore que eu tenho, luva, chapéu, várias meias, mal conseguia me mexer... e fui mimbora.
Ao chegar, depois de pegar o trem e andar num frio de doer, finalmente encontramos o hotel, deixamos as coisas lá e logo saímos a procura de um lugar pra comer. Não tínhamos ainda muita noção de espaço, nosso mapa não era dos melhores, mas a gente tinha acabado de chegar e nosso espírito aventureiro estava a mil.
Começamos a andar pelas ruazinhas de Amsterdam e a medida que a gente andava, ia aparecendo tudo aquilo que a gente já sabe e já viu na tv mas que quando vemos com nossos próprios olhos, é outra coisa. De início, fiquei assustada com aquelas mulheres nas vitrines e lojas com vários tipos de cannabis, mas po, é "natural" pra eles lá, quem sou eu pra discordar?
Na verdade, por incrível que pareça, apesar de todo esse aspecto sinistro e vulgar, é tudo muito organizado. A prostituição é regulamentada e há várias regras que as casas e as funcionárias precisam seguir pra executar tal profissão. Cafetões são proibidos. As sex shops e coffee shops são muitas, e a marijuana é vendida em todo e qualquer tipo lá dentro, mas a lei diz que só é permitido fumar lá dentro ou na sua casa, embora andando pela cidade é bem comum sentir o cheiro constantemente.
Então depois de perambular um pouco finalmente resolvemos entrar num restaurante espanhol, onde começamos a degustação da cerveja holandesa, Heineken, e jantar claro.
Era a primeira noite e ainda tínhamos o finde inteiro pela frente de andança e frio intenso, mas não nos impediu de ir dar uma conferida ainda na night da sexta-feira, porque veja só como são as coisas, nosso hotel ficava bem atrás da Rembrandtplein, que é a praça onde tem vários clubes e bares badalados da cidade!
Fomos no Smokey club, onde não precisava pagar pra entrar e nossa intenção era só ficar lá um pouquinho pra ver como era e voltar pro hotel pra dormir e estar firme e forte pro sábado. E assim foi. O clube tava cheio lá e a atmosfera noturna daquela cidade é de fato inconfundível. Acho que vou escrever depois um post só sobre isso. Não que eu tenha virado especialista, mas que é uma atração a parte a vida noturna de Amsterdam, isso é.
O sábado começou cedo com o café da manhã no quarto do hotel. Rapidinho estávamos já na rua em direção à estação central, onde era o ponto de encontro para o free tour, do mesmo que fizemos em Berlin e foi super legal.
Confesso que gostei mais do tour de Berlin. Não por causa dos pontos, não foi isso, mas vários pontos que deveríamos ter visitado neste tour de Amsterdam não visitamos, como a casa de Anne Frank. Depois até fomos à casa da Anne Frank, mas a fila tava tão grande que esperar na fila no frio não convenceu. Já é a segunda vez que vou a Amsterdam e não consigo ir a casa de Anne Frank, quem sabe na próxima...
Além disso, a guia... ...tenho certeza que quando a Jamille ler isso ela já vai tá rindo, porque só eu, ela e o Adrian (mas o Adrian não lê meu blog) sabemos o que que essa guia tem... digamos assim que ela era especial. Não, olha, longe de mim, ela era muito competente, sabe muito de Amsterdam, mas tinha o comportamento um tanto quanto particular. Nada contra! Ela está no lugar certo! Amsterdam é o lugar para a tolerância, então não tem problema nenhum com nada. Aliás, ela até deixou nosso passeio mais divertido.
Terminado o tour, ficamos ainda de bobeira pra lá e pra cá, mas no início da noite fomos pro hotel descansar porque afinal era sábado a noite e queríamos porque queríamos curtir uma festa boa por lá. Como estávamos do lado do quarteirão da balada, uma super boate bem conhecida por lá, a Escape, foi nossa escolhida, e não nos decepcionou, foi super hiper mega demais, um som espetacular, mas conto depois melhor sobre a balada.
O domingo estava mais frio ainda! Não fez sol como no sábado e não tínhamos muito tempo, pois apesar de nosso vôo sair às 21h, tínhamos que estar com antecedência no aeroporto, e tínhamos que pegar o trem pro aeroporto, e tínhamos que voltar pro hotel pra pegar as malas, afe, enfim, tínhamos que terminar o passeio várias horas antes do vôo, então ficamos meio limitados.
Resolvemos aproveitar o domingo indo na Museumplein, que é a praça onde tem o grande "I AMSTERDAM" onde eu tirei zilhõõões de fotos, mas nenhuma ficou realmente muito boa porque sempre tinha alguém atrás, do lado, na frente também tentando tirar foto lá e atrapalhou TODAS as minhas fotos, mas ne, é turismo, não dá pra se irritar. Eu chorei de tanto rir tentando tirar a foto perfeita e cada vez que aparecia um na minha frente ou fazendo as poses mais bizarras no topo do "A" ou do "S" de Amsterdam, eu caía na gargalhada!
Sente o drama... kkkkkkkkkkkkkk....
Ahahahahahaha.... só de ver as fotos me acabo de rir!!! Essa última foi a menos pior, ne?! Ou a penúltima? Ahh não sei! Sei que toda hora, minha gente, aparecia um pra estragar minha foto. No final, ficou até engraçado.
Esta praça, Museumplein, é na verdade a praça dos museus, é onde fica também o museu de Van Gogh, o Rijksmuseum, e vários outros, mas nós não visitamos nenhumzinho! Eu queria muito ir com tempo pra visitar o museu de Van Gogh deve ser fantástico, mas nessas viagens curtas de fim de semana não dá mesmo pra entrar em museu, senão a viagem é só o museu, porque sou capaz de passar horas e horas em um.
Nesta mesma praça tinha bastante gente e tinha também uma enorme pista de patinação de gelo que deve ter contribuído pra intensificar ainda mais o frio, porque olha... só um glühwein pra acalmar...
...e as luvinhas mão na roda, ne... sem luvas não dá. Ora, mesmo com luvas, cortes apareceram sozinhos nos meus dedos só pelo vento gelado! Não é mágica, é frio mesmo! E ficar tirando e botando luva pra tirar foto não tem quem aguente, então a melhor é essa daí, ó:
ahahahahaha...
Tarde de domingo aproveitamos ainda passeando de tram pela cidade e visitando a fábrica da Heineken! Siiiimmm!! Depois de aprimorar meus conhecimentos e conhecer a fábrica da Guinness em Dublin, fomos conhecer a história de outro grande nome mundial da cerveja. Mas isso eu conto no próximo post!



























Adorei as fotos filha, espero um dia conhecer Amsterdam:)
ResponderExcluirQuero mais...pode contar!! Bjs. Mãe.
adorei! estou cogitando ir a amsterdam no meio do ano. Vamos a belgica refazer o caminho das trappistas, e como uma delas esta na Holanda, por que nao dar uma espiada em amsterdam??
ResponderExcluiradorei o post
vale mto a pena!
ResponderExcluirprincipalmente qdo não tá tão frio!!
Eu ainda me lembro a primeira vez que fui a Amsterdam, e estava acontecendo aquele naked bikers ahahha fiquei um pouco assustada. Depois como eu morava a 15 min de trem, sempre dava um pulinho lá, com o tempo, vai perdendo um pouco a graça porque vc deixa de ser turista, mas os turistas estão todos lá, no verão chega a ser um pouco irritante, porque são muitos, muitos caindo de bebado, mexendo nas ruas, fica dificil, mas eu acho Amsterdam uma graça
ResponderExcluirBeijao
Oi Liana
ResponderExcluirO bom de viver na Europa é que você pode e DEVE conhecer um monte de lugares bacanas!!!
Minha irmã morou 5 anos em Amsterdam e dizia a mesmas coisas que você. Aliás, seu passeio foi fantástico!
Bjs
Bia
www.biaviagemambiental.blogspot.com
Liana, que saudades de Amsterdam!
ResponderExcluirNeste ano irei pela segunda vez, se Deeeeeus quiser!
Ir à Amsterdam foi uma sugestão de uma amiga e acho que por isso, fui sem nenhuma idéia pré concebida, apesar de saber das "liberações". Olha, adorei! Achei linda, as pessoas solícitas, receptivas e a cidade com aquela arquitetura apaixonante!!! Na Red Light demos uma passada, mas já deu pra sentir o "clima" que rola por lá. Os bares GLS, a maconha por todos os lados. Diferente de absolutamente tudo a que estamos acostumados aqui. Foi uma experiência única!
Também não consegui entrar no museu da Anne Frank, porque a fila, pelo jeito, tem em qualquer época do ano, né? Difícil encarar. Mas fui ao museu Van Gogh, e amei!
Quanto a vida noturna, bem, essa eu não curto muito. A não ser pra jantar em um restaurante e apreciar os canais iluminados. ;-)
Parabéns pelo post! Qual o próximo destino?
Beijos!
hehehehe... to definindo ainda o próximo destino ;)
ResponderExcluirLindas paisagens! sou louca pra conhecer amsterdam!
ResponderExcluirEu queria muito ir com tempo pra visitar o museu de Van Gogh deve ser fantástico, mas nessas viagens curtas de fim de semana não dá mesmo pra entrar em museu..
ResponderExcluirSHAME ON YOU! Dos lugares que você listou no post, são todos para turista mesmo, viu? Principalmente o Rembrandtsplein, onde raramente passo. Sem falar que nunca fui na Anne Frank Huis, sempre com filas enormes...
Enfim, comoo moro há anos por aqui, prefiro os lugares off the beaten track. Em outras palavras, eu fujo dos turistas.
PS. Metida, eu? hehehe...
Amsterdam é a cidade mais fotogênica que conheço! Pra qualquer lugar que você apontar a câmera tem sempre um canal, casas bonitas, belas praças! Não tem erro: é só fazer o enquadramento e fotografar!
ResponderExcluirLindas as fotos Liana! By the way, qual é a máquina fotográfica que você usa? As fotos noturnas estão com uma excelente captação de luz!
ResponderExcluirAcho o maior barato o tanto que você viaja e curte seu tempo livre! Que ótimos destinos estejam à sua frente!
Abs
Márcia
Tem que aproveitar ne Marcia! :)
ResponderExcluirA maquina que eu uso é a Sony Nex-3.
Como sempre, seus posts são demais, mas olha.. esse ficou incrível, muito bom mesmo :D
ResponderExcluirAs fotos nem preciso dizer nada.
xx
Putz Liana !
ResponderExcluirLegal as tuas dicas e os teus passeios.
Mas como é possível não informares o hotel em que ficaram ??? Seja para indicar ou prá falar mal...Todo relato de viagem, no meu entender, deveria começar por ele pois afinal, depois da passagem aérea, é o passo seguinte que damos...
Aguardo essa informação, se possível !
Obrigada, parabéns e sucesso ao blog nordestina (como eu - rs !)
oi Eliane,
ResponderExcluirnem lembro mais o hotel que ficamos. Normalmente eu comento, mas desta vez nao fui eu quem reservou.