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| Em Napoles, na Italia, em Abril de 2015 |
Lendo outros blogs e posts por aí de mães meio que inseguras e reclamações de cansaço, mesmo com um companheiro do lado que divide as tarefas de casa, achei que minha contribuição poderia servir de alguma coisa, já que eu faço tudo aqui em casa e ainda viajo com o Edi. Bem, quem acompanha esse blog desde sempre sabe que minha paixão por viagens não é recente. Este não é um blog de viagens mas várias das minhas experiências mundo afora estão relatadas aqui. Com a chegada repentina do Edi, minha vida virou de ponta a cabeça e eu me vi numa situação totalmente estranha e nova, que tive que aprender a dar conta sozinha praticamente.
O pai do Edi nunca foi muito presente em casa, mesmo na época que estávamos "tentando" ficar juntos de
novo, depois que ele nasceu. Então desde que ele nasceu, o grosso do trabalho inteiro que é cuidar de um filho ficava sob minha responsabilidade mesmo. Além do mais, a casa é minha, as contas eram minhas, e eu ainda tinha um trabalho para dar conta. No começo não foi fácil não, mas eu nunca desanimei e sabia que era uma fase de adaptação, e que ia ser dali para melhor. Por mais dias difíceis que eu tenha tido de não ter tempo nem pra tomar banho, no final eu me mantinha otimista que ia melhorar e que minha vida ia "voltar ao normal". O novo normal.
| Em Berlim, na Alemanha, em Abril de 2014 |
| Em Paris, França, Dezembro de 2015 |
Minha mãe ficou cheia de dúvidas se era realmente uma boa ideia, e eu também nunca saberia ao certo se não tentasse. Me enchi de coragem e fui. Começamos com passeios curtos, viagens de trem, viagens mais longas, para começar a expor o Edi a essas situações e ver as reações, dele e minha. E a partir do momento que eu me dava conta que tinha conseguido passar uma manhã inteira passeando com ele na rua na Áustria, ou uma tarde num parque na França, e que melhor, eu também tinha me divertido com isso, era a prova que eu precisava. A minha teoria estava certa: eu sabia que ia dar certo, eu poderia viajar com meu filho, e me divertir, continuar me divertindo, aproveitar o passeio, observar as novas paisagens, apontar pra ele uma estátua, um prédio, um cenário bonito, se surpreender com novos lugares e deixa-lo ver o espanto e a admiração nos meus olhos, apenas aquilo despertaria alguma coisa nele que ele também participaria daquela viagem comigo.
Meu filho não me decepcionou. Eu também sempre fui verdadeira com ele. Achei que seria melhor não reprimir minhas vontades e tentar deixa-lo fazer parte das minhas realizações ao meu lado, e que assim, eu continuaria feliz com a vida e mais ainda, de poder ter a pessoa mais importante da minha vida participando de tudo de agora em diante.
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| Janeiro de 2015, a caminho do Kosovo |
Estou falando de momentos vividos, sabe. De coisas que realmente contam nessa vida. De fotografias que existirão para sempre para contar história, mesmo que da memória dele não saiam palavras que façam sentido. A vida é uma só e o tempo não volta. Se hoje você acha que é trabalhoso viajar com seu filho porque ele usa fraldas, amanhã você estará se lamentando que não viajou enquanto ele usava fraldas, pois hoje você tem que parar o que está fazendo para leva-lo ao banheiro.
Acredito eu que tudo é questão de ponto de vista e como você enxerga o que está vivendo. Eu sou mãe do Edi em qualquer situação, inclusive nas viagens. Viajar é muito melhor do que ficar em casa, e em casa também somos só nós dois. Estou falando de momentos, para não se arrepender depois de não ter feito, pois o tempo não volta, oportunidades são únicas.
Quando comecei a viajar com o Edi ainda muito pequeno, eu dizia que "viajava sozinha com meu filho". Até aparecer aquela notícia das viajantes argentinas que morreram no Peru, e as notícias diziam que "elas viajavam sozinhas". Me deu um estalo, de como eu também estava falando errado até então. Ora, elas não estavam viajando sozinhas, estavam juntas, tinham uma a outra. Com o meu filho é a mesma coisa, eu não viajo sozinha com meu filho, eu viajo junto com meu filho, eu e ele, oras. Sozinha eu viajei muito antes de ele nascer, hoje eu tenho uma companhia, que diga-se de passagem, vale mais que qualquer outra.
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| No Kremlin, Moscou, Rússia, Setembro de 2015 |
| No trem na Holanda, Abril de 2016 |
É aquela história ne... "Em algum lugar do mundo, alguém está fazendo o que você achou que não poderia ser feito". Eu quero ser a pessoa que faz, que não me deixei acomodar pela minha situação com o pai do Edi, de que por não estarmos mais juntos, eu estaria destinada a viver trancafiada em casa com medo do mundo e de todos, porque estou "só" eu e meu filho, como muitas mães fazem. Recebo tantos emails e mensagens de mães que cuidam de seus filhos sem nenhum companheiro do lado e que se sentem sobrecarregadas e exaustas e que não sabem como é possível não viver assim. Gente, é só tentar. E para isso, há de começar.
Se eu sou a pessoa que melhor conheço meu filho, por que será que uma viagem com ele não haveria de ser uma boa experiência? Se os afazeres da maternidade e de casa são trabalho demais para você, então apenas isso é uma questão a ser vista, não é mesmo? "Eu estou satisfeita com a minha vida?". Porque se estiver, partir para uma viagem é uma atividade normal de qualquer família, para curtir o tempo livre, as férias, e nós somos uma. Não é porque o pai do meu filho não vive com a gente que não somos. E olha, acho que nos divertimos e aproveitamos mais algumas viagens que muita família tradicional.
| Na Cracóvia, Polônia, Junho de 2015 |
| Em Vaduz, Liechtenstein, Maio de 2014 |



Sabe que eu ainda não sou mãe, mas adoro quando você escreve sobre as suas experiências de maternidade. Eu até hoje me lembro do dia em que você postou sobre sua gravidez, levei um susto sabe? E pensei, "e agora? como ela vai fazer com o trabalho dela?" Mas graças a Deus tudo correu bem e agora você tem um companheiro que tenho certeza que já te acha uma super-mãe. Tenho certeza que o Edi vai ser um homem maravilhoso quando crescer! Feliz dia das mães! Muitos beijos pra vocês!
ResponderExcluirHeheh, realmente... até eu pensei "e agora?" Mas é isso aí, hoje estamos bem. Obrigada :)
ExcluirPost inspirador. Eu nunca saí do Brasil, nossas viagens são sempre curtas por aqui mesmo, mas eu sempre pensei como voce fala nesse texto. Tenho um filho de 17 anos e outro de 5. O mais velho não aproveitou tanto, mas o menor está curtindo viagens desde os 6 meses de idade. Só pra ir a outra cidade em região praiana meu marido já colocava mil empecilhos, mas eu nunca desanimei. Mostrava a ele que seria possível, mostrava cada plano que eu já tinha traçado. No início ele ia meio 'forçado', mas quando chegava lá se soltava. Agora ele mesmo pensa nos detalhes junto comigo. Na nossa última viagem ele comentava sobre a facilidade de agora não ter que levar fraldas, trocar fralda na praia etc. Ou seja, vencemos esses primeiros anos e temos momentos ótimos para recordar em cada foto. Em agosto faremos nossa 1a viagem de avião com os meninos e estou bem ansiosa. Pensando em cada detalhe como o que levar na bagagem de mão e tal. Gratidão por voce dividir conosco suas impressões.
ResponderExcluirQue bom Luciene, que conseguiu superar o astral do marido para acompanhar voces! Boa sorte na proxima viagem :)
ExcluirAmei o post. Ja havia comentado no seu blog que tambem sou mae de um menino da mesma idade do Edi(3a2m), moro em NYC e o pai dele mora na Florida. Seus posts sempre me inspiram a viajar mais com meu filho "sozinha". Eu ainda nao viajei muito com ele ja que aqui nos EUA as distancias sao mais longas e acaba ficando caro viajar de aviao toda hora. Eu tambem ando priorizando ir para o Brasil e para Florida. Mas meu Kenzo ja esta craque no aviao e sempre se comporta super bem. Mas esse verao vou aproveitar para fazer uns passeios mais longos, ja que ele esta amando andar de trem. Feliz dia das maes para voce.
ResponderExcluirÉ como no Brasil, as distâncias são tão grandes, que não dá pra aproveitar tanto. Mas qualquer passeio, viagem de carro mesmo também está valendo :) obrigada!
ExcluirInteressante que vocé não esperou o Edi crescer para iniciar as viagens à dois. A fralda nao foi empecilho, o carrinho de bebê não foi empecilho, fazer a mamadeira no quarto de hotel não foi empecilho. Vocês desfrutarão das diversas fases que esse projeto pode proporcionar. Aos poucos o lugar da fralda na mala vai sendo ocupada por um super herói ou um carrinho. Aos poucos a mamadeira também não entrará mais no rol de obejetos imprescindíveis para a viagem e ai você perceberá que está entrando numa nove fase onde curtirão novos passeios juntos na construção desse legado que supera todos os valores. Mesmo que no futuro as viiagens diminuam pela fase escolar do Edi vocês sempre saberão aproveitar esses momentos pois eles ja fazem parte da vida de vocês!
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